Episódio 2 · Design e embalagem

A embalagem começa a vender antes da conversa.

Renato Cracco mostra como design transforma atenção em escolha, reduz custos da operação e faz a promessa da marca chegar inteira ao cliente.

Renato Cracco · Oktaedro Graphic Designers 66 min
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Convidado

Renato Cracco

Designer e fundador da Oktaedro, estúdio especializado em design de embalagens.

Tese do episódio

Embalagem não é o que sobra depois do produto. É parte do produto, da operação e da marca.

O segundo episódio amplia a ideia de embalagem. Ela protege, mas também apresenta, explica, diferencia, organiza o estoque, orienta o uso e materializa o posicionamento da empresa.

A conversa liga criatividade a consequências concretas. Uma escolha visual pode conquistar atenção; uma estrutura melhor pode eliminar variações; uma experiência coerente pode produzir lembrança. Design deixa de ser acabamento quando participa do problema desde o começo.

Em 12 momentos

Mapa da conversa

  1. 00:00Estética: a primeira camada de toda escolha
  2. 03:34Da vocação artística ao mercado de embalagens
  3. 08:10A embalagem como vendedora na prateleira
  4. 12:11Design que aumenta vendas e também reduz estoque
  5. 17:09Utilidade, reuso e a ideia de que lixo é erro de design
  6. 23:05Sustentabilidade como continuidade do negócio
  7. 27:14Olhar como consumidor e escutar outras perspectivas
  8. 32:01Legibilidade, clareza e renovação visual
  9. 37:18Embalagem como manifestação do branding
  10. 46:08Textura, encaixe e a experiência do unboxing
  11. 50:06Criatividade aplicada à memória da marca
  12. 54:08Antecipar a necessidade e construir um portfólio vivo

Análise aprofundada

Sete camadas entre o produto e a escolha.

I

Estética não é enfeite. É infraestrutura de decisão

O que aparece na conversa

Renato começa lembrando que roupa, alimento, higiene e ambiente são atravessados por escolhas estéticas. No varejo, essa camada ganha urgência: produtos parecidos disputam poucos segundos de atenção.

Leitura

A estética organiza sinais antes que o consumidor consiga comparar argumentos. Cor, forma, fotografia e hierarquia não substituem o conteúdo; criam a porta de entrada para que ele seja percebido. O design é estratégico quando transforma uma promessa abstrata, como praticidade ou sabor caseiro, em algo reconhecível à primeira vista.

II

Na ausência do vendedor, a embalagem assume a conversa

O que aparece na conversa

O exemplo do preparo para bolo mostra produtos de preço e função semelhantes. A decisão passa pela fotografia, pela clareza da proposta e pela capacidade de a embalagem explicar por que aquela opção é mais prática, saborosa ou familiar.

Leitura

A embalagem precisa responder rapidamente: o que é, para quem serve, qual benefício entrega e como se usa. Quando a comunicação deixa uma dúvida básica, o consumidor tende a escolher a alternativa conhecida. Não basta o produto ter qualidade; a qualidade precisa estar legível no momento da escolha.

III

Bom design melhora a operação antes de melhorar a aparência

O que aparece na conversa

Uma indústria de panelas mantinha embalagens diferentes para cada quantidade e cor. Ao criar uma janela e um campo de identificação, o projeto reduziu dezesseis variações para quatro.

Leitura

Esse caso desloca o design do orçamento de comunicação para a arquitetura do negócio. Menos artes significam tiragens maiores por modelo, menor estoque, menos risco de sobra e produção mais simples. A pergunta madura não é quanto custa desenhar a embalagem, mas quais custos recorrentes um sistema melhor consegue retirar.

IV

Sustentabilidade só vira estratégia quando entra no sistema

O que aparece na conversa

A conversa percorre materiais, descarte, reuso e soluções que dão uma segunda função à embalagem, como uma caixa que vira cabide. Também conecta responsabilidade ambiental à licença, ao crédito e à continuidade da empresa.

Leitura

O mérito do episódio está em não reduzir sustentabilidade a um selo. Material, logística reversa, volume transportado, vida útil e destinação precisam conversar. Uma embalagem “verde” que não funciona na cadeia pode apenas deslocar o problema. O princípio útil é desenhar o fim junto com o começo.

V

O consumidor é especialista na própria fricção

O que aparece na conversa

Ao ser perguntado sobre o segredo de gerar desejo, Renato recomenda olhar como consumidor. Ele também descreve uma equipe com idades e perspectivas diferentes e casos em que ouvir gerentes ou trabalhadores da produção melhorou a decisão.

Leitura

Especialização técnica não elimina pontos cegos. Quem usa percebe a letra pequena, a abertura difícil e a informação ausente; quem vende reconhece perguntas recorrentes; quem produz enxerga limites de execução. Participação amplia o diagnóstico e ainda transforma quem foi ouvido em defensor da solução.

VI

Branding é a soma dos contatos, não apenas o logotipo

O que aparece na conversa

A embalagem aparece ao lado do atendimento, do tom de voz, do ponto de venda e da experiência de abrir o produto. Os exemplos de lojas, presentes e unboxing mostram que forma, textura, sequência e surpresa também comunicam.

Leitura

Marca forte é coerência sensorial e comportamental. Se a promessa é precisão, cada detalhe deve parecer preciso; se é diversão, a experiência pode convidar à brincadeira. A embalagem ganha valor quando prolonga a relação: protege, orienta, presenteia, vira objeto útil ou produz uma memória que o produto sozinho não produziria.

VII

O serviço memorável chega antes da urgência

O que aparece na conversa

A metáfora do pão com ovo resume o encerramento: a melhor entrega pode ser simples quando aparece no momento exato. Renato descreve ideias oferecidas antes das datas sazonais e recomenda registrar continuamente os trabalhos em um portfólio.

Leitura

Antecipação combina observação, calendário e repertório. Em vez de esperar um pedido urgente, o fornecedor identifica o próximo problema e apresenta uma possibilidade concreta. O portfólio fecha o ciclo: transforma cada solução executada em evidência para conquistar a oportunidade seguinte.

Princípios de projeto

Dez critérios para uma embalagem trabalhar pelo negócio.

O episódio mostra que uma boa solução precisa equilibrar venda, uso, produção, descarte e identidade. Beleza sem clareza falha; eficiência sem significado vira commodity.

01Clareza antes de ornamento
02Benefício visível em segundos
03Imagem profissional, não improvisada
04Arquitetura que reduz variantes e estoque
05Uso simples e instruções legíveis
06Material coerente com a promessa
07Reuso pensado desde o início
08Decisão enriquecida pela equipe
09Atualização sem perder reconhecimento
10Experiência consistente em cada contato

Teste de realidade

Cinco perguntas para levar à próxima revisão de produto.

  1. 01Sem um vendedor por perto, a embalagem explica o que é, para quem serve e por que escolher?
  2. 02Que variação, material ou estoque poderíamos eliminar redesenhando o sistema?
  3. 03O que acontece com a embalagem depois que o produto chega ao destino?
  4. 04Qual perspectiva de cliente, vendas, produção ou atendimento ainda não entrou na decisão?
  5. 05O que esse cliente precisará daqui a noventa dias e como podemos nos antecipar?
“O primeiro passo: coloque-se como consumidor daquilo.”

Renato Cracco, aos 28 minutos do episódio

Próximo passo

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Transcrição

A conversa completa

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Você já pensou como a estética influencia nossas decisões diariamente? As embalagens de produtos, alimentos, roupas, músicas… Tudo o que consumimos precisa de uma apresentação adequada. E isso, de certa forma, se alinha com os nossos desejos. Sabe aquela história de não julgue um livro pela capa? Claro que o conteúdo é o mais importante. Quando a apresentação consegue simbolizar do que se trata o que você propõe, as chances das pessoas conhecerem melhor sua ideia ou seu produto são muito maiores. Hoje, no segundo episódio do Empreendedorismo Raiz, recebemos o Renato Craco, da agência Octaedro Graphic Designers, para uma conversa sobre a importância de uma boa embalagem para o seu produto. Comportamento, liderança, mercado, vendas, finanças. Um papo reto com quem faz e tem resultados. Empreendedorismo Raiz, o podcast onde a gente te entende.

Com Paulo Pato Vila, Ricardo Pezati e seus convidados. Olá, empreendedor. Olá, empreendedora. Começando aqui o podcast Empreendedorismo Raiz, o podcast onde a gente te entende. Te entende quando você quer crescer, tem dificuldade de contratar, quando é incompreendido pelos demais. Aqui a gente te entende e traz temas e pessoas importantes para somar com a gente. O podcast Empreendedorismo Raiz existe porque acreditamos que os empreendedores podem e merecem mais resultados, com mais qualidade de vida. Aqui quem fala é Paulo Pato Vila. Junto com o meu amigo e parceiro Ricardo Pezati, vamos trazer hoje outro convidado. Um convidado que vai trazer um tema fundamental para todo mundo que está empreendendo, além de uma jornada empreendedora Raiz, desde aí de uma origem na CLT,

a migração para empreender e empreendendo com sucesso. Ricardo Pezati, meu amigo, o que nós vamos apresentar hoje? Grande, Paulo. Um abraço, Paulo. Pessoal, hoje nós vamos conversar com o Renato Craco. O Renato, além de amigo, né? É gostoso poder ter gente aqui que é nossa amiga, mas ele é um empreendedor. Ele é o proprietário do estúdio Octaedrum, especializado em embalagens. É um estúdio focado no design de embalagens. É uma coisa bem específica. Ele tem grandes clientes aí no mercado. Muitas das embalagens que a gente encontra aí no supermercado são derivadas do design que ele desenvolve no estúdio dele. Eu convido aqui o Renato. Seja bem-vindo, Renato. Vamos conversar um pouco. Começar falando, Renato. Se apresenta um pouquinho. Fala um pouquinho da tua história. Como você nasceu lá, era pequenininho, estava tocando a vida, gostava, tinha uma vida boa. De repente, se meteu a ser designer, ter um estúdio, ter uma agência.

