Episódio 5 · Propósito e adaptação

O objetivo permanece. O caminho pode mudar.

Thais Okamoto mostra como preparação, aprendizagem contínua e clareza de propósito permitem adaptar a rota sem abandonar o que realmente importa.

Thais Okamoto · Espaço Gourmet 52 min
5

Convidada

Thais Okamoto

Chef, administradora e fundadora do Espaço Gourmet, com atuação em gastronomia, formação, consultoria e projetos sociais.

Tese do episódio

Persistir é proteger o propósito, não repetir o plano.

O quinto episódio conecta qualificação, relações, disciplina e responsabilidade. Thais mostra que resultados visíveis são frequentemente a colheita de anos de preparação, escolhas e pequenos aprimoramentos.

A conversa também separa objetivo de tarefa. Quando o significado de uma meta fica claro, o empresário pode abandonar uma forma cara ou incoerente sem desistir do futuro que pretendia construir.

Em 16 momentos

Mapa da conversa

  1. 00:00A primeira convidada e um negócio com muitas frentes
  2. 02:40Formação, hotelaria e o sonho original da pousada
  3. 04:20Pessoas e relações como base da trajetória
  4. 06:30Referências altas e aprendizagem contínua
  5. 09:00Inovação também acontece nos pequenos detalhes
  6. 11:00Qualidade como inconformismo produtivo
  7. 13:00A preparação que costuma receber o nome de sorte
  8. 15:15Um plano de oito anos chegando à colheita
  9. 18:00Família, competência e profissionalismo
  10. 21:30A cultura é formada pelo que se permite
  11. 23:00Responsabilidade ambiental e financeira na rotina
  12. 25:00Ensinando a Pescar e Sopa Amiga
  13. 29:00Mentoria, tempo e o custo do perfeccionismo
  14. 34:30O significado por trás do sonho da pousada
  15. 37:00Persistir no objetivo sem se prender à tarefa
  16. 47:30Equipe autônoma e os próximos capítulos

Análise aprofundada

Sete movimentos para transformar preparo em liberdade.

I

Conhecimento técnico dá independência à liderança

O que aparece na conversa

Thais combina Administração, Hotelaria e Gastronomia. Antes de assumir cada frente, estuda o setor, visita referências, participa de feiras e procura compreender o trabalho na prática.

Leitura

O dono não precisa executar tudo, mas precisa entender o suficiente para formular perguntas, reconhecer qualidade e tomar decisões sem ficar refém de uma única opinião. Autoridade consistente não nasce do cargo. Ela cresce quando visão de negócio e domínio do ofício se encontram.

II

Relacionamentos são reserva operacional

O que aparece na conversa

Família, equipe, fornecedores, instituições e parceiros aparecem como parte decisiva da trajetória. A conversa também relembra como relações previamente construídas ajudaram a atravessar períodos difíceis.

Leitura

Confiança não pode ser improvisada no momento da crise. Ela é acumulada em pagamentos cumpridos, conversas francas, reciprocidade e presença. Esse capital relacional reduz atrito, abre alternativas e dá ao negócio uma rede de apoio que não aparece no balanço, mas influencia sua capacidade de resistir.

III

Inovação é uma sequência de melhorias observáveis

O que aparece na conversa

Ao falar de inovação, Thais cita tecnologia e inteligência artificial, mas também embalagem, atendimento, cardápio digital e pequenas mudanças na experiência. A referência vem de empresas que executam bem e elevam o padrão de comparação.

Leitura

A inovação deixa de ser um grande evento e vira método. Observar, comparar, testar e ajustar cria vantagem cumulativa. Quando o empresário espera apenas uma ideia revolucionária, ignora dezenas de melhorias simples que reduzem desperdício, aumentam conveniência e reforçam a percepção de qualidade.

IV

A sorte encontra quem construiu prontidão

O que aparece na conversa

Bolsas de estudo, idiomas, viagens, cursos e oportunidades profissionais são narrados como resultados de preparação anterior. Mais tarde, um plano de oito anos organiza consultoria, mentoria, produtos, cursos e fortalecimento da marca.

