Episódio 11 · Inovação e criatividade
Inovar é transformar escuta em movimento.
Marcelo Severo Pimenta mostra por que a inovação começa no cliente, ganha forma no coletivo e exige que o empreendedor seja fluxo, não barreira.
Convidado
Marcelo Severo Pimenta
Empresário, jornalista, professor e coordenador de cursos de inovação, criatividade e inteligência artificial na ESPM. Criador da Liga dos Inovadores e autor de Economia da Paixão.
Tese do episódio
A novidade só vira inovação quando alguém a experimenta e o coletivo a entrega.
O décimo primeiro episódio desmonta a imagem da inovação como um grande salto tecnológico. O ponto de partida é mais simples e mais exigente: observar como o cliente está mudando e responder com valor.
Entre a percepção e o resultado existe um sistema: confiança criativa, escuta sem ego, teste pequeno, aprendizado rápido, colaboração e tecnologia aplicada ao problema certo.
Em 18 momentos
Mapa da conversa
- 00:00Inovação, criatividade e inteligência artificial
- 02:42Trinta anos entre empreendedorismo, comunicação e ensino
- 05:41Da empresa de tecnologia à formação de empreendedores
- 07:56A inovação começa no consumidor
- 09:40Encantar de novo para conquistar e fidelizar
- 13:04Criatividade individual, inovação coletiva
- 15:46Recuperar a confiança criativa
- 18:13Repertório e flexibilidade para combinar o improvável
- 21:27Ouvir o cliente que também está mudando
- 23:31Design centrado no ser humano
- 25:15Testar pequeno antes de investir grande
- 28:11Experimentação separa inovação de invenção
- 31:43Rituais para capturar ideias da equipe
- 35:35Quando o ego do dono bloqueia a colaboração
- 39:25Inovação acessível com os recursos disponíveis
- 43:36Ser fluxo diante da mudança
- 46:07Começar a usar IA onde o sapato aperta
- 49:00IA como ampliação de capacidade, não como rival
Análise aprofundada
Sete movimentos para transformar novidade em valor percebido.
A inovação começa fora da empresa
O que aparece na conversa
Marcelo desloca o ponto de partida da inovação: ela não nasce da vontade do empresário de parecer moderno, mas da mudança contínua nas expectativas do consumidor. Mais opções, informação e referências elevam o padrão de comparação.
Leitura
Inovar é responder a uma tensão concreta. Quando a empresa começa pela tecnologia ou pela ideia favorita do dono, corre o risco de produzir novidade sem valor. Quando começa pela vida do cliente, a novidade ganha direção: facilitar uma tarefa, melhorar uma experiência, eliminar uma fricção ou renovar o motivo para permanecer.
Criatividade acende; o coletivo transforma
O que aparece na conversa
A conversa distingue a ideia individual da inovação executada. Um entregador, uma pessoa do caixa ou alguém da produção pode perceber uma possibilidade. Ela só vira inovação quando compras, operação, comunicação e atendimento trabalham sobre a mesma proposta.
Leitura
A diferença é organizacional. Ter pessoas criativas não garante uma empresa inovadora. É preciso um caminho para registrar, selecionar, testar, aprender e implementar. A ideia deixa de depender do entusiasmo de quem a teve e passa a integrar um sistema capaz de produzir valor de forma repetível.
A confiança criativa pode ser recuperada
O que aparece na conversa
Marcelo trata a criatividade como uma capacidade humana que perde espaço quando a pessoa acumula censuras, padrões e medo de errar. Para recuperá-la, propõe ampliar repertório e exercitar flexibilidade diante de combinações não óbvias.
Leitura
Criatividade não é esperar inspiração. É aumentar o número de referências disponíveis e reduzir a rigidez com que elas podem ser combinadas. Para o empreendedor, isso pede contato com outros setores, culturas e experiências, além de ambientes em que hipóteses possam ser exploradas sem que toda tentativa precise nascer perfeita.
Experimentar é mais confiável do que perguntar
O que aparece na conversa
A esfirra de feijoada funciona como metáfora: em vez de investir em lançamento, produzir poucas unidades e colocá-las nas mãos de clientes reais. O comportamento durante o teste revela mais do que uma resposta hipotética em pesquisa.
Leitura
O teste pequeno converte opinião em evidência. Ele reduz o custo do erro, antecipa objeções e permite ajustar produto, preço, mensagem e operação antes da escala. O objetivo não é provar que o dono estava certo, mas descobrir rapidamente em que condições a proposta cria valor ou deve ser abandonada.
O ego do dono pode ser a maior barreira
O que aparece na conversa
Ao falar de caixas de sugestões, desafios e oficinas, Marcelo aponta um obstáculo anterior às ferramentas: alguns empresários temem que a boa ideia de um colaborador diminua sua autoridade. Justamente quem está no caixa, na entrega ou na recepção costuma observar o cliente de perto.
Leitura
Uma cultura inovadora distribui o direito de perceber, sem confundir isso com ausência de liderança. O dono continua responsável pela escolha e pelos recursos, mas aumenta sua capacidade quando legitima contribuições de quem vive a operação. Rejeitar a origem de uma ideia é desperdiçar inteligência já contratada.
Inovação não precisa parecer grandiosa
O que aparece na conversa
Bilhetes na entrega, gentileza no atendimento, uso do status do WhatsApp, ajustes solicitados repetidamente e conteúdo feito com personalidade aparecem como inovações acessíveis. O critério é encantar ou resolver melhor, não impressionar pelo custo.
Leitura
A inovação cotidiana trabalha com ativos existentes: atenção, dados, relacionamento, estoque, conhecimento da equipe e canais gratuitos. Ela começa com baixa complexidade e aprendizado rápido. Pequenas melhorias acumuladas podem mudar percepção, margem e fidelidade antes que a empresa precise de um grande projeto tecnológico.
A IA deve entrar pela dor, não pela moda
O que aparece na conversa
Para iniciar o uso de inteligência artificial, Marcelo recomenda procurar onde o sapato aperta: vendas, rotatividade, finanças, marketing ou uma tarefa repetitiva. O retorno pode aparecer em tempo, erro, retrabalho e capacidade, não apenas em redução direta de custo.
Leitura
A boa adoção começa por um problema delimitado, um resultado observável e supervisão humana. A IA amplia repertório e execução, mas não substitui a pergunta estratégica nem o contato com o cliente. O empreendedor que aprende a integrá-la transforma a ferramenta em extensão de competências; quem apenas resiste entrega vantagem a quem experimenta.
Princípios de inovação
Dez práticas para colocar a empresa em movimento.
A conversa aproxima inovação do cotidiano: perceber melhor, envolver mais gente, testar com menos risco e usar ferramentas novas a serviço de uma dor real.
Teste de realidade
Cinco perguntas para deixar de ser barreira.
- 01Que mudança recente no comportamento do cliente ainda não entrou nas nossas decisões?
- 02Existe um caminho claro para uma ideia da equipe virar teste e aprendizado?
- 03Qual hipótese podemos experimentar em pequena escala nesta semana?
- 04Estou recusando uma contribuição pelo conteúdo ou pelo cargo de quem a apresentou?
- 05Em qual dor concreta a inteligência artificial poderia gerar um resultado observável agora?
“Ou tu é fluxo ou tu é barreira.”
Marcelo Severo Pimenta, aos 45 minutos do episódio
Próximo passo
Quer aplicar isso na sua empresa?
No programa, você trabalha os comportamentos que fazem a empresa vender melhor, com ações práticas acompanhadas toda semana.
Próxima turma: 17 de novembro de 2026, na Vila Mariana, São Paulo. 8 vagas.
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Baixar .srtSeja bem-vindo, seja bem-vinda ao 11º episódio do Empreendedorismo Raiz Podcast. Hoje conversaremos com o Marcelo Severo Pimenta, que é especialista em ajudar empreendedores e traz um assunto muito legal sobre inovação e inteligência artificial. Aproveite agora e nos siga nas redes sociais em Empreendedorismo Raiz Podcast. Empreendedorismo Raiz Empreendedorismo Raiz
Quem que nós vamos entrevistar hoje, Ricardo? Olá a todo mundo, hoje nós vamos falar com o Marcelo Severo Pimenta. Ele tem várias atribuições, não vou nem falar especialidade, porque o cara faz tanta coisa que não dá para ser especialista em tudo. Ele tem um conteúdo bem interessante aqui para a gente, entre tudo inovação, criatividade, inteligência artificial. Ele é autor de alguns livros, o mais recente é Economia da Paixão. Tem outros que ele vai falar também para nós. O Marcelo Pimenta. Seja bem-vindo, Marcelo. Eu que agradeço o convite aí, Ricardo, Paulo. É um prazer sempre falar de empreendedorismo, de inovação.