Como que foi isso? Conta para a gente isso aí, essa mudança na sua vida. Tá bom. Boa noite. Boa noite para todo mundo. Ricardo e Paulo, muito obrigado pelo convite, primeiramente. É uma honra estar participando aí de um podcast que fala de empreendedorismo, que muitas vezes é, que nem a gente conversou aqui um pouco antes de começar, né? Parte é um desejo e parte é uma oportunidade que aparece, né? Você, às vezes, é meio empurrado para o empreendedorismo. Então, por que não, né? Vamos tentar, né? Então, eu vou falar… É muito curioso, né? Não muito curioso, mas assim, eu sou das artes, né? Eu sou o cara das artes. Então, desde criança, eu desenho. Fui inspirado, não sei por quem, e eu gosto de desenhar. Eu sempre fiquei desenhando, rabiscando, etc. E mais na década aí de quando eu nasci, 70, 80 e tal, não era, né? Eu tenho quase 60 anos agora, né? E naquela época não era algo muito… Ninguém falava assim, ah, ele vai ser artista, né? Vai ser, sei lá. Meu pai queria que eu entrasse na aeronáutica, sabe?

Essas coisas assim. Meu irmão queria que eu fosse mecânico, tipo de coisa. E aí, quando eu fui fazer faculdade de artes plásticas, eu fiquei fazendo curso de pintura, de desenho, por aí. Onde eu apareci, em biblioteca, essas coisas, né? E aí, acabei fazendo faculdade de artes plásticas. As pessoas, assim, conhecidas meus, né? Falavam assim, pô, o cara vai fazer miçanga lá no centro da cidade. Na Praça da República. É isso. E até hoje tem um pouco disso, né? Tem um pouco. Você fala assim, ah, meu filho… E tem um amigo meu que outro dia me ligou e falou assim, pô, Renato, meu filho entrou, quer fazer artes. O que você acha? Tem mercado? Óbvio que tem mercado. Tem muito mercado. Tem muita coisa pra fazer com o art. Porque, efetivamente, eu vou puxar a sardinha pro meu lado, né? Você, desde a hora que você acorda, você faz escolhas estéticas. Você escolhe a roupa que você vai pôr, você vai escolher a marca de shampoo, o jeito que você penteia o cabelo, a roupa que você veste, o que você come. São escolhas estéticas, muitas vezes, né?

Você cria o seu personagem e você tem que ter essa coerência nas coisas que você usa. E a arte tá por trás de tudo isso, né? Desde a cor da parede. Alguém desenhou aquele azulejo. Foi um artista que desenhou aquele desenho de azulejo do seu banheiro. Foi um artista que fez, sabe? Boa parte das coisas que você usa. A camiseta, a estampa da camiseta que você tá usando, né? Então, tem um mercado vasto pras artes, né? Aí eu fiz artes plásticas e acabei me especializando em comunicação visual. Aí fui trabalhando com várias coisas ligadas a… Coisas impressas, né? Vamos dizer assim, né? Catálogo, outdoor, anúncio, propaganda. Depois, eu fui migrando, né? Quando começou a aparecer muito digital, né? Tem muitas agências que fazem mídia social, faz o digital, que a gente chama de digital, né? Ficou um buraco pra coisas impressas, que diminuiu muito, né? Mídia impressa, a revista diminuiu muito. Mas a embalagem hoje, ela é meio que ainda essencial. Quando você compra alguma coisa no mercado, ele vem, né? Vem pela… Vem, sei lá, mesmo… Você comprar no mercado nível, numa plataforma qualquer, você vai receber ela dentro de uma embalagem.

Então, tem mercado grande de embalagem, né? Quando você fala assim, ah, o Renato fez muitas embalagens que estão por aí. É muito, mas tem centenas de milhares. Você entra numa loja, outro dia, aqui perto tem um shopping e tem uma loja, que é uma loja só para cabeleireiros. Tem produtos pra cabelo. Deve ter pelo menos 10 mil itens. E tem 10 mil embalagens, que não fui eu que fiz nenhuma. E eu fico olhando, ah, e como é que eu faço pra pegar esse cliente aqui, né? E aí eu vou tentando ir atrás, né? Então, se tiver algum me ouvindo e quiser passar, é só me ligar, hein? Com toda certeza. Recomendamos. Muito bacana, né, Renato? Porque, assim, muito bacana que você está trazendo em vários aspectos. Primeiro aspecto é você não ter fugido de algo que tinha a ver com a sua vocação, com o que você percebia fazer parte do seu rol de talentos. E a partir daí, encontrar algo que o mundo precisasse e pagasse por isso, né? Então, muito bacana ter entrado nisso, ter permanecido, né? Porque quem nunca passou pelo que você falou, né? Poxa, meu pai gostaria que eu fosse deserto, meu irmão que eu fosse mecânico.

Mas aí você acabou batendo na tecla. Não, cara, tem uma determinada vocação. Eu vou fazer isso. E olha que, sem, assim, entre aspas, né? Sem querer, acho que acertou demais, né? Porque a gente está falando aqui pra empreendedores, né? E todo empreendedor tem que ter em mente que embalagens atraentes, elas podem interferir diretamente na escolha de determinado produto no momento de compra. Você falou isso, né? Poxa, eu entrei numa determinada loja, tinha lá 10 mil itens. A gente tem lá vários SKUs aí no supermercado. Tem algumas opções. O cliente olha, ele tem ali meia dúzia de opções de um produto que ele nunca comprou. O que vai fazer ele determinar a escolha de compra? Muito passa pela embalagem. Dá uma palinha pra gente, Renato. Como é que você pensa esse processo, né? Pra poder transmitir algo pro cliente que tem a ver com os valores da marca?

A pergunta é um pouco abrangente. Eu vou voltar um pouquinho no mercado pra gente deixar mais claro isso. Pra quem está ouvindo agora, né? Vamos supor. No mercado, eu não faço ideia de quantos SKU tem dentro de um açaí, a faíde ou, sei lá, sei lá, 10 mil, 20 mil itens, né? Desses, alguns você viu propaganda, você já sabe, mais ou menos, já comprou e tal. Você tem mais ou menos ideia. Mas alguns produtos você escolhe na hora, na prateleira e pela embalagem. A embalagem tem que fazer a venda completa, né? Então, vou dar um exemplo que eu costumo dar pra várias pessoas que, assim, vão supor que você… Não sei, Ricardo, você, Paulo. Ah, eu vou resolver fazer um bolo. Quero agradar alguém ou pra mim mesmo, né? Eu vou fazer um bolo. Eu vou comprar aquele preparo de bolo. Preparo. Tem algumas marcas. Tem Ótica, Santista, Danabem, etc. Então, você vai lá, olha. Você fala assim, ah, eu gosto de bolo de laranja. Então, você pega os… Tem lá três marcas que tem bolo de laranja. Aí, você vê o preço. Eles são muito parecidos. Eles são… Varia, assim, alguns centavos de um pro outro.

Não tem um muito caro, outro muito baixo. Eles têm mais ou menos o mesmo preço. O que faz você decidir entre um e o outro? Muitas vezes, é aquela foto. A foto que foi feita com uma intenção de parecer ou fofo, ou parecer da fazenda, ou parecer aquele bolo da sua avó, ou parecer prático, ou ter uma receita, assim, ah, faz em três minutos. Então, vamos dizer assim, cada empresa pode se apropriar de uma das possíveis abordagens que o produto oferece. Então, fala, olha, o meu é mais prático. Ah, o meu é mais saboroso. O meu fica… Tem uma textura melhor. Ah, o meu parece… Tem aquele sabor original da sua avó. Então, vamos dizer assim, você vai ser atraído por um aspecto que você reconheceu numa embalagem, né? Então, economizar… E quando eu falo assim, não que seja muito caro, mas economizar numa foto, numa embalagem, economizar em criar uma orientação para fazer uma foto de um bolo, para estar numa embalagem dessa que está batalhando por segundos, fração de segundos.

Você está no mercado e você bate, pá, alguma coisa te pega e você passa mal num deles, entendeu? Então, é até triste. Tive um cliente que ia fazer um catálogo e tinha que fazer, sei lá, umas 40, 50 fotos e ele falou assim, pô, Renato, você não sabe que eu acabei de comprar um iPhone. Eu acho que eu mesmo vou tirar foto, viu? Porque acho que vai sair cara essas fotos. Meu querido, meu querido, ó, sem engenheiro, você não tem o olhar do aspecto de um artista de que alguém está olhando. E fotografia, do latim, foto é luz, né? É grafia da luz. Você tem iluminação, você tem refletor, você tem, sabe? Não compensa, sai mais caro. Se você tirar as fotos, eu não vou fazer o trabalho, porque tem chance. Vamos contratar um fotógrafo que vai fazer um trabalho direito. E é isso, então, vamos dizer assim, a embalagem no ponto de venda, ela tem esse aspecto de captar você muito rapidamente. Você não tem muito tempo, é pouca gente.