Leitura

Oportunidade e planejamento não são opostos. Quanto maior o repertório acumulado, mais caminhos a pessoa consegue enxergar e aproveitar. O plano de longo prazo não elimina o imprevisto; ele cria direção para que novos convites sejam avaliados pela contribuição ao futuro desejado.

V

Cultura é o padrão que sobrevive à convivência

O que aparece na conversa

A convidada defende critérios profissionais mesmo em relações familiares. Funções, mérito e consequência precisam permanecer claros. A frase central é direta: a cultura é formada por aquilo que a liderança permite acontecer.

Leitura

Valores escritos perdem força quando comportamentos incompatíveis não têm consequência. A exceção recorrente ensina mais do que o discurso oficial. Proteger a cultura exige acordos explícitos, feedback e a coragem de não confundir afeto com ausência de padrão.

VI

Responsabilidade ganha escala quando entra no sistema

O que aparece na conversa

A conversa passa por redução de resíduos, compostagem, uso consciente de água, pagamento em dia e pelos projetos Ensinando a Pescar e Sopa Amiga. O apoio social evolui da ajuda imediata para autonomia, recuperação e prevenção.

Leitura

Impacto consistente combina duas camadas. A primeira reduz danos na própria operação. A segunda usa conhecimento e rede para ampliar possibilidades na comunidade. O avanço mais importante acontece quando a ação deixa de tratar apenas o sintoma e começa a trabalhar sobre independência e causas.

VII

Clareza preserva o propósito e libera a forma

O que aparece na conversa

Ao revisar o antigo sonho de construir uma pousada, Thais percebe o custo financeiro e a perda de liberdade envolvidos. A necessidade profunda era conviver com idiomas, culturas e pessoas de outros lugares, algo que também poderia realizar em eventos, viagens e experiências gastronômicas.

Leitura

Muitas metas são apenas uma embalagem para um desejo mais profundo. Quando a pessoa identifica o significado buscado, surgem rotas mais leves e coerentes. Persistência madura não é repetir a mesma tarefa indefinidamente. É proteger o objetivo enquanto se muda o caminho à luz de novas evidências.

Princípios de consistência

Dez atitudes para crescer sem perder o sentido.

A trajetória combina curiosidade e método. Aprender, planejar, proteger a cultura e rever a forma são práticas complementares de uma empresa que quer durar.

01Estudar antes de liderar
02Construir relações antes da crise
03Usar referências altas
04Melhorar um detalhe por vez
05Planejar em horizontes longos
06Contratar por competência
07Não tolerar o que corrói a cultura
08Conectar lucro e responsabilidade
09Definir sucesso com significado próprio
10Persistir no objetivo e adaptar o caminho

Teste de realidade

Cinco perguntas para rever a rota.

  1. 01Que conhecimento o dono precisa dominar para liderar sem ficar refém de terceiros?
  2. 02Qual relação com equipe, fornecedor ou parceiro precisa ser fortalecida antes da próxima crise?
  3. 03Que pequena melhoria podemos testar nesta semana e medir na experiência do cliente?
  4. 04Que comportamento estamos tolerando e, com isso, ensinando como parte da nossa cultura?
  5. 05Qual é o significado profundo da nossa principal meta e existe uma rota mais coerente para realizá-lo?
“Eu estou colhendo hoje o que comecei a plantar há oito anos.”

Thais Okamoto, aos 17 minutos do episódio

Próximo passo

Quer aplicar isso na sua empresa?

No programa, você define metas e indicadores para a sua empresa e é acompanhado toda semana para colocar o plano em prática.

Próxima turma: 17 de novembro de 2026, na Vila Mariana, São Paulo. 8 vagas.