E vamos conseguir compartilhar aí uns 30 anos de experiência e de renovação, né? Porque a gente está sempre se renovando. Você falou em inteligência artificial, é um assunto que eu comecei a estudar há pouco tempo e já estou dando aula, né? Então é sempre um renovar constante, né? Muito bom. Ah, que bacana, Marcelo. Poxa, seria bacana se você pudesse trazer um pouco dessa história, né? Você está falando que está militando há 30 anos no empreendedorismo. Há 30 anos atrás o empreendedorismo era só mato, né? Não tinha nada. Hoje, hoje, estamos falando de empreendedorismo há 30 anos atrás, mais ou menos quando eu comecei também, era que lá era só mato. Outro pouquinho, Marcelo. Como é que você entrou nessa? Legal, Paulo. É que a história é a seguinte, né? Até desde 94, a minha história no empreendedorismo é, vamos dizer assim, do lado de lá da mesa, como empreendedor, né? Então, são 30 anos, mas os primeiros anos foram construindo empresa, construindo negócios, né?
Eu tive a oportunidade de, logo que a internet comercial chegou no Brasil, a gente está falando de 1992, né? A internet como tecnologia, ela chegou na Eco 92. Em 94, foi lançada a internet comercial. Quando a internet comercial, ela chegou, eu abri um negócio chamado Connect Marketing Interativo. E aí, eu fiquei nessa lado da mesa de ser empreendedor por muito tempo. Em 2000, eu vim para São Paulo. E depois, em 2004, a gente ganhou uma licitação para fazer o novo site do Sebrae Nacional. Era o primeiro site que iria unificar todos os sites regionais do Sebrae. Foi uma licitação que a gente ganhou e eu fui para Brasília, me mudei para Brasília, para gerenciar esse projeto. Eu tinha uma relação com o Sebrae muito legal, porque antes de eu chegar aí nessa estágio, né?
Eu tinha feito, como jornalista que sou por formação, um programa chamado Sebrae RS na TV, lá em Porto Alegre, né? Pelo meu sotaque, vocês vão ver que eu sou gaúcho, que eu moro em São Paulo há 25 anos, mas o meu gauchês não sai de mim, né? Então, eu tinha um histórico com o Sebrae que eu gostava, porque eu era editor-chefe desse programa, era um programa semanal, tipo em pequenas empresas, grandes negócios, só que do Rio Grande do Sul. Eu era jornalista, eu não tinha, assim, formação em empreendedorismo, mas eu era o editor, acabei aprendendo muitas histórias. Cheguei no Sebrae como consultor, como licitado, como uma empresa para fazer um serviço, e aí o serviço foi feito e eu comecei a me apaixonar pelo Sebrae e o Sebrae se apaixonar por mim. Então, foi uma via de mão dupla. Nesse momento, o que eu vejo? Eu começo a mudar minha carreira de executivo de uma empresa de TI, que era a Connect, que era de TI e Marketing,
e começo a criar um CNPJ para trabalhar temas do empreendedorismo, porque as pessoas disseram, não, mas tu tem as características do empreendedor. Tu já é professor, eu já era professor desde 94, eu dava aulas como sistemas de comunicação, informática na comunicação, eu tinha toda uma carreira na UBRA, na Universidade Luterana do Brasil. Quando eu vim para São Paulo, comecei aqui na SPM, que eu estou hoje gravando esse episódio, que continuo sendo professor, e o Sebrae, então, me convidou para novos projetos, para novas oportunidades, e eu criei, então, um CNPJ, que é o CNPJ que eu uso até hoje, que é o Laboratório, e desde 2005, eu passo, então, a migrar da minha carreira de executivo para uma carreira de especialista em inovação, em criatividade, em empreendedorismo, e desde lá eu venho fazendo dezenas de projetos com o Sebrae, com o Senac,
com empresas privadas que querem criar programas de empreendedorismo, dou um exemplo, tipo a Vedacity. A Vedacity é uma empresa em que eu criei o programa de intraempreendedorismo, junto com a Paola Tucunduva, a gente criou lá como criar novos negócios dentro da Vedacity. Então, é um exemplo. Dentro da Premier Pet, até hoje, eu faço a formação de donos de pet shop. Então, eu ensino o dono de pet shop a inovar em cima de um programa que a Premier Pet, que é uma marca líder de ração animal, tem. E essa é um pouquinho aí da minha história curta, né, para a gente poder falar de outros assuntos, mas eu tenho essa capacidade de ter vários assuntos que eu acabo tendo contato. E mais recentemente, né, aqui na SPM, por exemplo, eu sou o coordenador de cursos de inovação e de criatividade. Esses cursos, em 2023, eles passaram a ser inovação, criatividade e inteligência artificial.
Que eu digo que eu estou estudando inteligência artificial há pouco tempo, porque é dois anos, né, assim, de uma forma que o chat GPT e outras tecnologias vêm. Mas dois anos, já com várias turmas, né, e com muita prática, e tem sido uma aventura muito legal, porque a inteligência artificial é uma tecnologia que veio realmente para transformar tudo aquilo que a gente vem fazendo. Marcelo, vamos começar a, como diria o Jack, o estripador, né, vamos por partes, vamos começar a cortar esse elefantão aí. Vamos falar um pouquinho primeiro de inovação. O que a gente pode falar para o empresário que está nos escutando lá e quer saber um pouquinho mais de inovação? Como que ele pode aplicar isso no dia a dia dele? Como que ele pode começar a pensar a respeito disso? Quais seriam os insights? Como a gente pode explicar isso para ele? Maravilha, Ricardo. Vamos lá. Cara, a inovação, ela entra no seguinte cenário, na minha opinião.
A inovação não começa no empresário. A inovação começa no consumidor. Então, o cliente, ele está sedento por novidades. Então, ele vai no buffet aquilo, ele quer um prato diferente. Ele vai numa boate, ele quer uma música diferente. Ele vai numa loja de roupa, ele quer uma camiseta diferente. Ele vai andar de avião, ele quer uma experiência diferente. Ele vai no hotel, ele quer algo diferente, porque senão ele ficaria em casa, porque ele não está afim mais de repetir. Hoje, a sociedade, a gente chama aqui na academia, de mundo bunny. Um mundo que ele é frágil, ele é muito ansioso, ele é muito complexo, ele é ambíguo. Essa sociedade faz com que, principalmente estimulado pelo celular, com o TikTok, com o Instagram, com o número de informação que você tem muito grande. Quando eu comecei a minha carreira lá no Sebrae RS na TV, há 30 anos atrás,
você tinha apenas a TV aberta, alguns sinais de TV a cabo. Hoje, você tem milhares de canais na internet, de YouTube, de Instagram, de TikTok. As pessoas ficam sendo alimentadas, bombardeadas com novidade a todo momento. O fenômeno da globalização. Quando, há 30 anos atrás, você entendeu que na Europa tinha um restaurante que começou a fazer uma coisa diferente, isso demorava um ano, dois anos, três anos para chegar aqui. Hoje, não. Os caras fazem uma coisa em Paris. Você está vendo hoje, amanhã, o cara já pode estar fazendo e replicando aqui em Osasco. Então, você vê que a inovação, Ricardo, ela é essa corrida para você atender um consumidor cada vez mais exigente, porque ele não quer mais do mesmo. E você precisa, então, estruturar o seu negócio para encantar o seu cliente, não só uma vez, mas a cada vez que ele for lá, ele tem que ver alguma coisa diferente,
tem que estar mais bacana a entrada, tem que ter agora um serviço de estacionamento, agora você pede pelo iFood, agora você tem um espaço instagramável, agora você tem um menu de verão, agora você tem o clube de fidelidade. Quer dizer, o cara está sempre ali buscando entender o que o consumidor está precisando para fidelizar o cliente, né? Porque dentro desse mundo existe um fenômeno que é cada vez mais difícil você conquistar um cliente. Vocês concordam, né? O cara vai no supermercado. Há 20 anos atrás, você tinha três marcas. Hoje, o cara entra no supermercado, tem roupa para bebê, roupa para cachorro, orgânico, sem cheiro, com amaciante, que tira mancha, que é não sei o quê, é de 300ml para quem mora sozinho, é de 1kg para quem mora com a família, é de 5kg para quem mora com a sogra, e aí você fica com um perdidaço, você já fica ali sem saber.