Eu fico na embalagem porque eu sou um viciado em embalagem, né? Então, eu sei quando a Maisena muda a receita, por exemplo, né? A Maisena tem aquela embalagem amarela, né? Se ela trocar de cor, ela não vende, né? Ela tem que ser aquela amarela, ela é muito parecida, mas tempos em tempos eles trocam. Aí, troca a receita, põe um negocinho e tal. E eu sou uma das poucas pessoas que fica de olho, né? Então, é o meu trabalho, né? E eu gosto de ir no mercado, eu gosto de ir no mercado e ficar olhando esse tipo de coisa. Esse de bolo, normalmente eu olho e fico olhando a foto do bolo. Putz, qual que parece? Olhando para essas fotos de bolo, né? Da ótica, da cientista, da Dona Bento. Qual que está melhor essa foto, né? Qual que me atrairia? Aí fico pensando assim. Aí, às vezes, eu não compro nenhum, né? Eu não gosto de bolo, de caixinha. Mas que é interessante, o processo é interessante. Excelente o que você está trazendo. Aliás, rapaz, você está falando isso. Eu estou lembrando aqui de um estudo que eu acabei dando uma olhada. É um estudo realizado pela CENI, a Confederação Nacional de Indústrias, né? E esse estudo, ele indica, Renato, que 75% das empresas que investiram em design de embalagem,

elas conseguiram um aumento de vendas. E aí, outra coisa que você falou é daquela economia. Às vezes, a gente acha que está economizando e não está. Porque esse mesmo estudo, ele fala que 41% dessas empresas também conseguiram reduzir seus custos, né? Fazendo um desenvolvimento profissional de embalagens, né? Então, assim, é realmente exatamente isso que você está trazendo para a gente. Você faz um investimento, você consegue… 75% das empresas vendem mais com esse investimento e elas ainda conseguem uma redução de custo, colocando uma embalagem mais adequada, né? Com certeza. Eu tenho vários exemplos bons e ruins, né? Eu fiz um trabalho uma vez para uma empresa de panelas. E eles tinham, vamos dizer assim, eles tinham… Vou imaginar assim, resumidamente, né? Eles tinham um monte de problemas lá, mas eles, resumidamente, eles tinham jugo de panela com 4 peças, 5, 6 e 7 peças.

Então, vamos dizer assim, né? Tinha 4, 5, 6 e 7. Tinha 4 embalagens. Só que eles tinham várias cores. Então, tinha azul, vermelho, etc. Então, você multiplicava 4 vezes, vamos lá, 4 cores, vamos supor, né? Então, tinha 16 embalagens. Só que quando você manda imprimir, você não manda imprimir pouco, né? Embalagem é um negócio que põe gráfica e tal. Então, o cara tem que mandar imprimir mil, vamos supor, mínimo de cada mil. Então, ele tinha que ter um estoque para 16 mil embalagens. 16 mil embalagens. Então, o que a gente fez? A primeira coisa que a gente fez foi, ah, abre uma janela na embalagem e põe um quadradinho com cor. E aí, o cara na gráfica, na produção, ticava qual era a panela que ia adentro, né? Qual cor de panela. Então, ele reduziu 16 mil para 4 mil. Então, ele mandava fazer 4 mil embalagens e reduzia, entendeu? A quantidade de itens impressos e de estoque, né? É isso que você está falando, Renato, é bem interessante também. Porque quando você tem alguém que é focado no que faz, pode trazer oportunidades várias, né?

Então, você trouxe aí uma ideia interessante, que no lugar de ele usar uma embalagem para cada cor, ele tinha uma embalagem para cada número de panelas. Isso. E ele conseguia usar a mesma embalagem para diversas cores, né? E com isso, ele reduziu drasticamente. Esse é um ponto. Aí, tem um segundo ponto. Eu perdi 12 artes, né? Que eu podia cobrar e… Eu sou da tese, sempre que a gente resolver o problema do nosso cliente, vai trazer mais cliente. É o que vai trazer mais cliente. E tem mais um segundo ponto aí, que a gente tem que olhar para a embalagem, porque a embalagem, você trata ela como custo unitário. Isso. Então, é um item ali de custo unitário. Então, quando você faz 10 embalagens, é um preço. Quando você faz 100 embalagens, é outro preço. E quando você faz 10 mil embalagens, é outro preço. Isso. Muitas vezes, o empreendedor está pensando na embalagem e no número que ele tem hoje.

Só que com a embalagem, mais um planejamento bem feito, mais a busca de oportunidades, mais vários comportamentos que são os que o empresário de sucesso precisa ter, ele sai das 100 unidades para mil. Isso. E depois, num certo tempo, para 10 mil, para 5 mil. Então, tem que pensar nisso também. Às vezes, esse custo, que a gente chama de custo, é o investimento que você está fazendo na sua capacidade de venda. A partir do momento que você desenvolveu uma embalagem, o desenvolvimento que faz com você gráfico, faz uma vez. Aí, depois, vai imprimir N embalagens com isso. Até ter um novo produto. O empresário tem que pensar que é um investimento na marca dele, na comunicação dele, e isso impacta diretamente na qualidade. É a qualidade que ele mostra para o cliente. É, e entendemos que faz parte da qualidade transmitir para o cliente o que o produto faz. Então, vamos dizer assim, né? Você vai comprar…

É difícil pegar um exemplo, vai. Vamos dizer assim, que você não entende como funciona. A mesma coisa que você comprar um preparo de bolo que não vem a receita. Você não tem certeza de como funciona. Vai, vamos supor outro produto qualquer que você tenha que usar. Aí, você fica olhando e você fica na do… Ah, vamos supor, um abridor de vinho, saca-rolha, eletrônico. E você olha, olha, vê aquela embalagem super elegante, mas você fala… Mano, como é que funciona isso, né? Esse momento que você está em dúvida, você desiste e pega o tradicional, entendeu? A qualidade para o cliente nosso, para quem produz, é transmitir todos os benefícios que o produto tem para o consumidor. E se ele não tem uma propaganda massiva em alguma mídia, é a embalagem que tem que fazer isso, né? Então, fala, olha, como que você vai abrir a embalagem? Como você vai usar, como é que você for para carregar, como você descarta a embalagem, como é que você preserva o seu produto, entendeu? Então, isso faz parte da qualidade, de modo geral, né? Para não perder… Às vezes, você pega uma embalagem, não tem nada na embalagem, e o cara fala… Não, esse produto faz isso, ele é assim, ele é assado.

Mas, mas onde está escrito isso aqui, né? Como é que o cliente, na ponta de venda, vai saber isso, né? Em vários produtos, a própria embalagem se torna um outro produto. Em vários casos, sim. Você desdobra e… Mas, se não me engano, a Samsung tem caixa de televisão dela que se transforma em brinquedo para gato. Você vai desdobrando e faz um suporte para gato ficar brincando, entendeu? Isso é recente. É, ou, por exemplo, eu comprei uma coifa de ar, e a própria embalagem já vinha com os pontos de parafuso. Então, você pegava, arrancava uma tampa ali… Ah, isso sim. Bota esse papel onde você quer, fura em cima desse X aqui, coloca as buchas e está instalada a sua coifa. É um negócio maravilhoso isso. Neste momento, quando digo é nessa semana, a gente está preparando uma embalagem para camiseta para venda online de e-commerce. Então, eu tenho que mandar a camiseta para a pessoa. Então, eu estou fazendo uma de papelão, que a hora que você desdobrar, ela vira um cabide. Tem alcinha, entendeu?

Você põe a cabide e pendura. Então, não vai jogar fora o papelão, entendeu? Porque tem uma tendência que diz que lixo é erro de design. Muito bacana isso. Inclusive, eu até queria pegar uma carona, Renato, porque hoje todos nós estamos levando muito em consideração aspectos ecológicos, econômicos, sociais, sociais, ligados ao produto, não só ao produto, mas ao serviço e também comunicados e contidos pela embalagem. Como é que você enxerga esse aspecto aí dessa tendência, que não é mais tendência, acho que já é irreversível, né? Mas como é que você enxerga essa necessidade de embalagens cada vez mais biodegradáveis, que comuniquem esse aspecto sustentável? Por incrível que pareça, semana passada, eu fiz um… eu tava de férias e eu fiz uma imersão, uma semana, numa comunidade que é vegana e pra conhecer, né? E eles fazem… na verdade, eu aprendi a fazer meu próprio desodorante.

Eu, então, a partir da semana que vem eu vou comprar as coisas e eu mesmo vou fazer desodorante, por quê? Não porque é mais barato ou porque é muito melhor, porque é biodegradável. Porque é biodegradável, porque realmente a gente usa desodorante, tem muito alumínio e isso vai pra… A gente acaba tomando e isso gera câncer, né? Entre outras coisas, né? Mas existe uma busca constante, porém cara, né? Caríssima, de materiais que sejam nobres, porém descartáveis, né? Que sejam biodegradáveis. Quando você compra aquela… quando você vai no mercado e tem aquela… Essa sacolinha é biodegradável? Mercado, né? Tem mercados que fazem aquela biodegradável. Você sabe que ela é bioesfarelável, de verdade, né? Ela não enforca uma tartaruga, mas ela esfarela e fica eternamente na terra, porque não existe um enzima aqui como a plástico. Não tem uma minhoca que consome plástico. Ela é o plástico dissolve, pelo menos isso, né?

Quer dizer, ele não enforca a tartaruga, nada assim, mas ele fica na terra. O ideal seria papel mesmo, né? Até hoje, no mercado, o ideal seria papel. Então, eu, por exemplo, levo minha caixa de papelão a mesma. Muitas vezes, vou e volto com caixa de papelão para evitar pegar saco plástico, porque essa busca de embalagens, depois que a gente, vamos dizer assim, começa a ter contato com isso, é difícil voltar atrás. Você fala assim, eu não posso fingir que isso não existe, né? Então, eu tento muitas vezes… Já teve vezes que eu fui no mercado. Isso acontece em outros países, mas fui no açougue, por exemplo. Fui comprar carne e levei uma tupperware, sabe? Põe aqui dentro. Aí o cara fala, não… Poxa, Renato, que isso? Vou te embalar aqui, pixão. Põe lá três isopor em brulho plástico. Isopor também, vamos dizer assim, né? Ele é zero, nem reciclável é, né? Então, essa é uma busca que o pessoal tem. Normalmente, a gente vai, olha, acompanha, mas a dificuldade é de se fazer. De vez em quando, quando aparece, ah, não sei aonde, está fazendo embalagem com folha de bananeira. Mas você fala assim, pô, como é que eu guardo?