Transcrição

A conversa completa

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Inaugurando a participação das mulheres no Empreendedorismo Raiz, falamos com a chefe Taís Okamoto, que tem um espaço gastronômico focado em pescados, tem uma peixaria, dá cursos de culinária e ainda tem um projeto social. Seja bem-vindo ao quinto episódio do Empreendedorismo Raiz. Aproveite e ouça também os episódios anteriores. Empreendedorismo Raiz o podcast onde a gente te entende, te entende quando você quer crescer, se desenvolver, ter mais resultados. E hoje vamos trazer aqui uma mulher super poderosa, uma empreendedora

Raiz que vai contar um pouco da vida dela, como é que ela lida com as mídias sociais. Além de empreendedora, ela é chefe. Ricardo Pezati, meu amigo, quem que nós vamos trazer hoje para o programa? Boa noite, pessoal. Hoje nós vamos trazer a Taís Okamoto, de São José dos Campos. E é bem legal, esse é o quinto episódio do Empreendedorismo Raiz. E a Taís é a primeira mulher que está conversando com a gente aqui. Então a gente vai, inclusive, falar de empoderamento feminino. Boa noite, Taís. Seja bem-vinda ao nosso podcast. Boa noite. Boa noite, pessoal. Um prazer estar com vocês. Que honra ser a primeira mulher a ser entrevistada. Um grande prazer mesmo, viu? Eu acho que quanto mais a gente conversar sobre empreendedorismo, colocar conteúdos aí gratuitos para as pessoas poderem acessar, melhor. É verdade. E a ideia, né, Taís, do nosso podcast é isso. Dar dicas a partir da vida dos

empreendedores que vêm aqui. Esse diálogo, ele acaba inspirando, dando ideias, dando possibilidades dos empreendedores empreenderem mais, terem mais resultado com mais qualidade de vida. Verdade. Taís, eu tive a oportunidade de ministrar o Empretec. E você foi uma participante lá em São José dos Campos. Aí você chamou a atenção logo de cara, assim, pela sua performance, pelo seu jeitão, pela sangue nos olhos de empreender. Seria bacana você contar um pouco aí da sua história, né? Porque além de empreendedora, você é chefe. Conta um pouquinho aí como que é essa vida de chefe, dona de restaurante e empreendedora. Conta um pouquinho da sua história, Taís, pra gente. Ah, legal. Vou contar como que eu cheguei até aqui hoje e onde eu quero chegar. Bom, eu sou de São José dos Campos, nasci daqui, mas fui criada em Campinas, pois voltei pra São José e fiz faculdade em São Paulo. Fiz FGV, Administração de Empresas. Depois eu fiz pós-graduação em Administração Hoteleira no Senac de Campos de Verdão.

E foi lá que eu acabei concorrendo a uma bolsa e ganhei pra estudar gastronomia no Instituto Pomboquios em Lyon. E eu sempre falo que isso foi o divisor de águas na minha vida. Desde a faculdade, eu sempre quis ter uma pousada de charme. Esse era o meu sonho. Tanto é que durante a faculdade inteira, todos os trabalhos, todas as apresentações, foi pra fazer o plano de negócios dessa pousada que eu queria ter. Então eu saí da faculdade crente que essa seria a trilha que eu cursaria. Eu saí da faculdade, inclusive, com plano de negócios, com plano financeiro, marketing completo, RH, operacional, tudo certinho pra poder abrir. Por isso que eu comecei a fazer hotelaria no Senac de Campos. Porque eu sempre pensei que o importante é, quando você quer ter um negócio, quando você precisa ser o líder, o dono de algo, você tem que entender bem do que você está falando. Entender bem pra poder liderar, pra poder mandar, pra poder ter colaboradores e você poder gerir aquilo sem ser enganado, sem ser levado pelos outros.

Então ter realmente a competência plena do que você está falando. Nessa época, quando eu fazia administração hoteleira, eu trabalhava em três empresas ao mesmo tempo, que era, eu trabalhava com marketing, marketing e vendas. E isso foi excelente. Uma das empresas que eu trabalhei foi de RH. Então eu vendia treinamentos e também recrutamento e seleção. Isso foi muito bom, porque eu comecei a entender a questão do perfil das pessoas. Isso é importantíssimo, né, Paulo? E é isso, né, porque no final das contas, a gente está lidando com pessoas. Então, enquanto a gente não entende como conversar com essas pessoas, como se fazer entender, como se comunicar, você não chega em lugar nenhum, porque eu acredito que ao longo da minha vida inteira eu tive muito apoio de muita gente. E é por isso que hoje eu estou onde eu estou. Seja em termos de funcionários, de saber conversar, de saber lidar com o funcionário,