Então, é difícil você conquistar o cliente, né? Você pega no iFood. O que eu vou jantar? Quantos restaurantes tem aqui em São Paulo no iFood? Sei lá, 2.000, 3.000, o cara fica, pode esfirra. Vem 20, 30, 40. Ou seja, você captar, capturar o cliente é um desafio. Então, a gente precisa inovar, não só para captar o cliente, mas principalmente para fidelizar o cliente e fazer que ao longo da vida do cliente, ele consiga estar te dando uma parte da carteira. A gente chama isso em inglês de share of wallet. Ou seja, você pega um pedaço da carteira de dinheiro, diz, olha só, cara, esse cara aqui, por 2, 3 anos, ou por 5, ou por 50 anos, vai ser meu cliente de esfirra. É isso que eu estou querendo. Eu quero ser o cara da esfirra na cabeça dele. E é assim que você consegue estar cativando. Para que a empresa consiga cativar o cliente por tanto tempo, ela precisa estar inovando. Porque se ela ficar parada no tempo,
o cliente vai saltar para a concorrência e a gente já não vai saber se ele vai voltar para onde ele estava. Nossa, sensacional essa percepção de que a inovação começa no consumidor. Às vezes tem um senso comum de que eu, como empresário, preciso inovar. Mas, na verdade, eu preciso inovar porque já começou ali no consumidor. Agora, Marcelo, você trouxe muito sabiamente que a pessoa tem que ir lá fazer acontecer, pensar nisso, fazer uma nova coisa para reter. E a criatividade? Como é que a criatividade entra nisso? Porque muita gente acha que algumas pessoas têm criatividade de nascença, outros acham que a criatividade pode ser desenvolvida, outros têm essas duas coisas aí no meio. Até uma coisa que a gente trabalha no Empretec um pouco aí. Foi colocado esse tema, criatividade e inovação, quando a gente fala de qualidade que não tinha, deve ser dedo seu também lá no Empretec. Legal. É legal tocar esse tema. Criatividade pode ser desenvolvida, Marcelo? Legal, vamos lá. Primeira coisa que eu acho que é bacana
a gente aproveitar aqui o espaço para esclarecer, Paulo, é a diferença ou a relação entre criatividade e inovação. A criatividade é individual, ou seja, depende da pessoa querer ser criativa. A criatividade nunca vem de fora para dentro. A criatividade é algo que a pessoa percebe-se criativa e exercita a sua criatividade. E sim, ela pode ser desenvolvida, a gente já vai falar sobre isso, mas vamos ver, a criatividade é individual. Ou seja, eu preciso, falando lá do cara da esfirra, eu preciso que o entregador, na hora que ele chega lá na casa, ele dizia, olha só, eu tive uma ideia, quem sabe a gente dá um chaveirinho para o cara na hora que chega ele, ele foi criativo. Na hora que o cara está fazendo lá a esfirra da massa, o pizzaiolo, não sei, o esfirraiolo, não sei como é que chama, ele tem que pensar e dizer, cara, a gente poderia fazer esfirra de feijoada, que ninguém fez, isso pode ser uma coisa criativa. Legal, olha só, o cara teve, a menina que trabalha no caixa,
ele diz, olha só, a gente podia dar umas balinhas para o cara que compra aqui, e isso pode, ou seja, a criatividade é essa ignição individual que faz com que os negócios possam se diferenciar a partir da ideia das pessoas. Então, essa é a criatividade. A inovação acontece quando o coletivo abraça essa criatividade e executa. Então, pegando lá a ideia do cara da feijoada, o cara vai lá, dá a ideia, o cara diz, olha, achei muito ruim, não tem nada a ver esfirra de feijoada, não vamos na frente. Mas eu estive no México e eu vi que tem um negócio chamado chili, que é um feijão lá apimentado, talvez a gente possa fazer uma esfirra de chili, sabe, a gente manda uns nachos, a gente manda uns doritos juntos, e a gente cria uma esfirra mexicana, sabe, e aí fala com o cara de compras, e o cara de compras já vai lá no Atacadista e diz, olha, vou comprar uns aqui para a gente experimentar, e agora, semana que vem, é aniversário do México,
a gente vai lançar, então, a nossa esfirra mexicana para poder fazer. Isso é inovação, porque é coletivo. Todo mundo está trabalhando em cima desse propósito. Então, a menina das redes sociais vai fazer um post lá no Instagram, o cara lá do delivery, na hora que ele chegar, o cara, ah, você só pediu esfirra de carne, legal, olha só, não te esquece que agora a gente está no mês do México, hein, arriba, vai experimentar aqui uma esfirra mexicana, ou o cara pediu 10, ganhou uma esfirra mexicana para ele experimentar. Ou seja, todo mundo começa a trabalhar pela mesma ideia, e aí a inovação acontece. Então, a criatividade é individual, a inovação é coletiva. E aí, respondendo a sua pergunta da criatividade. A criatividade, ela é um dom natural do ser humano. Isso não sou eu que estou falando. Isso a neurociência está falando. E se você convive com uma criança de seis meses, de um ano, de dois anos,
você vai ver que ela tem o seu potencial criativo ao máximo. Você diz para ela, desenha um avião. Ela desenha. Se ela tiver um ano, dois anos, ela vai desenhar. Agora, faz uma tartaruga. Ela também vai desenhar. E isso vai acontecer. Se você for ver, às vezes eu vou pedir para o Ricardo, desenhe uma tartaruga. Talvez o Ricardo diz, ah, eu não sei desenhar. Por quê? Porque ao longo da história, a gente vai tendo, o Ricardo só aqui como exemplo, ele foi recebendo uma série de cortes, assim, de limitações na vida dele. Ele era criativo. Ele gostava de desenhar na parede. A mãe dele disse que não. Ele gostava de comer com a mão. A mãe dele disse que não. Ele gostava de usar a camisa vermelha na terça-feira. A mãe dele disse que não. Só no domingo. Ele queria brincar lá fora. Ela dizia, não, não pode. Ele queria comer terra. A mãe dele não deixava. Então, ele foi dizendo, queria botar a mão na tomada para ver o que acontecia. A mãe dele disse que não. E ele vai dizendo, não, não, não.
O Ricardo vai perdendo o que os pesquisadores chamam de confiança criativa. Então, você vai perdendo a sua confiança criativa de que você pode fazer algo que seja diferenciado. O que é o grande barato? É que você pode estar recuperando a criatividade, que a criatividade já está dentro de você. O que você tem que tirar essas amarras que foram colocadas, que fazem com que você, às vezes, perca a confiança na sua própria criatividade. E você vai recuperar essa criatividade que já é natural. Então, não que a criatividade necessariamente precisa ser desenvolvida, mas a gente chama que ela tem que ser reaprendida. Então, reaprendizagem criativa, recuperação da confiança criativa, são os termos que nós, hoje, utilizamos como aqueles mais apropriados para que as pessoas possam voltar a estar com a sua criatividade plena. E o mais legal, sabe o que é, gente?
Então, como é que você recupera isso, Paulo, Ricardo, querem? Façam aí um teste. Como é que você acha que você recupera a sua criatividade? Se propondo a fazer o que vier na cabeça. É, boa. Criando. É, criando. Mas é principalmente ampliando o seu repertório. Então, por exemplo, você indo a museus, você indo a filmes diferentes, ouvindo música diferente, comida diferente, visitando lugares que você não ia, assistindo na Netflix lá. Ah, eu só gosto de dorama lá, coreano. Cara, vê um israelense, vê um indiano, vê um argentino, sabe? Ah, eu só leio livro de romance. Não, cara, vê aí um documentário, vê uma biografia, vê uma poesia, sabe? Não que você precisa se apaixonar por aquilo, mas pra você ampliar o seu repertório. Então, é muito legal você ampliar a sua criatividade, porque é algo divertido. Você tem que aumentar o seu repertório. E o segundo, você tem que ter flexibilidade moral.
Isso é bem importante. O que é flexibilidade moral? É você poder se permitir. Você falou assim, é o que dá na telha, né? Tem que ter um pouco de cuidado, porque você não pode fazer nada que prejudique alguém, né? Não dá pra fazer na telha de uma forma, assim, completa. Mas, assim, vamos dizer que você diz assim, cara, eu faço arroz e eu pico a cebola e frito a cebola, e depois eu ponho o arroz e vem. Eu posso ter uma ideia de dizer assim, cara, que se eu faço arroz com gengibre, em vez de botar cebola? Isso é flexibilidade moral. Quer dizer, o mundo vai acabar se o arroz com gengibre ficar ruim? Não! Ah, eu quero fazer um drink que bota um pouco de Coca-Cola, Fanta e uma vodka. Não tá em nenhum livro de receita isso, sabe? Pode ficar um pouco estranho? Pode, mas pode dar bom. Você sabe que hoje o drink da moda, por exemplo, na Argentina, é Sprite com vinho tinto, né? Então, foi alguém que inventou.