Como é que eu estoco? Como é que eu faço isso, né? Ah, aquelas caixas de ovo são muito legais. Teve gente que me procurou, tá? Eu quero desenvolver um produto, mas eu quero fazer naquele papel de caixa do ovo. Tem papel reciclado que ele volta para a natureza. Mas o aspecto fica um aspecto feio. Não era um produto nobre, mas ficou um aspecto feio. Então, é assim, enquanto não puser real dinheiro nisso para realmente resolver isso e achar novas soluções, você vai ver a gente testando, infelizmente, sem muito sucesso, né? Em algum momento da história, vai ser proibido fazer mais plástico. Porque plástico é criado em… vai ser proibido. Olha, chega! Temos plástico suficiente para o mundo, então tem que pegar e devolver para a natureza. Falando nisso, Renato, é um produto… Entramos aqui no assunto de reciclagem, né? De embalagem sustentável. Ela é mais cara. Ela nem sempre tem a melhor apresentação. Mas dá para tentar colar um rótulo de sustentabilidade, né?

Não digo colar fisicamente, né? Você ter uma ideia, você passar ali um conteúdo de sustentabilidade, de preocupação social, né? E cada vez mais, hoje, a gente olha todas as empresas, não tem mais… Escute bem, empreendedor. Não existe futuro para uma empresa que seja irresponsável com a sociedade e com o meio ambiente. Você, empreendedor, que não olha para esses aspectos, você pode vir a ter problemas com a sustentabilidade do seu negócio. Não estou falando sustentabilidade só ambiental, é do próprio negócio, né? Porque a sociedade, cada vez mais, vai se preocupar, à medida que as coisas vão ficando mais difíceis, em quem está prejudicando e quem está ajudando o planeta. Quem está ajudando a sociedade e quem está prejudicando a sociedade. Quem só olha para si mesmo e quem olha para a sociedade. Não estou dizendo aqui, a gente não está fazendo proselitismo para sair ajudando todo mundo.

Não é isso, não se trata disso. Ah, vou dividir todos os meus lucros. Não é isso. É. A gente tem que olhar para a sustentabilidade, a gente tem que olhar para a responsabilidade ambiental, principalmente ambiental. Hoje, tem banco que pede certificado ambiental. Se você não tiver, você não vai ter crédito no seu negócio. Por quê? Porque ele sabe que… Ah, porque ele está preocupado com o meio ambiente. Não, ele sabe que se você não tiver o seu certificado ambiental em dia, qualquer hora alguém vai lá e fecha o teu negócio. Dependendo do ramo de atividade que você tem, se você é uma empresa que pode poluir o ambiente, né? Uma grande empresa? Não, uma loja de serviços de automóveis. Ela tem que descartar óleo de forma correta, ela tem que… Tudo que ela descarta ter a devida destinação e provar que isso acontece. Se daqui a pouco aparece alguém lá e fala, ah, você está contaminando o solo, você está fazendo de forma errada, você pode sofrer um fechamento, né?

Uma lacração da sua empresa, em último caso. Então, é importante olhar principalmente pela durabilidade do negócio. E por que a gente entrou nisso? Porque a embalagem entra nesse processo, né? Quando a gente roda aí o mundo… Por exemplo, na Espanha, é muito comum, né? A gente gosta de tomar cerveja. Eu gosto, principalmente. Não tem quase cerveja em garrafa para vender. Você só vê a grande… É até gostoso, né? Você chega em qualquer bar lá, tem a torneira de chope. Por quê? Porque o manuseio do resíduo do chope é muito menor, né? Você leva lá o barril de chope e tem que ficar lidando com garrafa de vidro, de plástico, de lata, esse tipo de coisa. Então, o chope é muito mais barato do que uma garrafa lá, long neck, de 300 mililitros. E isso… Estamos falando de Espanha. Eu estava no Chile outro dia também. E no Chile, não tem mais. Eu não vi, né? Pelo menos eu estava lá na região de Pucon. Não existe mais sacolinha no mercado. Acabou. Não tem. Seria marazenoso isso. E eu passo no mercado e eu pego…

De vez em quando, quando está alguma coisa molhada, eu falo, me dá uma aí, né? E as pessoas falam assim, nossa, tem gente que vem aqui e pede duas, três. Porque vai levar para casa. Tem medo que rasga, né? E acaba… Gente, se você olhar a quantidade de sacola que você tem na sua casa, na bolsa de mercado… Você tem sacola para um ano, né? Se você quiser. Lixo essas coisas, né? Ô, Ricardo, eu comprei aqui uma Nespresso do modelo novo, que é a tal de… Acho que é Virtuo. Tem um modelo novo que tem… Todo mundo estava copiando aquele que tem muita genérico daquele copinho Nespresso, sabe? Aquele que parece do Cuanizinho. Eles falaram assim, putz, vamos fazer outra que o pessoal não dá tempo. Até eles copiar levam um tempo, né? Tem que gerar… Tem que gerar molde, etc. Eles fizeram um formato novo que é um meio circunferência, né? É a meio circunferência. E tem uns sabores legais e tal. E você compra ou pela internet ou só na loja da Nespresso, essas cápsulas. E elas são todas reutilizáveis. Eles se dão um saco e você vai gastando, gastando, gastando.

Põe tudo esse saco e leva de volta para lá. Na próxima compra, você entrega um saco cheio de cápsulas. Então, essas cápsulas vão ser reutilizadas. Porque são de alumínio, inclusive. O alumínio é 100% reutilizável. Ele é muito bom, né? Se ele não for largado no ambiente, ele é reutilizado. E, então, pô, a Nespresso está preocupada com isso, né? Em reutilizar cápsula. Por que não a gente, né? Por que não a gente? E aí você fala assim, ah, essa cápsula é cara. É nada. É nada. Porque aqui, por exemplo, numa cafeteria mais chique, você vai pagar um cafezinho, sei lá, de 7 a 10 reais. E quando você vai lá na Nespresso comprar o café… Ah, eu estou fazendo propaganda de graça depois. Você vai lá na… Sempre tem uma promoção. Sempre tem umas promoções. Ah, tem os cafés mais caros, mas tem as promoções, ah, R$2,30, R$2,40. E, às vezes, você fazer um café de R$2,00, R$2,50, em vez de levar seu cliente para tomar um café na cafeteria, que você vai pagar R$10 cada café, né? Cada cafezinho. Você faz aqui com sabor. Eu comprei um sabor coco. Vamos lá. Rapaz, eu sempre fui… Sempre quis perguntar para alguém aí e vou perguntar para você.

Cara, como é que vocês fazem para gerar desejo no consumidor, cara? Conta aí a receita. Como é que o empreendedor faz para apertar desejo também no ponto de venda? Como é que você trabalha isso na embalagem? Conta esses troques para a gente aí. Sabe como todo o grande segredo… Vamos dizer assim, o grande segredo da vida. Todo mundo sabe. Você tem que ser, sei lá, generoso, caridoso, ah. All you need is love. Ainda bem que você falou isso. Eu achei que você falasse assim. Se eu contar o segredo, eu vou ter que te matar, né? Então… Mandar ler um livro de semiótica, né? Todo grande, grande, grande segredo está na cara de todo mundo. Eles põem o segredo no seu nariz. Fica tão perto que você não enxerga. Na verdade, é isso. Qual que é o grande segredo para fazer uma embalagem que atrai? Você tem que olhar como consumidor e não como designer. O que eu queria para mim? Como que eu vou usar isso? Porque a pessoa fala, ah, você fez uma embalagem? Ah, eu não sei. Eu não sou especialista em embalagem. Querido, é especialista. Você não usa embalagem.

O que você queria que tivesse uma embalagem para te ajudar a usar o produto? Ah, eu queria que tivesse… Ah, pode abrir, pode usar. Ah, você… Sabe? Então, o primeiro passo. Coloque-se como consumidor daquilo. E aí, eu tenho designers meninas aqui porque, às vezes, a percepção de um homem é diferente de uma mulher ou de qualquer coisa, né? Assim, por mais abrangente que a gente seja, perde uma coisa ou outra, né? Tem um… Ou então, o jovem, né? Eu já estou velho, né? Então, você tem que ter um designer novo para falar, não, isso é enceitado. Coisa de velho. Espera que eu vou dar um jeito nisso aqui, né? Nesse… Nesse look. Independente do que o empreendedor faça, ele ouvir, né? Então… Ah, sim. É bom que a gente tem um monte de caso, né? Eu estava ajudando lá uma empresa de venda de calçados. Aí, o dono lá já tinha empresa já há mais de 30 anos que ele compra os calçados. Ele sempre comprou os calçados. É. E uma das coisas que a gente percebia é que ele comprava sempre e ele falava muito pouco com as gerentes das lojas dele.

E uma das coisas que eu falei, ele falou, olha, que tal ouvir? Elas faziam uma reunião, né? De compra, né? Mas, Ricardo, sempre fui eu que comprei. Eu falei, olha, você vai continuar comprando, né? Não é tirar de você esse papel de comprador que você faz tão bem que te trouxe até aqui. Você vai continuar comprando. Mas você concorda que você vai comprar melhor fazendo uma reunião com elas do que comprar só da tua cabeça? O que você acha? Você acha que… Ainda quem vai tomar a decisão final, lá no final que vai apertar o… O pedido lá pro fornecedor é você. Sim. Só que o que eu tô te pedindo é que todo mês você converse com elas pra saber o que estão pedindo mais, o que estão pedindo menos, o que tá rodando mais rápido, o que… Ricardo, mas isso aqui vendeu tudo. Eu falei, sim, vendeu tudo porque você comprou tudo. Mas e a que você deixou de comprar e não vendeu porque você nem comprou, né? Porque você nem tinha essa informação de que pedia. Aí passou um tempo e eu falei, nossa, Ricardo, deu certo. Ela pediu lá uma sandalinha que agora saiu na novela das oito.