em termos de fornecedores. Eu tenho fornecedores maravilhosos que, por exemplo, durante a pandemia, foram essenciais pra que eu pudesse dar a guinada, pra que eu pudesse não falir. Porque é tudo isso, né, as relações que a gente constrói, elas são, não tem que ser superficiais. E esse eu acho que é o maior erro do empreendedor que ainda não entendeu que o principal é o ser humano. Porque você precisa das pessoas, você precisa dos seus funcionários, você precisa dos fornecedores, você precisa ter um bom relacionamento com o seu gerente de banco, que é ele que vai conseguir o crédito, os melhores créditos pra você. E quando vai ficar um cheque que está sem fundo, é ele que vai te ligar pra te avisar, né? Então essas coisas que se você deixar no automático, simplesmente o que é o frio das relações, acaba que você não tem esse suporte das pessoas. E sempre digo, a minha família sempre foi essencial pra que eu pudesse chegar onde eu cheguei.

Por quê? Se você não tem uma base em casa de tranquilidade pra te deixar trabalhar, você não consegue. Porque imagina, voltando ao que vocês começaram a falar, que eu sou a primeira mulher. Por que tem menos mulheres em cargos de liderança e de alta visibilidade do que homem? Porque a mulher está ocupada, né? Em geral, agora a gente está dando essa guinada, essa reviravolta, mas em geral a mulher estava gastando tempo sendo mãe, tendo dona de casa, sendo comprador do supermercado, trocando fralda. E aí acontece. Eu, graças a Deus, tive muito suporte na minha casa. Seja dos meus pais, da minha sogra, do meu ex-marido. Então, eu pude contar com isso, com essa rede que possibilitou eu poder trabalhar. Possibilitou também eu dar o melhor de mim. Mas voltando à formação. Quando eu fui pra França, eu digo que foi um divisor de águas, em termos de empreendedorismo, porque lá eu pude ver o que existe de melhor. E essa é uma dica que eu sempre dou pra todos os empreendedores.

Não se contenha com arroz, com feijão. Sempre vai atrás do que é o seu benchmark. O que é benchmark? É a referência no mercado. Então, assim, eu lembro que quando a gente resolveu querer abrir a peixaria, né? A nossa botiga de pescados, a gente falou assim, não, peraí, se a gente quer sair de uma peixaria pra uma botiga de pescados, onde que tem uma empresa, um empório, que seja nesse nível, desse porte? E a gente pesquisou, a gente foi lá na Bom Peixe, que é a referência ainda hoje. Fui lá conhecer o empório deles e tal. Então, isso é muito importante, né, Ricardo? Pra gente ter sempre um referencial lá em cima. Então, quando eu quero pesquisar, por exemplo, um produto novo, sempre pesquisar na internet de coisas que estão acontecendo lá fora, de tendências. Isso é uma coisa que sempre me diferenciou. Eu sempre procurei muita atualização. Então, vira e mexe. Tem feiras, tem simpósio, tem palestra, tem coisas em São Paulo, coisas aqui em São José, no Vale do Pareiro, não importa.

É palestra, interessante, porque eu tô vendo que é interessante, eu tô dentro. Eu tô assistindo, e anoto, e escrevo, porque durante as palestras, vem muito insight, muita novidade, muita coisa que eu falo, puxa vida, dá pra aproveitar isso, dá pra publicar na minha loja. O que eu tô agora, muito atrás, é de inteligência artificial, que tá super lá aí, na alta, e é uma coisa que, assim, chegou pra ficar, e quem não se atualizar, vai ficar pra trás. Vou comprar um curso de imersão, pra dominar o chat GPT. É isso, é a tendência. Então, uma coisa que eu sempre dou a dica é essa, sempre se renovar. Eu tô com 44 anos, três filhos, e eu tô o tempo todo, assim, entendendo que eu não posso ficar só no meu mundinho da gastronomia. Eu não posso ficar só simplesmente entendendo, assim, ah, receita aqui, receita ali. Não é isso. Quando eu tenho, por exemplo, simpósio aqui de ciência, de tecnologia, eu tô sempre lá assistindo. Tem nada a ver comigo, teoricamente,