Sabe, são essas buscas de ter flexibilidade moral. Se tu olhar o argentino tradicional, o cara que tem mais tempo, vai dizer um enólogo, vai dizer, pelo amor de Deus, não pode misturar refrigerante com vinho. Isso é uma heresia, né? Mas hoje você tem pudim de pistache, sabe? Você tem um universo que vem dessa flexibilidade moral que as pessoas, ah, eu vou fazer uma viagem, vou fazer uma viagem pela América do Sul. Ah, tem que ser pela América do Sul. De repente você olha um voo e tem um voo Lima-Amsterdã em promoção por 200 dólares. Ah, vou fazer o seguinte, vou até Lima, vou pegar o voo para Amsterdã e vou para cá. Você tem que ter uma flexibilidade, certo? A trip da América do Sul pode mudar, certo? Se isso fizer sentido. Então, você tem que ter essa capacidade, né? De ampliar o seu repertório, né? Que é um tipo de Lego, peças de Lego que você tem que ter muitas.
E você tem que ter, por outro lado, essa capacidade, que é essa flexibilidade moral, de dizer, cara, esses Legos, você pode fazer mais do que Neston, mais de mil e uma combinações com esses Legos para fazer e dar certo. Então, se você junta esses dois elementos, de ter repertório e ter flexibilidade moral, você recupera a sua confiança criativa e você começa a ver a vida com outros olhos. Tem uma coisa que você falou também, Marcelo, que me chamou muita atenção, voltando ao início ali da inovação, que é ouvir o cliente. É saber o que o cliente quer, o que ele busca e quem é o cliente. Eu tenho um exemplo que eu acho muito interessante em cima disso, que é o McDonald’s. O McDonald’s, quando começou aqui no Brasil, lá nos anos 80, ele tinha uma comunicação, depois, passou um tempo, ele ficou com uma comunicação muito infantil. A época do Ronald McDonald’s, tudo isso, e era todo colorido. Hoje, se você ver as imagens, as lojas novas do McDonald’s,
quase todas que elas estão se adequando, elas têm um tom bem mais sóbrio. Aí, falam, mas por que o McDonald’s mudou para um tom mais sóbrio? Porque o cliente dele envelheceu. No lugar de ficar no mesmo lugar e ir trocando os clientes e mantendo aquele cliente jovem, da criança, infantil, ele manteve os mesmos clientes que ficaram mais velhos. E ao atender esses clientes que hoje são mais velhos, que são os mesmos clientes que ele já tinha, ele ampliou e manteve, ele andou junto com a clientela dele e atendendo exatamente o que o cliente dele quer. E assim, é uma inovação, porque ele está mudando para se adequar ao cliente dele, que muda também. Está up to date. É isso aí. E a história do McDonald’s, só para completar, também tem a ver com o fato de se tornar algo um pouco mais caro e você tem que ter uma ambiência de restaurante, não só de lanchonete, né, Ricardo? Por isso que você vai no McDonald’s, por exemplo, com… Eu tenho netos, né, então você vai com dois netos
e você não fica olhando o preço das coisas, você gasta 150 reais. É um preço de restaurante, não é um preço de… Ah, eu vou gastar 15 reais num hambúrguer da esquina. Então o ambiente, ele tem que refletir isso. Mas o que está por trás disso, que eu acho que é legal aí, como a gente está aqui no empreendedorismo raiz, e acho que o que é raiz mesmo, se fazendo uma analogia com o nome do podcast de vocês, as raízes, elas vão buscando onde estão os nutrientes. Então, vamos dizer, a história vem do seguinte, né, você tem que incorporar o que a gente chama de design centrado no ser humano ou design thinking, como se diz, né, é o TH, design thinking, né, ou design centrado no ser humano, que é você estar no palcão de olho no cliente, entende, Ricardo? Que quando o cara olha e vê algumas coisas que as pessoas não estão vendo. Por isso que a inovação, ela parte, né, do cliente, quando você faz algo desenhado para ele.
Design centrado no ser humano. Eu tenho uma comunidade de negócio chamado Liga dos Inovadores, que eu tenho um curso de duas horas gratuito sobre como você ativa esse olhar voltado para o cliente, porque isso é a base hoje da inovação. A inovação que… nasce do espírito do empreendedor, ela pode funcionar como uma faísca, como eu falei. Tipo, ah, o cara resolveu fazer uma esfirra de feijoada, né, mas a gente que trabalha aí com o empreendedorismo há muito tempo e que trabalha com o Sebrae, sabe que no tempo antigo, o que a gente, o que o Sebrae mesmo propunha e estava correto na época, é tipo assim, cara, você tem uma ideia como essa, você pode até fazer uma pesquisa de mercado que era numa prancheta e aí você já compra o feijão e você já vai lançar, já vai fazer um marketing, um folder e vai lançar isso, né. Isso até o ano 2000, vamos dizer assim,
isso funcionava. A partir do ano 2000, que essa competição aumentou muito, a gente vem incorporando esses novos métodos de inovação em que está o design thinking, o modelo de negócios, o Lean Startup, né, e mais recentemente a própria inteligência artificial, para você dizer o seguinte, cara, o melhor jeito da gente testar isso é começar a fazer meia dúzia de esfirra e entregar para o nosso cliente. E aí o cliente vai começar, porque isso é o design centrado no ser humano. Cara, eu tive uma ideia de fazer, aí eu vou dar para quem precisa me dizer se vai dar certo. É o cliente. Aí o cara vai dizer, cara, esse feijão não está legal. Ah, esse feijão tinha que ser mais, tinha que ter um baconzinho aqui, daí talvez ficasse legal. Ao invés de fazer de feijão, quem sabe você não faz de outro sabor, sabe, tipo atum, que a gente não encontra e a gente está atrás disso. Ou, não, cara, em vez de feijão, eu sou vegetariano, eu queria de abobrinha, sabe? Então, o cliente, e isso tem a ver com neurociência
mais uma vez, porque a gente vem aprendendo muito sobre como o consumidor pensa. Acho que esse é um dado importante também da gente compartilhar aqui. Há 20 anos atrás, a gente tinha uma percepção do que o cliente pensava que era muito empírica, era muito assim do que você achava que era. Há 20 anos para cá, a neurociência tomou conta do marketing. Então, hoje, as pessoas fazem testes com eletrodos na cabeça dos clientes e a gente sabe quais são as áreas do cérebro que são ativadas em determinadas situações. E isso faz com que a gente possa entender que, mais do que o cliente perguntar se você gosta de uma pizza de feijoada, é você dar para ele experimentar, porque ele vai dizer gostei ou não gostei e ele diz eu queria de outro sabor, porque daí você já coloca ele dentro da experiência e você tem um teste real, ao contrário de uma pesquisa
no papel que a gente já sabe hoje que, atualmente, as pessoas não necessariamente respondem a verdade numa pesquisa feita com papel. Você pergunta, eu vou te perguntar na rua, Ricardo, quantas vezes por dia você escova os dentes? Digamos que você não seja muito adepto da prática, você não vai dizer para a pessoa uma, duas, você vai dizer para a pessoa ah, eu escovo os dentes é sempre depois das refeições, entendeu? Que é o que está no… Eu não tenho porquê numa pessoa da rua que parou para me perguntar eu ter que falar a verdade, eu vou falar aquilo que eu acho que é mais conveniente para mim. Mas quando você experimenta, ou como, por exemplo, no design thinking, como é que essa história da pasta de dente funciona? Você tem uma grande marca que vai dizer o seguinte, olha só, a gente queria 50 consumidores, a gente quer saber o seguinte, a gente quer te dar uma pasta de dente e quando ela acabar você nos avisa. Ele começa a entender que tem pessoas
que acabam em uma semana e tem pessoas que acabam em dois meses. Aí o que ela descobre? Cara, tem gente que está usando a pasta de dente quatro vezes por dia, tem gente que está usando uma só. Entende a diferença? A experimentação, o que a gente no marketing chama de momentos de verdade, isso é algo que te traz insights realmente poderosos. Isso é o design centrado no ser humano e não você ficar intuindo as coisas imaginando que as pessoas escovam os dentes todos os dias ou imaginando que porque você gostou da ideia da esfirra de feijoada todo mundo vai gostar porque isso não é inovar. Isso é inventar. Isso é você assim, o cara inventa e bota na prática e quer que todo mundo coma. hoje você não convence ninguém, né? Para quem está ouvindo esse podcast, até eu vou dar uma dica. Fica com um papel e uma caneta do teu lado para anotar algumas dicas enquanto você escuta se você não estiver dirigindo alguma coisa assim, né? Porque tem uma frase