Eu nem sabia. Nossa, eu pedi mil pares e vendeu em duas semanas. Eu falei, tá vendo? Agora não quer dizer que tudo que elas pedirem vai vender, né? Você continua você tomando. Vai por esse caminho, né? De escutar o que o seu colaborador tem, que eles estão ali como… Olha a palavra, né? Colaborador. Ele tá ali pra colaborar com você. Se você tiver esse papel, né? De facilitador que ajuda a empresa a crescer, o negócio vai, né? E você aí, você acabou de falar que você ouve bem o teu pessoal. Isso é muito bom. Não, tem várias coisas que eu… Tem várias embalas que eu falo, meu, isso aqui tá horrível, né? Não vai ser aprovado. E o cliente adora, né? Porque é o velho olhando pra uma embalagem, né? Uma época eu assumi uma fábrica de sabonete. A gente era terceirista, né? Assumi pra dar uma levantada, vender, enfim. E aí uma prática que a gente adotou, né? Vamos dizer, o sabonete tinha todos os tipos, principalmente o mais popular.

Era pegar, ia lançar algum sabonete, alguma coisa. A gente fazia um painel, né? Fazia um painel com as opções que tinha lá de embalagem ou de nome, etc. E aí chamava lá o pessoal da produção, o pessoal da venda, o pessoal do laboratório. Ela chamava todo mundo e falava assim, vamos fazer uma votação. Vai falar o que você achou mais legal e por quê, né? Rapaz, você sabe que não dava outro. Era sempre o que ganhava, era o que o especialista tinha falado, o que a gente tinha, não sei o quê. E era o que mais emplacava mesmo, né? Ou seja, e além do que, acho que tem a ver com desenvolver o comprometimento do colaborador. Porque se ele sente parte do processo, a chance dele engajar é muito maior, né? Hoje, muita gente reclama assim, poxa, é difícil arranjar mão de obra, é difícil reter. Mas também, não escuta, não dá uma oportunidade da pessoa. Realmente, esse é o colaborador, né?

Fica mais difícil. É, temos três coisas que eu preciso falar agora, para não perder o gancho, a gente pode até seguir depois. Primeira coisa, assim, apesar de eu não gostar de alguma coisa, tem alguns pilares numa embalagem, ou em comunicação de modo geral, qualquer comunicação de modo geral, que não podem ser perdidas. Por exemplo, legibilidade. Não dá para fazer uma embalagem, não dá para ler o nome direito, sabe? Que é uma fonte muito estranha. Por exemplo, eu mesmo, eu tenho muita raiva de shampoo e condicionador, que a embalagem é mesmo, só está escrito pequenininho. Shampoo, parece que você tem vergonha, quer dizer, aí você está tomando banho, sacou olho cheio, já meio saboado ali, e eu que preciso usar óculos, eu não enxergo se é shampoo, se é condicionador, está muito pequenininho. Então, pô, devia estar maior, né? Devia, ok. Então, legibilidade, clareza das informações, ela não pode estar tão confusa, por mais moderno e… Só que lá, algumas coisas você tem que preservar para que a informação transmita. Segundo, ele comentou da sandália que passou na Nutella, e a embalagem também é fortemente influenciada pela moda.

E a moda, graças a Deus, muda de tempos em tempos. Eu tenho embalagem minha, que eu olho hoje, que eu fiz assim há cinco anos atrás, e eu falo, gente do céu, como é que eu pude fazer isso? Mas na época era bonito, na época era moderna, era atual, contemporâneo. E hoje eu olho algumas coisas, e você tem que estar muito atento. Um dos trabalhos do designer, vamos ser do artista, porque o que que é, os caras que trabalham com moda, o que que eles fazem? Eles não inventam moda, eles percebem, porque tem os olheiros que ficam andando na rua, e ficam vendo assim, olha, eu vi uma mulher com cachecol laranja. Ela vê uma segunda, vê uma terceira, vê uma quarta, e fala, isso é uma tendência. Eles não criam uma tendência, eles pegam a tendência que está acontecendo na rua, e levam para o destino de moda, entendeu? Põe na loja, isso é o contrário. Isso acontece com embalagem também. Você olha assim, ai, que nem agora. Por exemplo, tem quebra-cabeça que o cara está fazendo imagem de quebra-cabeça criada em inteligência artificial.

Então, parece que a inteligência artificial é uma ferramenta que deixa as coisas mais modernas. Olha, isso que foi criado com inteligência artificial. Aí tem a galera que não gosta, mas tem a galera que gosta, né? Então, o que defende, o que ataca, né? Então, as tendências de moda que estão acontecendo, a gente tem que estar de olho todo dia. O que faz com que as embalagens tenham que ser renovadas de tempo em tempo. Por isso que é uma boa área de trabalho. São raras as embalagens que ficam eternamente, se viram clássicos, assim, né? Ficam eternamente. Então, de tempos em tempos, ela tem que mexer. E quando mexe, ela já começa a vender de novo. Ela já sobe, a curva de venda já sobe. O que faz com que o meu trabalho fique praticamente de graça. Então, toda vez que a gente mexe numa embalagem que já está em linha. Ah, mas vai ter que mexer? Mexe, mexe um pouquinho. Aí mexeu na embalagem, deu um refresh nela, trocou, deixou a cor mais viva, pegou uma cor… Tem muita coisa. Hoje que pega aquele degradê que está no Instagram, sabe aquele que vai do laranja para o coxo. Um degradê que já está até enjoando, de tanto que o pessoal está usando.

Mas na hora que começou o Instagram, começou a emplacar, muita gente seguiu esse degradê, colocou nas embalagens e você fala, nossa, que lindo. Lembra daquela piada lá do agora e sabor limão, né? Sempre tem. Agora é, agora é sabor limão. Até, quem tem um pouquinho mais, está atento a isso, esse sabor limão virou twister, depois que a Pepsi. E aí você fala, twister, ah, é, twist, Pepsi, twist é sabor limão. Qualquer coisa que você pôs twist e virava sabor limão, né? E a última coisa que, a terceira coisa que a gente não pode perder o gancho aí é sobre liderança, né? Que eu acho que a parte do empreendedorismo, que é uma das mais complicadas, é liderança. Porque você tem equipe que te ajude. Porque tem, eu vi nas pequenas empresas, grandes negócios, uns anos atrás, que acho que, eu vou chutar um número, vai, mas era um número alto. Vamos supor, 80%. 80%, não posso provar que é porque, não lembro, mas em torno de 80% das empresas que fecham no primeiro ano de vida é por causa de colaborador, por causa de equipe.

Porque você fala assim, ah, você vai escutar a sua tia, você abriu uma empresa, meu filho, não vai, a empresa, né, super empreendedora, vai, qual a menina só para atender telefone? Ah, tem telefone mal atendido e o pessoal não liga mais, entendeu? Morre aí, né? É, você coloca uma pessoa despreparada para atender o telefone, para atender o cliente seu, é, é bem provável que você vai perder ele, né? O Paulo falou sobre contratar, né, e ter equipe, e o que que eu fiz? O que que aconteceu comigo? Eu contratei pessoas, eu contratei, eu entrevistei, contratei e depois eu te mandei embora. Porque não eram pessoas preparadas. Então, eu percebi que eu não tenho perfil para contratação, para entender, aí eu contrato, agora eu tenho uma empresa que contrata para mim, né? Não é que ela contrata, aí eu faço uma seleção de portfólios e tal, e passa por uma entrevista com uma profissional de RH e ela já conhece o meu perfil, ela fala, essa pessoa vai funcionar, essa aqui sem chance, Renato, essa aqui não dá para trabalhar com você não, por causa de alguns aspectos que eu já coloco. E as últimas três contratações caíram assim perfeitamente com o valor.

Então, é outro tipo de investimento que não é caro e traz muito benefício. E, na verdade, quando você tem que mandar embora, você contratou mal, né? Muitas vezes. É verdade. Ô, Renatão, vamos aproveitar aqui e vamos explorar você mais um pouquinho, né? Vamos dizer que eu estou ouvindo o podcast Empreendedorismo Raiz. Eu tenho um comércio. Aí eu falo assim, tá, legal. Legal, a gente está falando de embalagem até agora, mas eu não produzo nada. Porém, eu tenho embalagem lá no meu comércio. Caramba, que dica que o Renato Graco daria para mim, para eu ser lembrado, para a minha embalagem no meu comércio fazer a diferença? O que que seria bacana para eu ter lá? Eu não entendi direito. Você tem embalagem, você não tem um produto próprio, mas você tem embalagem onde você coloca as coisas que você tem de outras marcas. Isso, vamos dizer que eu tenha lá um comércio e eu tenho coisas de outras marcas e eu quero

ter uma embalagem que eu seja lembrado, que a pessoa leve para casa e fale, poxa, eu comprei nessa loja, utilizo aquela embalagem às vezes até para dar de presente. Como é que eu aproveito isso, faço investimento que já seja útil nesse sentido, que sirva como um marketing do meu negócio? Não, beleza, vamos lá. Em primeiro lugar, quando a gente fala em embalagem, a embalagem já é uma manifestação do seu branding, ela é uma das manifestações do seu branding. Você tem que ter, se você vai numa feira, você tem que ter um stand, você tem tom de voz, como é que você atua, como é que você atende, né? Não sei se vocês já ligaram, tiveram algum problema com o Apple e ligou no atendimento da Apple. Não, os caras são super simpáticos, são super preparados, eles não te deixam na mão. Ok. Tem uma outra empresa que chama Lola Cosméticos, não sei se vocês já viram falar, acredito que não, mas essa Lola Cosméticos criou uma linha de cosméticos muito específica e eles são muito divertidos, muito divertidos, assim, tanto que eles começaram a ser copiados