sabe? Não tem nada a ver comigo diretamente, mas sempre você faz alguma conexão, que dá pra aplicar no seu dia a dia, sabe? Tanto é que, assim, esse semestre passado, eu participei do evento aqui no Parque Tecnológico sobre tecnologia, e ali me deu aquela coisa de, puxa vida, eu preciso urgente aplicar a inteligência artificial. Entendeu como é importante isso? Além disso, uma coisa que eu sempre penso, como que eu posso inovar? Né, Paola? A gente aprende muito isso lá no Empretec. O que que eu posso fazer no meu dia a dia? Posso fazer melhor? Porque inovar não é simplesmente, não é pra coisa, não é pra empresas grandes só, né? Porque às vezes a pessoa pensa assim, ah, eu sou meia, eu não sou pequenininha, como que eu vou inovar? Não tenho dinheiro. Gente, se você de repente percebe uma nova forma de embalagem, uma embalagem melhor, ou então assim, uma maneira de atender, né? Hoje em dia você tem os robôs de WhatsApp que são uma mão na roda,

você tem cardápios digitais que na pandemia explodiram, então tem todo um trabalho em cima disso que você pode impulsionar seu cardápio também. Então, essas dicas, essas novidades, a gente tem que sempre estar absorvendo, que é isso que vai te diferenciar no mercado. O que a gente precisa é ter essa mentalidade de que você nunca tem que estar satisfeito. Estava conversando com uma amiga empreendedora ontem e ela falou, olha, eu posso ter feito o melhor evento que eu pude naquele momento, mas sempre vai ter alguma coisa pra melhorar. Então, essa inquietude, essa vontade de estar sempre melhorando, melhorando, melhorando, por um lado parece que a gente é chato pra caramba, né? por um lado que a gente é crítico, né? É ser uma pessoa crítica, mas ao mesmo tempo é isso que me diferencia no mercado. Porque assim, se eu chego na loja, na minha loja, eu percebo assim, nossa, aquele vaso tá meio pra direita. Se eu colocar

pra esquerda vai ficar mais bonito. Puxa vida, essa parede tá um pouco manchada. Vamos limpar. Puxa vida, esse prato podia estar melhor na apresentação. Deixa eu pensar uma apresentação melhor. E assim vai. Ah, o sabor desse pirão podia estar melhor. O que que eu posso fazer pra melhorar? É isso, inovação constante. Inovação, renovação, melhoria, processo de melhoria constante. Muito bacana, né, Thaís? E assim, fica claro, né, como é aflorado em você aquela característica de comportamento empreendedor, que é a exigência de qualidade e eficiência, né? Poderia só ter feito o GV, foi fazer especialização em hotelaria, poderia ter parado aí, foi atrás de uma bolsa, foi fazer um super de um curso lá em Lyon, na França, poderia ter parado aí, mas está sempre se atualizando, fazendo alguma coisa, então, isso é muito presente no empreendedor de resultados, o empreendedor raiz, né? Que essa busca pela melhoria, melhoria de si mesmo, essa busca constante.

E não parei aí, viu, Paulo, eu esqueci de falar que ainda depois eu fiz pós-graduação em marketing. Olha aí. Na GV também. tem o comportamento de qualidade e eficiência e junto também tem o muito forte que é o de busca por informações. É, também. No seu caso, você leva bem a sério aquela história de conhecimento é poder. Então, quanto mais você sabe, quanto mais você se prepara, mais você pode produzir, mais você aumenta a sua potência. Ricardo, sabe por quê? A gente sempre vai ter alguém melhor que você, sempre vai ter, assim, uma empresa com mais dinheiro que você e aí hoje em dia, eu percebo assim, quanto mais eu investir em mim mesma, no meu conhecimento e eu ser uma pessoa interessante, eu ser uma pessoa que consegue conversar de tudo, é isso. Porque eu vejo muita gente que se limita ao seu campo, sabe, assim, sei lá, eu sou uma pessoa que faço brownie e aí você sabe tudo de brownie, mas chega um cliente para conversar com você