que é do Stephen Covey que ele diz assim, ninguém convence ninguém. As portas da mudança só abrem de dentro para fora, né? Ninguém convence ninguém. Então eu não tenho como te convencer que a pizza de feijoada é boa. Quem tem que se convencer que ela é boa é você. A porta da mudança só abre de dentro para fora. No dia que eu experimentar e eu achar que ela é boa, talvez eu mude. Mas até lá não vai ser alguém que vai tentar me empurrar e eu vou ter que começar a gostar só porque o cara lá do marketing fez um bom comercial dizendo que esfirra de feijoada é bom. Então é por isso que hoje a gente consegue estar inovando. A inovação que dá certo é aquela que parte do usuário de uma demanda do usuário que às vezes ele nem sabe que tinha e você aplica o design centrado no ser humano para capturar essas necessidades e tem criatividade para propor soluções e tem uma capacidade de gerar inovação que é convencer os teus pares
dentro da empresa de que aquela ideia merece ser testada. E se ela começa a mostrar resultados significa que você deve investir naquela ideia ou senão você deve aprender. Então eu vou lá implemento gastando o mínimo possível aí o cara o cliente me dá um feedback de que a esfirra tinha que ser para ser de feijoada ela tinha que ser mini para eu tomar com chope não tinha que ser desse mesmo tamanho se ela for pequenininha vai dar certo daí talvez eu possa fazer e eu possa vender na quarta-feira que daí sobra um pouco de feijoada às vezes lá na panela não sabia o que fazer e de noite então eu faço uma esfirra pequenininha e dou ali com o chope que o cara está experimentando legal então eu vou aprendendo na relação com o cliente o que pode dar certo Nossa sensacional isso aí é uma aula Marcelo caramba e tem um monte de pérolas aí no meio aí eu fico imaginando assim o empreendedor raiz que está ouvindo muitas vezes tem lá perto dele
um colaborador que é criativo ou está num momento de criatividade que traz uma pérola que ele foi entregar e ouviu alguma coisa ou teve uma ideia então chega uma série de propostas ou o próprio cliente solicitando pedindo algumas coisas e muitas vezes ele não está aberto para ouvir para aproveitar tudo isso e aí ele acaba não aproveitando não gerando essa inovação que depende do coletivo que dica você daria Marcelo para ajudar esse empreendedor ele aproveitar um pouco mais esses momentos de criatividade dos colaboradores tem alguma sistematização que ele possa fazer algum exercício uma vez por mês chamar todo mundo vamos conversar sobre tal coisa que vocês têm visto como é que você você que é craque dá uma dica para o nosso empreendedor raiz cara tem várias formas Paulo a melhor forma é aquela que melhor se adapta a sua cultura por exemplo se o cara já tem por exemplo você falou de rituais de ritos às vezes o cara já tem tipo toda segunda eu faço uma reunião
com a equipe se toda segunda eu faço uma reunião com a equipe nas cinco minutos finais eu posso fazer um desafio de inovação criativo ali em que a pessoa vai dar uma sugestão a melhor ideia vai ganhar uma esfirra então essa pode ser um jeito que pode funcionar a própria caixinha de sugestões ela funciona se ela for bem usada a caixinha de sugestões ela acabou perdendo a importância que as pessoas esqueciam mas hoje você tem empresas pega como a Starbucks em que tem uma caixinha de sugestões só que é virtual lá no portal deles em que cada semana cada pessoa que dá uma dica para a Starbucks de um novo café de um novo bolo de uma nova história ela vai ganhando pontos e ao final do ano ela de acordo com os pontos que ela tem ela pode ganhar o 14º 15º salário das ideias que ela teve você pode fazer no estilo do design thinking a gente usa muito fazer assim hackathons a gente chama de
oficina é um encontro então tipo vou levar vocês para o sábado a gente vai lá para a cobertura do prédio onde a gente trabalha ou vai lá na casa do Paulo em volta da piscina a gente vai fazer um churrasco e nesse churrasco a gente vai ter ideias de como melhorar a forma como a gente vai fazer a nossa Black Friday desse ano então isso também pode acontecer você fazer um encontro um pouco informal em cima disso então você tem diversas formas você pode chamar um palestrante você pode às vezes você não tem verba palestrante pega uma palestra minha do Paulo de um monte de gente que tem no YouTube você passa na TV lá do seu seu escritório da sua loja do onde você estiver do seu restaurante e depois que o cara dá essa palestra você pega quais são as ideias que essa palestra gerou e aí você bota num papel e você tem uma lista então você tem milhares de ideias e hoje você tem a própria inteligência artificial né
você pode pedir lá para o seu colaborador dizer olha só pesquisem aí na inteligência artificial dez maneiras da gente fazer uma campanha de dia das mães criativas e compartilhem com a gente daí tu pode dizer ah não mas a inteligência artificial tá muito longe não tá não cara hoje no whatsapp você tem inteligência artificial que você pode pedir dez ideias se você que está nos ouvindo não sabe ainda quando você abre o whatsapp tem uma bolinha ali em cima agora essa bolinha ela permite que você possa estar pedindo ali o que você quiser ela vai estar trazendo sugestões você tem o chat de PT você tem aí o Deep Seek você tem o Copay você tem o Gemini que é o do Google hoje a inteligência artificial tem tudo que é lugar você pode pedir que o seu colaborador use a inteligência artificial mas se você prefere fazer a moda antiga né como faziam os Incas você senta ao lado em volta da mesa você pede para que cada um dê uma ideia
num brainstorming do tipo ah gente o que a gente vai fazer no dia das mães daí o cara diz ah vamos dar uma flor e o cara diz não vamos dar um chapéu ah vamos chamar um músico vamos botar um violino vamos fazer um cartão vamos fazer um espaço para tirar foto vamos fazer com que ele receba 10% de desconto então cada um vai dar uma ideia e você pode em torno dessas ideias escolher uma uma forma então existem mil maneiras de você poder incentivar você deve aproveitar isso e fazer em cima de sua cultura mas a minha experiência mostra o seguinte muitas vezes os empreendedores eles não fazem isso sabe por quê? porque eles têm um pouco de medo porque eles acham assim que o colaborador vai tomar o papel dele quem devia estar dando ideia é o empreendedor não é o entregador de pizza sabe? não é a menina da recepção ainda existe muito preconceito com relação a criatividade e a colaboração então às vezes as pessoas
não ficam pedindo porque elas ficam o ego acaba falando mais forte e a pessoa quer dizer não quero eu não vou pegar a ideia da menina da recepção pelo amor de Deus eu fiz MBA eu fiz empretec eu fiz um monte de coisa eu tenho eu tenho ela não pode isso é uma super falácia isso é uma mentira isso é um preconceito né? porque muitas vezes é a menina da recepção que está ali de olho no cliente todas as vezes então todos os clientes ela acaba enxergando então ela tem muito muito potencial muito material para poder dar ideia sim mas muitas vezes ela não é empoderada para isso ou seja ela não é estimulada para isso então mais do que ferramentas que é importante é o empreendedor abrir a cabeça e valorizar o seu colaborador e incentivar o seu colaborador para que ele compartilhe as suas ideias Marcelão você falou uma coisa aqui que me lembrou os cases do passado eu tenho um passado grande aí na indústria
de automobilística de caminhões principalmente caminhões era assim são muitos modelos um caminhão de 8 toneladas de 11 toneladas de 13 toneladas de 15 toneladas de 7 toneladas 24 toneladas 4×2 6×4 tem cavalo mecânico caminhãozinho VU que tem N opções e essas opções são produzidas pelas montadoras mas quem realmente dá o trend quem dá o que precisa é o consumidor então normalmente o que que acontecia a gente tinha lá uma área na fábrica que chamava mold center que é uma área de modificação aí você fazia o caminhão com 4,300 dentre eixo aí vem um pedido de ah não eu preciso de um caminhão um pouquinho mais curto ali com 3,800 milímetros 3,80 metros no lugar de 4,30 aí ah não eu quero um caminhão mais curto mas por que não porque eu quero preciso andar na cidade e ser mais curto tá bom aí você faz 1 aí você faz 2 aí você faz 10 faz 20 por que que eu preciso ficar mandando pra modificar
se eu já não posso produzir desse jeito aí passa um tempo você vai lá e abre um novo modelo um catálogo de caminhão com aquele entre eixos que tá saindo muito começa a vender muito então determinadas modificações que você vê que o cliente tá pedindo muito serve pra caminhão e serve pra qualquer coisa então se você tem um produto e o cliente tá sempre pedindo uma determinada modificação tenta entender por que que ele pede aquilo e se não tem ali uma oportunidade de fazer isso já automaticamente com o cliente que assim você vai se diferenciar da concorrência a concorrência inteira tá fazendo de um jeito você já tá fazendo de um jeito mais próximo do que o cliente vai precisar pra usar no dia a dia então essas modificações são inovações bem deslupitivas quando você tá ali no mercado e nossa tem ali casos pra contar disso e você sabe que tem só contribuindo aí com a sua visão né você acha que é legal esse uso criativo que a gente tem hoje da tecnologia da própria internet né Ricardo então por exemplo só em cima da tua ideia eu posso dizer o seguinte