depois de um tempo. E eu, que não sou consumidor dessa linha de produtos, né, que é coisa pra cabelo feminino, eu entrei no Instagram e Facebook e fiquei perguntando como se eu fosse, pra ver como é que eles respondem. Eles são sensacionais, inteligentes, divertidos. Me conta, amigo, o que você tá precisando? Eu falo, ah, eu tenho cabelo branco, eu quero que escuro. Ah, infelizmente a gente não faz milagre, né? Esse tipo de coisa. E eu entrei e fui falando, conversando e fui super bem atendido, foi muito legal. Então, é um aspecto muito bacana. Então, o que que acontece? Você tem um branding, você tem um propósito, né, como atender, como fazer, como gerar uma experiência, né, para o cliente. Em específico de embalagem, vou dar um exemplo de uma coisa que eu fiz. Eu atendi uma loja de roupa para criança, roupa infantil. Então, em boa parte das vendas, é pra, ah, levar meu filho pra comprar, tá precisando de uma camisa e tal, mas boa parte das vendas era pra dar de presente, pra dar presentear

pra aniversário. E me diz que criança que gosta de ganhar roupa, uma ou outra, né? Que criança gosta de ganhar roupa no aniversário. Poucas, né? Então, a gente ficou, eu falei, posso dar uma sugestão pra você? Eu criei três sacolas de três tamanhos diferentes, quer dizer, o corte é o mesmo, né? É uma sacolinha que fica base triangular e sobe, assim, bem comum, né, hoje em dia. Na verdade, não é que eu criei, eu pesquisei e achei por aí um negócio, fiz a adaptação para os três tamanhos que ela precisava, porque ela, às vezes, só uma camiseta, aí outra ela colocava uma calça, uma camisa, outra ela colocava uma calça, camisa, um sapato, mas uma blusa, vamos dizer assim, três tamanhos. E nessas três embalagens, na frente tinha o logotipo dela, com a cor bonitinha, e atrás tinha um negócio para recortar com tesoura, aí fazia um origami, ou tinha um tabuleirinho para brincar de, ou tinha umas cartelinhas para recortar, então a gente fez alguns modelos, porque a criança ganhava a camisa, mas a embalagem era um brinquedinho, entendeu? Era um joguinho, era alguma coisa que ela poderia se divertir para não ficar só com aspecto, e vai ver uma roupa, não, tem uma roupa da loja tal que tem uma embalagem que dá

para virar uma girafinha, sabe? Recortava, tinha o pontilhadinho, sabe aquele negócio? Aí corta com a tesoura, dobra, dobra, dobra e fazia uns bichinhos, então se você tiver a, vamos dizer assim, um mínimo de criatividade, não tem, não trata uma agência, vai atrás porque sempre tem um jeitinho de agregar coisas. E muitas vezes tem algum produto que você vende sem embalagem, talvez a granel, e a hora que você coloca uma embalagem, mesmo um negócio pequeno, Paulo, eu até passei um exemplo para o Renato um tempo atrás, de um açougue aqui perto de casa, um açougue grande, então lá tinha aquele, a área ali de disposição, o refrigerador com disposição, e tinha algumas coisas lá de hambúrguer, né, que vende de marcas, né, tipo Vessa, o Seara, Sadia, essas coisas, e o cara tinha lá dentro dali um monte de hambúrguer que ele fazia, né, que vendia também, que ele montava ali os hambúrgueres e vendia meio

que a granel, né, aqueles hamburguinho ali que você pede ali também, um preço bem diferente. O cara fez uma embalagem para esses hambúrgueres, com a marca do açougue dele, e colocou lá junto com as marcas premiadas, só que o custo é bem diferente, né, já que ele não paga royalties, e outra, o pessoal vê que ele coloca ali data feito hoje, né, então todos os dias de manhã ele faz ali alguns hambúrgueres, né, e já sabe quantos que vão vender, no final de semana vende mais, enfim, ele coloca ali os hamburguinhos dele na caixinha e põe ali junto, vende tudo. Você quer ver um exemplo, não sei se, qual que é a abrangência do podcast, mas por exemplo, é Swift, marca Swift. Se eu falasse Swift há uns, sei lá, uns 10 anos atrás, você ia lembrar de uma latinha de apresuntado redonda, é isso? Assim, espanto, espanto. No máximo, você ia lembrar disso e de uma feijoada, alguma coisinha lá, não é isso? O que que é a Swift hoje, que está sendo, a sadia teve que correr atrás e abrir loja,

mercado para combater, né? Porque a Swift, o que que ela fez? Ela pegou todo o material dela, fez uma embalagem laranja, né, nem é, vai genial, você fala assim, nossa, genial, mas ela tomou conta de uma cor e ela tomou, vamos dizer assim, qual que é o produto dela efetivamente? É o modo que ela vende. Ela criou uma loja específica que tem as coisas congeladas e é congelado, se você parar para olhar, porque eu fui fazer análise, né, eu não aguento, né, porque hoje eu não como carne, mas eles vendem várias coisas lá que não é só carne, né, tem prato, e também os filhos comem, então eu compro para casa, ok, né? Mas tem uma placa que está escrito assim, olha, aqui é congelado, mas não é que o boi foi para o abatedouro, foi para o mercado, foi para a cera, você comprou, levou para sua casa e congelou. Ele foi congelado logo após o abate, portanto, preserva, está mais que bem preservado do que a sua carne congelada na sua casa, entendeu? Então, está uma placa explicando isso e você fala assim, pô, quem pensou em falar isso? Quem pensou em escrever essa placa para te acordar que o congelado dele é congelado

instantâneo, logo depois do abate está congelado, né? Então, ela não passou pelo caminhão, ninguém pôs a mão, quer dizer, deve ter posto, mas eu não sei o quanto que isso é verdade, mas… Processo. É, tem um processo de congelamento já quase instantâneo que garante proteína, as coisas que estão na carne, que pode ter se perdido, né, durante que matou e ele começa a apodrecer, né, não tem o que fazer, né? Ah, andou, foi com açougue, o cara pôs a mão, passou a faca, ok, né? Mas não, o dedo já está congelado de antes. E a embalagem, se é uma embalagem genial, você fala assim, pegar as embalagens são geniais? Não, está laranja escrito, bem escrito, sabe o que é, está separado, mas assim, é o processo de venda, a embalagem foi muito importante no sentido, inclusive, de preservar por fatia, né? Ah, eu moro sozinho, eu não quero comprar a peça. Eu quero comprar duas, três fatias, ah, está lá, separado por porções, né? E ao trabalhar diretamente com congelados, né, gente que mexe um pouquinho, eu já mexi com açougue também, que fez consultoria comigo, você não tem um perto e o perecível,

porque o que está congelado ali, você tem um prazo de venda muito maior do que se fosse in natura. Perfeito. Então, ele consegue administrar o estoque dele de uma forma bem mais racional e não ter perda, né? E como ele tem várias lojas, então vai vender, né? E aí ele acerta preço, acerta como vai fazer, a coisa anda. Uma fórmula de operação mesmo, que leva em consideração essa disponibilidade de tempo maior do produto, que entra na equação e torna ela bem interessante. É, porque efetivamente uma fatia de alcatra tem em qualquer lugar, só que eles fizeram um jeito dessa fatia de alcatra chegar de tal modo na sua mão que tem, tipo, gôndolas da Swift dentro de mercados, né? Assim, sei lá, dentro do Bonde do Super tem um canto só da Swift ali, né? Tem umas geladeiras específicas que você consegue enxergar melhor, tá mais… Tudo isso, eu, olha, eu diria que isso é um processo de venda, vamos dizer assim,

tá dentro do quesito embalagem, né? Tá dentro do quesito embalagem. Eu ouvi há um tempo, assim, há um bom tempo atrás, né? O quesito da Apple, quando eles falam do… Como é a escolha dos… Tudo que vai ser utilizado, tudo que vai ser colocado no brand da Apple, tudo que você vai encostar a mão, tudo que você vai tocar, tem toda uma textura, tem todo um encaixe, tem todo um negócio diferenciado pra agregar valor. Como é que a gente faz isso aí no nosso produto? Como é que a gente transforma? Como é que a gente leva isso em consideração? O que a gente tem que pedir pro designer pra gente agregar valor quando a gente vai pedir pra um designer desenvolver uma embalagem pra gente? Boa pergunta, né? É que tipo de sensação você quer, nesse caso, né? Porque no caso da Apple, tudo é muito tecnológico e muito brilhante, né? Aquela… O touchscreen, aquele… A tela da Apple, a embalagem, ela é muito brilhante,

ela é toda branquinha, você vai desmontando e tá super bem encaixado, é um negócio encantador. Aliás, aproveito pra fazer um parênteses aqui, tem um fenômeno na internet que chama unboxing, não sei se vocês já viram. Então, o que que é? Tirar da caixa. Tem… Começou uns anos atrás e tinham dois caras nos Estados Unidos que eles começaram a ficar muito… O canal desse ficou estourou. Eles comprava qualquer tipo de coisa, qualquer coisa, desde bala, carro… Carro não, né? Que não é embalagem. Qualquer coisa que era embalada e eles filmavam abrindo a embalagem. Só isso. Tirar, olha, tem um fone de ouvido, tem isso aqui lá, a hora que você abre. E quando você vai comprar alguma coisa hoje, você procura um unboxing dessa coisa pra ver se você ouviu certo, né? E já é uma garantia. E aí tem… Esse negócio pegou de tal maneira, porque assim, é como se você fosse tirando em fases e aquela ansiedade que a pessoa tem e alguém descobriu isso, que essa ansiedade de ir tirando pedaço por pedaço, ela cria uma satisfação tão legal que criaram, não sei se vocês tiveram contato,

com a LOL Surprise, não sei se vocês já viram se tem alguma menina com vocês. O que que acontece? Se alguém tem uma… É, é uma boneca que ela veio dentro de uma… Primeiramente, dentro de uma bola. A boneca, efetivamente, ela deve ter dois centímetros de altura. Então, a boneca pronta, inteira, ela tem dois centímetros. É menor que um Lego, que um Playmobil, pequenininha. Só que o produto era desembalar, porque ela veio com várias camadas. Você rasgava a primeira camada, você tinha acesso a um card. Aí você rasgava a segunda, tinha a roupinha. Aí você rasgava a terceira parte, você tinha acesso até chegar onde estava a boneca. E eles fizeram isso com as crianças, coitado. É criminoso. É explorar a cidade. E aí tem unboxing de LOL Surprise. Isso investeou no mundo todo. E você pagou… Pais aqui que estão vão estar escutando a gente, pagou 800 reais numa boneca de dois centímetros. Vamos dizer assim. Ou um pouquinho maior, né?