sobre alguma outra coisa e você não tem papo, sabe aquela coisa? E não, gente, a gente é multi, a gente é multi, uma coisa que eu sempre investi também em línguas, eu falo cinco línguas, eu fui para a Itália, eu fui fazer, eu ganhei uma bolsa para representar o Brasil, o distrito aqui do Vale do Paraíba, lá no Vêneto. Então, eu fiquei um mês e os rotarianos me levando para conhecer toda a parte de gastronomia do Vêneto. Você imagina que oportunidade de ouro que eu tive isso com 29 anos, só que isso não caiu no meu colo, assim, do nada. Eu estudei italiano antes, me dediquei, treinei oratório, porque eu participei de um processo seletivo super difícil, imagina quantos candidatos tinham para ganhar essa bolsa do Rotary, mas treinei, treinei, treinei na frente espelho, treinei a apresentação pessoal, sabe? Estudei muito italiano, tem gente que vai falar que é sorte, tem gente que pensa

que a Thais é sortuda. Gente, é muita dedicação, é muito trabalho, eu acordo cedo, uma coisa que também é uma dica muito preciosa, eu não perco o tempo, porque o pessoal acha assim, ah, você trabalha oito horas, tá bom, o empreendedor não dá para fazer isso, eu acordo cinco e meia da manhã, faço tudo que eu tenho que fazer em casa para deixar organizado, para as crianças poderem ir para a escola e tal, e trabalho, trabalho, trabalho, e assim, quando eu tenho evento à noite, eu chego em casa praticamente minha noite e meia a uma hora, e essa é a minha rotina, eu sou uma pessoa que dorme. E no outro dia às cinco novamente. Exato, só que assim, Deus me beneficiou com, eu não tenho necessidade de dormir muito, eu não sei se é porque eu já acostumei, mas assim, se eu dormir quatro, cinco horas por dia eu estou bem, eu não fico cansada, então também isso é uma coisa que influencia também.

Ah, que bacana, isso aí também tem a ver com persistência, e muito da persistência vem de a gente saber onde a gente quer chegar, então você começou lá falando desse sonho que você tinha de fazer uma pousada de charme, acabou migrando para a parte de gastronomia e ficou numa gastronomia de alto nível, e hoje você está com essa parte de gastronomia e também entrou na parte de gestão de pessoas, melhorar pessoas, eu sei que você tem um trabalho bacana com as mulheres, conta um pouquinho disso também, e que novos sonhos estão movendo a Thaís para ajudar ela a ter tanta persistência? É, o Paulo, uma coisa que eu tenho muito claro na minha cabeça são os meus objetivos, eu, quando eu fiz o MBA em marketing na GV, eu puxei a sardinha para que todos os trabalhos em grupo que foram feitos ao longo dos dois anos de pós, fossem feitos em cima da minha loja, e isso me permitiu fazer um planejamento fantástico de marketing, sabe, com a ajuda de alunos,

né, e ali, pessoal fazendo o MBA comigo, e aí eu lembro muito bem, eu fiz esse MBA, eu acho que faz uns, aí nem lembro, eu acho que faz uns oito anos, eu lembro de ter feito todo esse planejamento, esse mapeamento de onde que eu queria chegar com a loja, e eu lembro que eu escrevi um monte de itens e fiz um planejamento curto, médio e longo prazo, e hoje, oito anos depois, graças a Deus, eu acho que eu cheguei aonde eu queria, eu praticamente zerei minha lista do planejamento de oito anos atrás, então, de ter meu, de dar consultoria, já dou consultoria, de dar mentoria, tô começando agora, de ter um e-book, já tenho, de ter uma linha institucional de produtos, já tenho, de ter curso online lançado, já tenho, de melhorar e de fortalecer o meu restaurante, já fiz, de fortalecer o meu nome em termos de reputação, de relevância, né, conseguir,