olha para o segundo semestre a gente tá pensando em fazer um caminhão de oito de quatro de doze de dezoito de amarelo um branco um refrigerado um aquecido tarará quais os caminhões que você gostaria você pode mandar isso hoje pela internet e os caras vão te responder e você vai ter uma temperatura em tempo real quanto custou zero então é legal de você entender aí o empreendedor ouvir que a tecnologia ela fica nos ajudando hoje é importante você ter criatividade no uso da tecnologia que ela vai acelerar que ideias como essa que você tá dando aqui elas possam ser colocadas em prática mesmo com poucos recursos que eu acho que isso é interessante da gente falar né criatividade gente não custa caro inovação não custa caro né porque inovação é você encantar o seu cliente às vezes é um bilhetinho que você manda
junto com a marmita que você vende às vezes é uma mensagem que você manda pelo whatsapp que a pessoa não tava esperando às vezes é uma gentileza na hora que você abre a porta da sua loja tudo isso pode ser considerado inovação e isso não custa nada então a gente tem que acabar com esse mito de que inovação é botar foguete lá na lua claro que botar o foguete na lua e dar ré é inovação não tem dúvida disso mas eu preciso fazer só esse tipo de inovação eu tenho vários outros tipos de inovação que eu posso fazer de graça um outro exemplo o uso do instagram o uso do whatsapp a pessoa sabe eu disse pra vocês que eu formo donos de pet shop pra ter uso mais inovador uma coisa que a gente consegue um resultado gigante é com o status do whatsapp então você que é empreendedor raiz aproveita isso você sabe que o whatsapp tem um negócio chamado status ali aquele status é algo que em 24 horas ele desaparece como é que a gente
usa isso hoje por exemplo em pet shop em restaurante em loja você tem tipo assim ah eu tenho a última peça da camisa GG lá vermelha tira uma foto bota no status até amanhã ela tá com 30% de desconto você tem lá uma ração animal que tá vencendo agora nos próximos 30 dias eu tiro uma foto ponho lá no status esse aqui tem promoção tá próximo ao vencimento se você vier buscar aqui hoje você leva um petisco de brinde ou seja você pode estar tendo um uso criativo de coisas que não custam nada né esses dias eu fui almoçar com um pessoal que é palestrante também de uma agência que me representa e o cara tava lá todo um barbudão assim parece um ursão assim tipo o Paulo assim de barba e coisa um cara grandão assim e aí ele disse assim eu tenho um negócio chamado Tia Zefa é no interior aqui de São Paulo é uma hamburgueria
e eu disse ah que louco Tia Zefa e por que que é Tia Zefa daí ele me mostrou no Instagram dele daí esse cara todo barbudo todo altão assim ele põe uma peruca e ele faz uns vídeos engraçados no Instagram que ele é a personagem Tia Zefa esse é o nome da hamburgueria dele ele tinha tipo 300 mil seguidores no Instagram a hamburgueria dele tá dando certo sim olha aí quanto que custou nada é só ele perdeu a vergonha de passar entre aspas um pouco de ridículo de ficar fazendo esse tipo de humor mas ele criou um personagem botou esse personagem na marca hoje ele tá dando palestra pra mostrar como ele fez essa reengenharia usando nada olha aí então me falta peruca tá vendo já já pirou que aí já vou montar uma burgueria gostei da coisa e a conta no TikTok é isso eu não tenho mas ô ô ô ô Marcelo você tá trazendo umas coisas sensacionais aí e muita coisa tem a ver com disruptivo etc né tem muito empresário muito empreendedor raiz que tem dificuldade
de mudar né cara então no Brasil não acontece muito mas em outros lugares acaba tendo né às vezes ele escuta inteligência artificial e acha que é uma coisa do outro mundo acha que é algo que só vai roubar emprego e muitas vezes não se dá conta de como que a inteligência artificial já pode ajudar ele no mundo dos negócios e como que ele tem que abrir os olhos pra isso cara deve ter muita coisa assim perigosa vai entre aspas inteligência artificial mas eu tenho certeza que tem muito mais coisa que agrega volta pra gente aí como é que o empreendedor pode aproveitar a inteligência artificial bem eu já vou responder mas antes eu só quero pegar um gancho do que você falou dessa história do empreendedor que tem medo da mudança isso aí a gente tem que trabalhar não adianta a gente falar de inteligência artificial se não vencer esse desafio primeiro eu vou bem pertinho agora né eu vou citar um cara chamado Heráclito pré-socrático que tem aí seus quase dois mil e quinhentos
anos atrás né em que ele dizia o seguinte né que quando você toma um banho no rio cada vez é uma experiência diferente porque a água que passa se você pensar ela nunca é a mesma né sempre uma água diferente e eu cada vez que entro no rio você sabe que a gente em uma semana a gente tem uma atualização em torno de 20 25% das nossas células tipo célula do cabelo e coisa assim então você nunca é a mesma pessoa você tem células diferentes né você ouviu um podcast desse mudou então você não é o mesmo a água não é a mesma então a mudança é a única constante sabe tem uma coisa que é certeza é que tudo vai mudar então o empreendedor ele precisa ter esse desapego com relação a não querer mudar ele precisa tá buscando ele tem que ser um provocador da mudança eu lembro de um almoço que eu tive com uma amiga há muitos anos atrás deve fazer seus 20 25 anos
por isso que eu gosto de participar de entrevistas como essa porque às vezes eu sei que eu vou dar uma frase que vai mudar a vida de alguém pra sempre né essa pessoa nesse almoço me disse assim Marcelo na vida tu só é dois papéis que tu pode assumir ou tu é fluxo ou tu é barreira ou essa hein então assim quando vem uma coisa ah vamos vamos pra praia essa semana gente ou tu é fluxo do tipo vamos lá ver o que vai acontecer ou né não precisa ser irresponsável tipo ah eu vou ver com a minha esposa vou ver que eu não é família pra ver como é que eu deixo com o cachorro mas vamos nessa eu sou fluxo né ou posso ser barreira não não tô planejado pra ir pra praia agora não vai ter muito trânsito eu não quero então ou seja isso vai acontecer com qualquer coisa que você for pensar na sua cabeça você é fluxo ou é barreira então cara empreendedor raiz que tá nos ouvindo aí seja fluxo seja fluxo né você precisa fazer a roda girar o mundo não para né o mundo não dá ré né a terra tá sempre
girando então você tem que tá sempre se atualizando então essa é a primeira questão não tenha medo da mudança a mudança é a última a única constante e aí a inteligência artificial Paulo hoje a gente tá gravando esse episódio em 2025 ela tá atendendo praticamente todas as áreas do empreendedorismo você pode fazer planejamento você pode fazer vendas você pode fazer compras você pode fazer recrutamento seleção você pode fazer controle você pode fazer marketing você pode fazer o que você quiser o que que eu como mentor e como facilitador de programas de formação de uso da IA para empreendedores digo o seguinte faça primeiro onde o sapato está te apertando então cara eu tô precisando melhorar minhas vendas vamos usar IA pra vendas ah eu tô precisando manter melhor a minha equipe cara eu não tô conseguindo o turnover o turnover tá muito alto a mudança de funcionário muita gente pedindo vamos usar IA pra reduzir esse negócio do turnover
ah eu tô tendo pouca lucratividade vamos botar a IA pra analisar os meus números e me dar sugestões de onde eu posso tá melhorando minha vida financeira então vamos usar a IA aonde a dor está latente é a melhor forma de você começar a usar a IA porque dessa maneira você vai ver o resultado e a partir daí você vai usar em outras áreas nossa maravilhoso hein fluxo ou barreira eu tô aqui pensando onde eu tô sendo fluxo ou eu tô sendo barreira como é que tá minha base condicionada aqui das coisas ótimo e você tá falando assim poxa ajuda na venda pode ser aqui quanta coisa já tá disponível e o custo disso tá muito alto ou como é que tá cara tem muita coisa gratuita muita muito ela só deixa de ser gratuita quando você começa a usar muito né quando você começa a usar todo dia e tudo ela começa a parar lá e aí você vai ter que pagar mas assim pega só como um exemplo