Um negócio desse jeito. E acabava, né? Isso já vinha no Kinder Ovo, já, né? Lembra a história do Kinder Ovo? Você comprava, você não sabia o que tinha dentro. Bom, Kinder Ovo é… Não, Kinder Ovo eu fico brincando que isso foi um problema de marketing. Alguém de marketing vendeu o problema, né? Vamos dizer assim. Alguém falou assim. Mano, a gente tem milhares de caixas, milhares de bonecos. Como é que a gente vai pôr nome de um por um? Vai ser fazer embalagem pra tudo? Aí alguém inventou assim. Não, não vamos pôr nome. Mas vai pôr nome, a pessoa vai fazer o quê? Vamos vender a surpresa. Vamos vender. Provavelmente foi assim, entendeu? A gente vende. Vamos vender o defeito. Que é esse, né? E aí virou o sucesso. Mas certamente alguém de marketing que tava lá, que fez artes, entendeu? Que o pai queria que fosse… Arte de dinheiro, mecânico. E o cara falou, não, vamos vender o defeito. Foi aí pra vender. Vamos falar que estão vendendo uma surpresa. Três em um. Em vez de gastar dinheiro separando as embalagens, deixou a embalagem só pra um lote de produtos e vendeu a surpresa. Então, eu imagino isso. Eu não tava lá, obviamente.

Mas eu brinco com isso. Porque eu acho muito engraçado, né? Muito engraçado. Mas assim, você tem que pedir pro… Ai, tipo… Ó, vou contar um negócio curioso aqui também. O que eu fiz? Eu fiz… Eu tenho um cliente que ele faz contabilidade. E ele é muito criterioso e muito investigativo, vamos dizer assim, né? Então, no logotipo dele tem uma lupa. Tem uma lupa. É o contabilidade que tem uma lupa. Que ele diz que ele caça todos os problemas, todas as vírgulas, centavos, que não passa nada. Ele é muito Sherlock Holmes, aquele negócio, né? Ok, né? E eu tava aqui, eu tinha feito material pra ele e tal. Coisas, né? Coisas que ele tinha pedido. Uma pasta, um folheto e tal, tal. E era setembro, não, agosto. Mas eu falei, putz, você quer saber? Ele vai precisar de um material de fim de ano. Eu vou fazer um brinde de fim de ano pra ele dar pros clientes dele. Mas eu vou fazer, não vou falar nada. Eu vou ter uma reunião com ele daqui uma semana. E eu bolei, eu bolei um presente pro fim de ano, né? Por atividade, né? Falei assim, o que que eu fiz? Eu comprei no Wish, num desses aí, no Mercado Olímpico, eu comprei baratíssimo.

Eu comprei uma lupa. Uma lupa pequenininha, uns 10 centímetros, né? Comprei uma lupa. O que que eu fiz? Aí eu fiz uma caixa, bolei uma caixinha, coloquei a lupa e fiz uma mini carta. Fiz um mini envelope. A carta inteira tinha, sei lá, 5 centímetros. 2 por 5 centímetros. Tava dentro de um envelopinho. E aí, o que que é? A caixa, a pessoa tirava, ganhava a lupa, né? Que tinha a ver com o logotipo dele. E tinha uma cartinha. E aí, quando ele abria a cartinha, com a lupa ele ia. Sensacional. Olha, obrigado, mais um ano. Tinha um tessinho, ok? Muito bem. Aí eu marquei a reunião, porque ela já tava marcada. Pô, vou aí. É terça-feira? Tá, beleza, beleza. Aí fiz aqui, mas tava na correria. E eu cortei a caixa, bom? E eu pensei, pô, o logotipo dele é azul, é MG. Imaginei aquela caixa linda, cheia de coisa e tal. Mas não deu tempo. Porque aconteceu um imprevisto e tal. Eu levei a caixa em branco. Mas eu explico pra ele, depois eu faço uma arte, né? Levei pra ele, mostrei, ele encantou. Ele falou, sensacional. Mas sabe o que eu mais gostei, Renato?

Que é a caixa em branco, parece da Apple. Olha que bacana. Ah, tal. Eu falei, por exemplo, eu pensei em tudo, né? Eu pensei, porra, eu tô à frente do meu tempo e tal. Então, o que você menos espera… Você já contou isso pra ele, Renato? Porque vai que ele escuta aí. Renato me enrolou. Não, eu contei. Não, eu contei na hora. Eu contei na hora. Eu já falei isso. Júlio, meu. Putz, eu te bolei o mar. Eu bolei o mar, no tempo de imprimir. Que eu te deu trabalho, porque eu cortei na mão, né? Cortei com estilete e tal. Falei, deu muito trabalho. Não ia dar tempo de fazer. Eu trouxe essa mesa pra te mostrar. Mas a ideia não era ser branco. Não, não. Mas ficou linda, Brant. Tá ótimo. Que bacana. Então, é esse tipo de coisa, né? Esse tipo de coisa acontece. Caramba, Renato. Olha, eu vou te falar uma coisa. Tem um comportamento empreendedor que fala o seguinte. Que o empreendedor, em busca de informações, ele consulta especialistas, né? Pra obter assessoria técnica ou comercial.

Então, assim, olha a importância de pegar um profissional gabaritado. Pegar um profissional realmente da área, né? Como a gente investe num primeiro momento. Mas como rende, como dá resultado, como tem possibilidades de retorno em investir num especialista, né? Cada vez mais eu me convenço de que é o investimento melhor feito pegar um especialista pro que vai ser desenvolvido, né? O que você tá trazendo de dica importante? Eu já tô me vendo aqui numa próxima ocasião pegando, já te contratando. Renato, como é que funciona aí? Quero saber mais sobre a Octaedro pra poder te contratar. Porque olha quanta coisa. Imagina que seu homem aí não deve ter de bagagem em embalagens e design, né? A gente vai tentando. Deixa eu te…

Essa história de eu ter oferecido o negócio pro cara é baseada numa… Uma coisa que eu contei já em outra… Bom, mas é assim, ó… Pensa aí, ô Ricardo Paulo. Fala, ô você que tá ouvindo aí, né? Pensa qual foi a comida mais gostosa que você já comeu na vida. Pensa. Pensa a mais gostosa. Eu vou te falar qual que é a comida mais gostosa que existe. A mais gostosa que existe. Aquele dia que você faz assim… Você trabalhou o dia inteiro, você teve mudança. Você não conseguiu fazer nada. Você correu o dia inteiro. Choveu, seu carro quebrou. Aconteceu aquele monte de coisa. Aí você chega na casa ou sua de alguém e a pessoa fala assim… Fiquei sabendo que você não teve tempo, acho que nem de almoçar. Então preparei um pão com ovo aqui pra você. Esse pão com ovo é a comida mais gostosa. Porque alguém se antecipou e percebeu que você não teve tempo de comer e preparou qualquer coisa. Não importa. Ó, fiz um café e um pão com ovo. E eu vou te falar que esse pão com ovo é o mais gostoso que eu já comi. Entendeu? Então a gente fica falando assim… Ai, precisamos consertar ou ver a dor do cliente.

Bom, e se você antecipar a dor? Pô, o que o cara vai passar? Vai ter uma feira daqui? Vamos adiantar? Pô, atenção. Eu faço isso com meus clientes. Eu tento fazer isso com meus clientes, né? Eu tipo… Porque eu quero que ele se dê bem, né? O meu intuito é que ele cresça e me contrate sempre, né? Me contrate sempre. Então, não adianta você oferecer um banquete pro cara que já não tá com fome. Mas se você oferecer um pão com ovo na hora certa, ô, quem é isso? Isso faz muito sentido, Renato. E a gente, assim, a gente tá mais tempo aí ajudando o empreendedor, né? Então, por exemplo, a gente tá fazendo um trabalho junto lá e fala, bom, agora é o carnaval, né? O carnaval é daqui a uma semana. Se você pensa no carnaval há um mês e meio antes, e você fala, bom, vai ter o carnaval. Tem muita gente que, olha, o carnaval é um saco, a gente não vende. Fala, cara, o que precisa no carnaval? O que vai no carnaval? Então, por exemplo, uma empresa que faz personalização de camisetas.

Cara, quantos blocos… E a grande vantagem dele é que ele consegue fazer quantidades baixas, né? Ele tem um maquinário que permite a ele fazer de uma a cem unidades, a mil, né? Então, mesmo uma ele consegue fazer. Falei, cara, quantos abadás de empresa aí não dá pra fazer camiseta de bloco, disso, daquilo? Que é uma oportunidade, né? Que é agora, aí acabou o carnaval, e o que que vem? Vem volta às aulas. Aí acabou a volta às aulas, o que que vem? Ah, daqui a pouco tem dia das mães, tem páscoa, né? É carnaval, volta às aulas, páscoa, dia das mães, dia dos namorados. Então, isso, pessoal, porque a gente tá falando das datas que são pra todos. Aí, quando você olha pro seu cliente e fala, bom, você é uma empresa de serviço automotivo. Tá bom, pessoal, agora o pessoal vai sair de férias. Que tal oferecer agora a revisão pré-férias, antes das férias, né? Isso eu já tô falando no passado. Mas, assim, é sempre olhar pro seu cliente o que que ele precisa antes dele precisar, né?