graças a Deus, então, assim, hoje em dia, eu tô colhendo, mas, mais uma vez, não é sorte, é muito trabalho, é muito sorte, foi focado, é cada passo que você dá é em direção aos objetivos que foram traçados, então, eu tô colhendo hoje o que eu comecei a plantar há oito anos atrás, e isso que é legal, é você ter orgulho disso, né, de você, as coisas não vêm de graça, e você ter a constância, quantas vezes, Paulo, porque assim, a gente, lá na minha loja, eu acho que eu nem falei, né, gente, eu tenho um co-working gastronômico, eu sou chefe de cozinha, mas eu tenho um espaço gastronômico, onde eu tenho restaurante focado em pescados, tem uma peixaria, e eu dou curso de culinário, além de ter um projeto social também dentro da minha loja, mas todos os passos que eu dou em relação à loja, em relação a essas quatro atividades, são sempre calcadas no objetivo, no objetivo que era realmente fortalecer

a marca para que ela se vendesse sozinha, e hoje eu tô colhendo isso, eu tô colhendo a questão, assim, do marketing que foi bem feito, e sempre assim, contratando pessoas, contratando empresas idôneas, empresas parceiros, prestadores de serviço, que dêem resultado, porque esse é o erro de muito empreendedor, né, ah, vou chamar o meu tio, que é, sei lá, fornecedor de alguma coisa, por quê? Ah, porque ele é meu tio, não, não, não pode, né, seu tio, você vai chamar o seu tio, se ele, dentre três orçamentos que você fez, ele é o melhor resultado, aí, ok, se não, gente, é aquela coisa, nunca contrate uma pessoa que você não pode descontratar, não é, Paulo? Não tem essa, essa máxima. É, fica muito mais difícil, quando tem um relacionamento familiar aí, depois você não pode mandar embora, fica mais complicado para mandar embora, muitas vezes o empreendedor acaba pagando um preço meio alto nisso, né, se bem que quando ele tem em mente de que o importante

é a clareza, né, na hora de contratar, deixar muito claro o que cada um vai fazer, e não invadir também, né, porque você acha que é por ser parente, a pessoa tem que fazer algo a mais, tem que fazer coisas que não são combinadas, tem que fazer de graça, fazer de graça, aí você quer exigir uma série de coisas e acaba depois tendo também uma dor de cabeça, né, então também é… É isso que eu falo, eu não gosto de favor, sabe, Paulo? Eu sou assim, eu não gosto de ficar devendo favor nem pedindo favor, então assim, a empresa, ela tem que dar lucro, e ponto, ela tem que ser eficiente, ela tem que ter o custo enxuto, e é isso, não é um cabide de emprego, não é uma forma de beneficiar a família, porque para isso você até usa a prolabora, e com a prolabora você faz o que você quiser, agora não pode usar a empresa para criar, tipo assim, ah, eu tenho uma irmã que não tem capacitação nenhuma,

mas está parada, ah, então eu vou contratar, vou chamar ela para me ajudar aqui na minha empresa, apesar dela não ter capacitação nenhuma para aquilo, aí não adianta, gente, não adianta, você está criando dois problemas, porque você está criando um problema para você mesmo, e você está criando, assim, parece que você está ajudando a pessoa, mas você não está, é terrível, né, é terrível você achar que sim, ah, não, vou contratar para ajudar, mas a pessoa mesmo sabe que ela não é capaz daquilo, e fica estorvando ali, fica atrapalhando, né, até se sente mal. Não, e não só ela, né, a questão quando você, se você não leva em conto mérito, isso não quer dizer que todo funcionário que é parente é ruim, eu conheço muitas empresas onde as pessoas estão lá, marido e mulher, os dois trabalhando, cada um cuidando de uma parte, ou tem lá o irmão, tem o tio, tem o primo que trabalha, mas que são competentes, o que pega é você, exatamente como você disse agora, se você tem alguém que não é qualificado

para a função, você mantém a pessoa ali, e isso acaba servindo como um desestímulo aos outros colaboradores, né, aos outros funcionários, aos outros empregados, porque a mérito, não tem mérito ali, né, você fala, bom, o outro ali pode fazer, pode ser ruim, pode ser ruim, vai continuar ali trabalhando, eu aqui, tenho que ser eficiente, então, o que vale para um, não vale para outro, aí, assim, desestimula a equipe inteira. Exatamente, assim, a cultura da empresa, ela é a soma de o que você deixa errado acontecer, né, ela é formada por, tudo o que não pode acontecer que você deixa acontecer, vai criando a cultura da empresa, então, se a pessoa não segue as regras, não tem capacidade, você acaba contaminando ali muito esforço, e assim, mas, a gente vê isso acontecer com frequência, então, é algo que, quem está ouvindo a gente aqui, pensar, pensar realmente se as pessoas