né o chat GPT hoje no Brasil a versão paga mais simples tem uma versão muito profissional que é pra grandes empresas mas pra esse empreendedor raiz você tem assinaturas que custam a partir de cem reais então vamos dizer que você tinha uma pessoa lá que ficava recebendo seus pedidos no whatsapp e tinha que ficar despachando eles para um sistema lá de entrega só como uma hipótese às vezes você vai implementar isso com o chat GPT com essa versão que vai precisar ser paga e aquilo que você gastava mil você passar a pagar cem então você tem que entender que às vezes não é gasto é investimento que você tá fazendo porque você tá trocando e tá gastando com o IA mas você tá economizando às vezes em tempo às vezes em salário às vezes em erro às vezes em retrabalho então existem várias formas de você medir o retorno em IA
eu não sou daqueles que acreditam que a IA vai ficar eliminando os empregos eu só acho que a IA só vai eliminar um tipo de emprego sabe qual é? da pessoa que não quer aprender IA aquela pessoa que tu manda o link faz o curso de IA e a pessoa fica te adiando não sei se você conhece alguém assim esse aí que ninguém pode ficar preocupado porque ele vai ficar pra trás entendeu? mas o cara que tá atualizado ele não vai perder o emprego pela IA porque ele vai usar IA ao seu favor já que nós estamos nessa de ensinamentos antigos vou falar do Sun Tzu o cara que escreveu a arte da guerra ele dizia lá 5 mil anos se você não pode vencer o inimigo una-se a ele hoje a IA tá nesse sentido a IA no caso pode ser visto aqui metaforicamente como inimigo se você ficar contra a IA ela vai te derrotar mas se você trabalhar ao lado
da IA incorporando no seu dia a dia aí vocês vão vencer a guerra juntos sensacional Marcelo eu tenho uma visão da IA como assim muita gente pensa na IA como uma segunda pessoa ali um concorrente eu sou mais pé no chão mais raiz eu vejo como uma ferramenta é uma ferramenta é uma ferramenta que amplia a sua capacidade de execução então é como assim eu sou mais dos tempos antigos aí eu cheguei eu nunca usei mas lá no banco que eu trabalhava era moleque e tinha lá uns caras lá que ainda usavam régua de cálculo sabe engenheirão lá usando régua de cálculo eu lembro das primeiras HPs 12C aparecendo no mercado financeiro isso lá nos anos 80 não que elas não existissem mas elas eram caras aí quando começou a ficar mais acessível o pessoal comprava uma financeira que já ajudava eu tenho uma história bem interessante que assim eu fui trabalhar num banco e eu fui pra área de cartas de fiança de fianças bancárias
aí você tinha lá meus 18 anos aí a fiança bancária basicamente era uma carta que era datilografada e as empresas pagavam um dinheirão por aquela fiança bancária tô falando aí cifras de 100 mil reais 200 mil reais pro banco fornecer a fiança bancária tem toda uma garantia por trás e aquilo era datilografado e não podia ter nenhum erro zero erro zero se você tivesse datilografando aquele negócio errasse uma letra você pegava jogava fora o papel e começava tudo de novo então às vezes pra datilografar uma página você ficava horas uma hora duas aí passou um tempo tinha um computador lá no canto e pô não pode fazer no computador isso aí no micro tinha lá até uma planilha de texto levou uns dois meses pra chegarem foi pra Inglaterra pra perguntar se tinha o mesmo valor jurídico a carta feita no computador que a carta datilografada aí depois falaram pô ela fica mais feinha não é igual a datilografada
mas tem o mesmo valor só que é o seguinte a gente tinha sei lá levava duas horas passou a levar cinco minutos era só mudar não é um texto você pegava o texto mudava a data mudava o objeto mudava o valor o texto basicamente sempre era o mesmo tinha lá uns três quatro modelos e acabou nunca mais foi problema datilografar isso foi disruptivo tô mostrando uma coisa bem antiga e na época foi disruptivo foi criatividade hoje a IA nos permite várias situações dessa né então uma contabilidade que tá ali fazendo conciliação bancária sabe na mão é o inferno joga na IA a IA faz isso aí em dois cliques o que é mais legal cara desculpa te interromper mas só pra pegar o fio aí com você sim sim o que eu acho mais legal não é do tipo assim isso que você falou é bacana ah o cara faz carta aí ele vai fazer uma carta melhor né isso a IA faz bacana concordo mas sabe o que é mais legal ele faz carta mas ele precisava de um logotipo e ele não sabe fazer logotipo a IA faz logotipo
sim ah eu precisava fazer um jingle de uma música e eu não sei fazer a IA faz ah eu preciso de uma ilustração de São Paulo poluída ao anoitecer sabe eu não tenho um fotógrafo a IA faz então o que eu acho mais legal Ricardo porque ao contrário da revolução digital de antes que trocou analógico para pelo digital mas fazendo a mesma coisa hoje a IA permite que você seja publicitário contador advogado redator músico sabe cozinheiro analista revisor sabe propagandista o que você quiser essa personagem da IA pode assumir então isso faz com que o empreendedor raiz vire um povo entendeu ele tem um tentáculos de competências que eles não tinham antes que ele precisava de muita gente para poder fazer agora ele consegue fazer sozinho ou com uma equipe reduzida porque hoje
o empreendedor raiz ele não está fácil o cara empreender você disputa com a China você disputa com o vizinho você disputa com as outras coisas então hoje por exemplo o restaurante ele não compete só com outro restaurante ele compete com iFood o restaurante compete com o youtuber que diz para fazer jejum intermitente daí o cara diz não come mais não é que tu vai no restaurante A ou B fica com a boca fechada e não come nada esse cara está concorrendo com o cara do restaurante então você passa a ter concorrentes que são invisíveis por isso que é importante você estar usando a IA para você ter todas essas competências que às vezes você não tem inativamente elas vão estar a seu serviço para que você possa encantar o cliente maravilha é realmente uma nova realidade ou eu conheço ou eu vou ficar realmente para trás e uma empreendedora é isso aí aprender a usar ouvir o colaborador
e isso sim vai fazer ele ficar à frente que ele não tenha medo de pegar a ideia criativa da menina que está lá no caixa porque ele vai estar se ele estiver atualizado ele fica à frente e sabe usar essas novas ferramentas pronto é isso aí tem que jacaré parado vira bolsa dizia é é isso aí então a gente sempre se atualizando e foi muito legal aqui esse nosso papo gostei bastante vocês podem me convidar sempre que vocês quiserem aqui para a gente bater papo sobre assuntos específicos e eu por um tempo participava de um programa de rádio aqui na Paulista junto com a Leila Leila Navarro em que a gente abriu o microfone para responder dúvidas de empreendedores eu vou dar essa dica para o podcast de vocês coloquem um e-mail tipo empreendedorraiz arroba gmail.com para que as pessoas te mandem dúvidas para vocês e aí vocês me chamam para a gente responder as dúvidas desses ouvintes aí de vocês
que é muito legal isso é design centrado no ser humano ou seja a gente vai responder as dúvidas que as ouvintes de vocês vão mandar Marcelo você deu uma excelente ideia aqui e já fica aqui registrado o podcast ele está em várias plataformas mas em todas as plataformas nós temos acesso aos comentários que são feitos tanto no Spotify no YouTube no Google onde nas plataformas que nós temos nós recebemos notificações de qualquer comentário feito então basta o ouvinte em qualquer momento daqui vai lá escreve no comentário olha vocês falaram isso eu queria saber sobre isso aqui eu e o Paulo Marcelo junto aqui a gente pode abrir uns canais teremos o maior prazer em responder isso nossa maravilha Marcelo você já está convidado para mais uns dois três aí que assunto não vai faltar e o bacana Marcelo você tem a pegada boa aí de professor de facilitador que além de dar um super conteúdo você também para o Chorelha isso é ótimo
para dar uma acordada na turma exatamente para fazer o povo para fazer o empreendedor ver que precisa se atualizar precisa ser fluxo né Marcelo caramba sensacional maravilha gente olha foi um prazer você sabe o Ricardo eu estou conhecendo hoje mas o Paulo era para mim uma entidade uma pessoa que eu sabia que existia mas eu nunca tinha tido contato e agora a gente por uma questão da serendipidade não sei se vocês sabem dessa palavra a serendipidade é o acaso mas é o acaso que aconteceu porque tinha que acontecer não é um acaso assim do nada foi uma serendipidade através de uns amigos em comum ele apareceu lá esses dias no aniversário e a gente começou a conversar e eu não gosto muito de porque senão eu trabalho demais eu nunca falo de trabalho em festa mas daí a perguntou e o cara falou sebrae empretec