Isso serve pra qualquer negócio. Se eu tiver, eu não tenho, mas se eu tivesse um cliente de ar-condicionado hoje, o carnaval tá aí, eu já mandaria fazer um leque. Sabe, pro carnaval você, do nada, vem um pedaço de papel que é o leque, vem se refrescar com a gente, aí dá um leque porque vai tá calor, sabe essas coisas? Às vezes eu vou ficar numa cidade muito quente, na Baixada Santista e tal, faz um leque pra você andar por aí, pra o pessoal se abanar, né? Porque tá calor. Por exemplo, quanto custa um pedaço de papel um leque? Nada, né? É, fazer mil unidades, aí, manda pro pessoal e lembra de mim. Nada, nada. Ah, diz, ó, isso, isso, aí distribui lá numa região, tal, que tá muito quente, né? Cara, isso aí, se antecipar, se você tem um cliente que você quer manter ele, se o cara perceber que você é parceiro dele, que você não… Ah, pô, eu tenho que ligar pro Renato dez vezes pro cara me atender, porque a gente tem muito disso, né? Ah, eu sou artista, né? Ah, eu sou artista, eu tenho que ser incomunicável. E não é, você tem que ter, eu tenho uma pessoa aqui só pra atender, né?

Porque realmente, às vezes, eu tô com muito serviço, não atendo, mas tem uma pessoa pra atender e a gente divide isso. E, se eu antecipar, é melhor pra mim. Eu não preciso esperar o cara, na véspera do carnaval, me pedir uma coisa de urgência. Pô, vai ter o carnaval, como é que eu posso me antecipar isso, né? Ah, o cara vai ter um brinde pro Dia das Mães pros funcionários dele. Pô, vamos fazer antes, né? O que que eu posso fazer? O que que eu posso oferecer já agora pro Dia das Mães, né? Pô, o que que eu posso oferecer de brinde pro Dia das Crianças de Outubro? Sim. Tá aí, vai chegar uma hora ou outra, né? Você tem uma empresa que você atende e tem, sei lá, mil funcionários, tem pelo menos, sei lá, 500 crianças, filhas, né? Ah, no mínimo, sei lá. E aí você fala assim, pô, o que que eu posso… Você não precisa ligar aí e oferecer, você fica com isso na cabeça. Fica com isso na cabeça, eu anoto aqui, né? E, de repente, aparece na minha frente. Olha isso aqui, gente, olha, dá certinho, hein? Oportunidade. Puxa, meu. Aí eu aguardo, preparo e mando um PowerPoint, falo, oi, tu nem tava pensando aqui, meu Deus

querido, ó, que tal eu fazer isso aqui? Deu ok, né? E vamos tentando, vamos tentando. Às vezes fecha, às vezes não fecha. Muito bom. E o nome da característica de compreendor e empreendedor é busca de oportunidade e iniciativa. Mas se a gente for ver, tem mais aspectos que o empreendedor faz ligado à iniciativa do que a própria oportunidade, né? E isso é uma pegada que é uma baita dica pro empreendedor, né? Essa se antecipar necessidade do cliente e atender também o cliente, tem a ver com qualidade, né? Com uma embalagem bacana e que a gente fique sendo lembrado por muito tempo, o que tem a ver com persuasão e rede de contatos. Caramba, hein, Renato? Nossa, dá pra gente ficar conversando horas aqui, viu? Você é um papo bom demais, hein? Muito legal. Dá pra você voltar mais vezes aqui pro nosso podcast, hein, meu amigo? Só chamar. Só chamar quem tá lá. Renatão, passa os seus contatos de Insta, como que, quem quiser, ah, eu quero fazer uma embalagem com octaedro. Bom, primeiro tu já tem o site, né, o nome de vocês.

Passa uns alguns dados, pessoal. Olha, deixa eu falar o que é um octaedro, pessoal. Eu comecei octaedro, eu estava empregado, eu estava empregado ainda e eu vi uma oportunidade de fazer frio lá. Ah, faço frio. Mas não vai fazer frio lá. Falei, deixa eu estruturar. Eu já criei o site, criei marca, criei várias coisas e eu estava empregado ainda. Aí quando teve uma mudança na empresa que eu vi a oportunidade de sair, eu já tinha cliente, já tinha um histórico, já tinha um portfólio. E se tem uma coisa importante, importante que a pessoa tem que fazer e tem que estar atualizado diariamente, é um portfólio. Se você não tem um portfólio dos trabalhos que você fez, de quando você começou, não importa, até hoje, comece a fazer agora. Ah, eu presto serviço. Anota o serviço que você fez, tira uma foto com o cliente e fala assim, olha, isso aqui é um portfólio. Eu tenho um portfólio de trabalho. Isso você tem que ter. Porque na hora que aparece um cliente maior, um pouquinho maior, um pouquinho maior, você

tem uma bagagem para apresentar. Não adianta sair caçando foto antiga. Tem que fazer, tem que tirar a foto, tem que tirar uma imagem, tem que fotografar a tela. Tem que ir guardando numa pasta para você ter um PowerPoint, mais simples que seja, um PowerPoint. Tem que estar lá. Ótima dica. É, esse eu com certeza. Com certeza. E aí, Octaedro, eu fiquei procurando um nome de uma… Porque para começar, hoje em dia, achar nome é muito difícil, porque já está tudo ocupado. Ah, já está ocupado. Ah, dois, três, qualquer coisa que você vai dar, parece que já tem, né? Inclusive, tem empresas com nomes muito parecidos. Octaedro é o nome de um sólido platônico. Então, Platão ficou… Acho que foi Platão porque chamava platônico, mas provavelmente Platão ficou… Ficou procurando… Ficou procurando formas perfeitas. O hexaedro, que é o famoso cubo, é um bom exemplo. Ele tem seis lados iguais, seis arestas iguais e todos os ângulos iguais. Então, quando você acha uma forma que tem essas características, lados iguais, arestas

iguais e ângulos iguais, ele é chamado de platônico. Então, tem… Acho que cinco. Tem o tetraedro, o hexaedro, o octaedro, que são oito lados. São duas pirâmides, uma em cima da outra, que parece um diamante, assim, mais ou menos. O dodecaedro e icosaedro, que é com 20 lados. E dizem que existem computadores que estão há anos fazendo conta para ver se acha um assim, que há um milhão de lados. Sabe o quê? Foi vindo, né? Tentaram com 25, 30, 40, 50, e aí ele não vai achando e tem um computador pensando nisso em algum lugar do mundo. Ver se acha mais um sódio platônico. Então, eu escolhi o octaedro por conta do oito, né? Que é um número, acho, mágico, assim, de infinito. E são duas pirâmides, uma em cima da outra. E o meu logo, tipo, parece assim, né? Tem um diamantezinho, né? Que é meio prateado, que eu acho que transmite valor, né? É por causa disso. Então, e eu escrevi com K, por causa que já tinha coisa escrita. Então, começa com OK, com uma coisa positiva. Então, o meu site é http://www.oktaedro.com.br. Mas você pode me achar no Instagram.

Infelizmente, meu Instagram do octaedro foi hackeado e eu estou tentando recuperar via judicial. Mas eu vou ter que inventar um octaedro oficial daqui a pouco. Mas você pode me achar hoje pelo arroba Renato Craco. E aí tem um desenho meu, porque eu estou ficando velho e eu resolvi fazer um desenho meu que não envelhece. Você deu uma boa ideia. Maravilha, meu amigo. Você deu uma boa ideia, Renato, porque a gente está agora no segundo episódio do empreendedorismo raiz. E você descreveu aí o octaedro. Acho que caberia, Paulo, a gente falar um pouquinho do empreendedorismo raiz, né? A ideia aqui é trazer para vocês, como nós fizemos hoje, né? Na semana anterior foi com o Paulo Eustáquio, que foi muito bom. Agora com o Renato é sempre trazer empreendedores, pessoas do segmento de consultoria, de desenvolvimento, de ciência, que seja, que possa, liderança, né? Que possa ajudar a tomar decisões, a aprender, a buscar conhecimento, trazer novidades para quem está aí tocando uma empresa, pensando em fazer empresa.

Hoje, o ideal, muitas vezes, que já tenha empresa e está ali lidando no dia a dia com aquela posição, muitas vezes, solitária, né? Do empresário que está ali, que tem que pagar as contas, tem que crescer. Então, a ideia é, nessa conversa aqui, gerar insights, né? Essa palavra insights, né? Gerar ideias. Sim. Gerar conteúdo para que essas pessoas possam pensar no desenvolvimento delas, né? Esse é o nosso intuito aqui no empreendedorismo raiz, né? O que o Renato trouxe aqui para a gente hoje foi, assim, muito rico. Obrigado mesmo, Renato. Foi, assim… Muito legal. Adorei participar. Muito legal. Espero, de coração, estar ajudando alguém em algum lugar do mundo aí que está escutando. Tenho a certeza que ajudou demais, cara. E, assim, a minha percepção muito próxima do meu amigo Ricardo Pezati, e a ideia é essa mesmo, né?

Que o empreendedor consiga ter insights aí, ter ideias. Às vezes, uma frase faz a gente pensar durante um bom tempo e faz agregar no negócio. Você fala assim, cara, você tem que ter o seu portfólio. Às vezes, a pessoa está fazendo um monte de coisa e não tem aquilo, né? E todas essas outras coisas que você trouxe. Então, a ideia é essa. Mais resultado com mais qualidade de vida, né? Somou demais. Obrigado, viu, Renato? Você vai ser convidado de novo para voltar, para trazer mais coisas, falar mais sobre design, mais sobre como é que a gente deixa uma loja mais bacana, mais atrativa, uma marca mais atrativa. Tem muito assunto para você trazer de dica ainda para a gente em outros momentos, né, Renato? Obrigado de novo aí. Tem vários clientes que a gente nem passou por ele, né? De coisa incontentíssima para falar que a gente nem citou. Deixa para lá, tá bom? Deixa para o próximo. Empreendedorismo Raiz Podcast

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Nota editorial: percentuais e afirmações sobre saúde, impacto ambiental, produtos e empresas são falas dos participantes. A análise organiza os argumentos da conversa; não constitui verificação independente desses dados.