empreendedorismo esse cara aqui esse cara aqui é da minha turma eu acho entendeu e a gente descobriu já a nossa amiga em comum Paola Tucunduba que foi minha sócia por muitos anos antes dela se mudar para Miami e a Paola também é uma ótima pessoa para vocês convidarem aqui para o podcast com certeza que é pessoa cheia de conhecimento e de experiência e agora lá na América tem uma visão diferenciada não estou dizendo que é melhor ou é pior mas ela é uma visão diferente do exterior a partir da inovação e com certeza vai abrilhantar ainda mais esse projeto tão bonito de vocês que bacana Marcelo obrigado de novo que sensacional muito obrigado e eu tive a oportunidade de pelo convite do Marcelo participar de um encontro da Liga dos Inovadores e um charameu Paulo Silva nossa ele deu um depoimento tão bacana de persistência uma história tão bacana
de empreendedorismo fiquei tocado sabe da forma como ele contou e Ricardo já convidei ele aqui para um episódio para ele contar essa história que ele é do mundo da tecnologia também ele venceu com muita persistência uma história sensacional Marcelo conta um pouco para a turma quem está ouvindo quem quiser conhecer a Liga dos Inovadores vamos falar de novo o nome dos seus livros que são sensacionais já estou lendo esse aqui que é a Economia da Paixão que é ótimo hoje em dia está muita gente buscando sentido coração no que faz você traz isso de uma maneira incrível e prática então eu já queria deixar a dica aqui a Economia da Paixão do Marcelo Pimenta um que eu já estou vendo que estou gostando demais tem aqui Ferramentas Visuais para Estrategistas que é cocriação com o Marcelo tem diversas ferramentas aqui sensacionais também que ajudam muito são todas muito práticas e o outro eu não conhecia esse primeiro seu é o passo a passo para Negócios Inovadores eu vou te levar no próximo dia que tu me convidar para ir na tua casa
eu te levo pronto já vou montar um churrasco o Ricardo vem também o Ricardo é meu amigo há 40 anos a Liga dos Inovadores Paulo é um projeto que eu tenho um carinho muito grande e a minha ideia é assim quer inovar gratuitamente entra lá em http://www.ligadosinovadores.com.br que nós vamos te ajudar a inovar essa ideia hoje a gente é uma comunidade na web no whatsapp então está todo mundo convidado para se inscrever se você tiver qualquer dificuldade você pode me seguir nas redes sociais eu sou arroba Marcelo Pimenta Inovador em todas as redes no youtube no instagram no linkedin onde você quiser você vai me encontrar se você tiver qualquer dificuldade para achar a Liga você me manda uma mensagem apesar de que a Liga também tem todos os canais Liga dos Inovadores no instagram no youtube etc etc então fica o convite para você se inscrever
gratuitamente lá na Liga que a gente tem muitas coisas que são gratuitas lá você vai ver também os livros eu não gosto de ficar falando muito de mim eu não acho que os meus livros são tão bons assim como você vê assim Paulo mas eu tenho muito orgulho deles não tenho dúvida nenhuma foram muito importantes e estão sendo muito importantes ainda na minha vida mas eu tenho então é a economia da paixão ferramentas visuais para estrategistas o ferramentas visuais para estrategistas está gratuitamente em pdf lá na Liga o passo a passo para negócios inovadores também está gratuito lá na Liga e assim que terminar o contrato com a editora o economia da paixão vai estar gratuitamente para download aqui o pessoal entendeu o mercado editorial quando você lança um livro e o economia da paixão é um livro colorido cheio de ilustrações e tudo eu tenho um contrato de cinco anos então de 2022 a 2027 esse livro ele pertence vamos dizer à editora
não posso dar ele de graça as pessoas têm que comprar porque os direitos de comercialização estão com a editora mas você não precisa esperar até 2027 você pode comprar é um valor bem razoável ou você espera e você faz ou você me segue nas redes ou me segue lá na Liga que a gente vai vendo os conteúdos que estão nesse livro no dia a dia a gente tem um monte de lives ao vivo gratuitas para você participar a gente tem também cursos e programas que são apenas para associados que é para quem paga mas você vai ficar muito bem atendido já no plano gratuito quando depois que você usar tudo que está gratuito você achar que vale a pena pagar um pouquinho mais pelo pago você vai mas eu não estou aqui querendo vender nada para ninguém estou querendo é que as pessoas assumam a sua criatividade a ideia do final desse podcast que a pessoa disse assim cara olha só eu posso voltar a ser mais criativo ou se eu já sou criativo eu posso ser ainda mais criativo eu vou exercitar
essa criatividade eu vou me reunir com meus colegas para ser inovador e vou ser fluxo e vou fluxo em direção à vontade do cliente vou deixar meu ego lá amarrado embaixo da cama para não achar que eu sou a última bolacha do pacote vou ver o que o meu cliente está dizendo o que o meu fornecedor está dizendo o que o meu parceiro está dizendo vou estar com olhos abertos vou estar com discernimento para filtrar aquilo que realmente importa e vou estar inovando porque se você tiver essa coragem para inovar eu tenho certeza que você vai prosperar que é uma palavra que eu adoro que a gente não tinha falado porque eu acredito que o empreendedorismo a inovação a criatividade a diversão que é uma palavra que nós não falamos elas são todas ingredientes de uma vida próspera então você tem que estar sempre balanceando esses ingredientes tem que botar a criatividade tem que botar essa diversão a economia da paixão tem a ver com isso se o cara acorda emburrado
e vai para a loja emburrado não tem como o cara no final do dia ter lucro o cara tem que estar fazendo algo que motive ele o cara quer fazer sem inovação eu não vou aceitar pix porque isso aqui vai me dar um trabalho cara como é que tu não vai aceitar pix você tem que você tem que ah eu não quero ter conta no instagram ah eu não quero ter google meu negócio é não quero eu não quero ter colaborador eu escuto isso as vezes sabe então assim não dá e assim e é legal né Ricardo porque ninguém é obrigado a empreender gente pelo amor de Deus você tem várias outras coisas para fazer na vida que você não precisa criar um negócio próprio né você pode ter outras outras formas de renda que não é o empreendedorismo então aquele que quer empreender né aquele que é o cara raiz que está ouvindo aqui a gente agora você tem que entender que você tem que estar fluxo você tem que estar sempre se atualizando você tem que estar antenado com IA você tem que estar lendo né você tem que estar
assistindo menos telejornal e ouvindo mais os programas do Sebrae né porque a história é essa tipo ah eu gosto de ver novela cara novela é 40 50 minutos eu não sei faz 30 anos que eu não assisto mas deve ser uns 30 40 minutos por noite se o cara entrar lá na plataforma do EAD do Sebrae e passar 30 minutos todos os dias fazendo um curso um de vendas um de marketing um de liderança um de compliance um de exportação cara é impossível que em 6 meses o negócio dele não vire mas se ele ficar vendo novela ouvindo rap a bomba não sei aonde matou tantos não sei o que a enchente não sei aonde matou tantos de não sei o que o fulano foi roubado de não sei o que para não sei o que o jogador tal saiu com a modelo tal e tá grávida agora de não sei o que cara isso aí não muda nada isso aí só te enche a cabeça de coisa que não faz sentido nenhum só polui a tua cabeça
só te enche de minhoca a tua cabeça tu tem que direcionar a tua cabeça para coisas prósperas inovadoras criativas tem que pegar esse podcast ouvir mandar para tua família para o teu sócio para o teu amigo ouvir uma vez duas vezes quantas vezes até você poder entender tudo é isso que vai fazer a tua vida diferente se você ficar buscando essa história aí de ficar perdendo tempo quer ver um outro câncer Instagram bota lá no Instagram quantas horas por dia tu tá ficando no Instagram vendo dancinha vendo não sei o que não segue aí o podcast empreendedor raiz no Instagram segue o Sebrae segue o Marcelo Pimenta segue ali a Liga dos Inovadores segue aí o Flávio Augusto segue o Alexandre Costa da Cacau Show né segue o Caíto Maia lá da da Chili Beans né segue o Paulo Pato Vila o Ricardo Pezati tá lá tá todo mundo e o Ricardo Pezati
exatamente é esses caras aí se tu botar esses caras na tua timeline diariamente você vai começar a ter uma injeção de ânimo e de conhecimento que a tua vida vai mudar cada vez mais cara então é disso aí que a gente precisa e parabéns mais uma vez vocês aí pelo projeto vida longa e próspera ao podcast empreendedor raiz obrigado de novo Marcelo nossa obrigado mesmo tá mais que convidado pra várias vezes não só pra cá e fazer mais churrasco mais bagunça aí também pra conversar mais vezes legal gente valeu você ouviu empreendedorismo raiz o podcast onde a gente te entende siga-nos agora nas redes sociais empreendedorismo raiz podcast empreendedorismo raiz
Nota editorial: afirmações sobre saúde, leis, resultados, produtos, empresas, tecnologias e instituições são falas dos participantes. A análise organiza os argumentos da conversa; não constitui verificação independente desses dados.