que estão trabalhando junto têm capacidade. Ah, então, tem que demitir? Não necessariamente, mas você pode tentar ali fazer de forma que a pessoa siga a mesma regra que todo mundo, né, que, ah, não, mas ele é dono, tanto quanto eu. Bom, se é dono, aí, temos outras histórias, né, dividimos a, em sucessão, a gente vê muito isso acontecer, né, então, tem lá dois irmãos que herdaram, aí, é outra situação, mas, se você é dono, e você só contratou ali alguém, porque tem uma dívida de, não é nem dívida, né, você quer ajudar, como diz a Thaís, e a pessoa não tem a capacidade, sabe desenvolver essa capacidade nela, e não simplesmente negar que aquilo está acontecendo. Exatamente. E em relação à responsabilidade social, isso é uma coisa que eu me orgulho muito, de ter aplicado desde o início, lá na minha loja, porque eu sou formada na GV, e meu TCC foi sobre responsabilidade social, e sempre foi muito claro para mim,

o que é responsabilidade social? É você tratar com ética, todas as pessoas, todas as esferas que estão em contato com você, seja ela funcionária, seja meio ambiente, seja governo, seja comunidade, seja seu fornecedor, seu prestador de serviço, e é isso. Então, a gente faz várias coisas, o tema de responsabilidade social, hoje eu vou ler para ESG. Então, lá na loja, a gente faz várias coisas nesse sentido. Primeiro, redução de isopor. Eu cortei isopor, quando eu assumi, porque aqui em São José, não tem um nível de reciclagem de isopor adequado, porque são máquinas diferenciadas que tem que ter, e pelo que eu entendi, São José não tem essa máquina, então a gente mudou as embalagens para plástico, porque o plástico é reciclável. Também, além disso, a gente tem uma parceria com a Organice, que é uma empresa de compostagem, que ela faz essa gestão de todo o resíduo orgânico para mim. Então, tudo que eu gero de casca,

de resíduo orgânico, ela faz a reciclagem, a compostagem, e me devolve em adubo, e ainda emite um relatório de quanto de CO2, eu deixei de emitir no meio ambiente. Então, é muito legal essa coisa, a questão da contagem, da pegada de carbono, além disso, a questão de redução de água, de economia de água, isso desde sempre, a gente faz muito uso consciente da água, em relação à esfera social, dos funcionários, questão de pagar em dia, não tem essa coisa de ficar enrolando o funcionário, enrolando o fornecedor. Eu prefiro dever para banco, do que dever para a gente, dever para a pessoa física, ou para fornecedor. Eu posso estar lá, já tive vários plenios de altos e baixos, de baixos, e assim, eu prefiro ir lá, ficar endividado no banco, do que dever um salário, porque afinal, é o lado mais fraco da corda, porque é um funcionário que,

geralmente, é o arrimo da casa, e que precisa daquele salário mesmo. Então, é ter respeito com as pessoas. E, além disso, a gente tem dois projetos sociais. Na verdade, eu tenho um projeto social que chamava Ensinando a Pescar, que a gente ensinava mulheres de baixa renda, que sofriam violência doméstica, a cozinhar. E isso seria uma maneira de elas saírem do ciclo de violência. Porque muitas mulheres se subjulgam, e se submetem à violência doméstica, porque não têm renda, porque são dependentes, financeiramente, do marido opressor. Então, isso foi uma maneira que a gente teve para ajudar essas pessoas a terem aumento da autoestima, que isso é a causa principal da violência doméstica, você ter uma baixa autoestima. E a questão dela poder realmente falar, não, eu vou sair de casa, ou, porque, como eu me sustentar? Esse é o Ensinando a Pescar. Além disso, a gente tem um projeto que se chama Sopa Amiga. A Sopa Amiga existe há sete anos, e o foco dela é, a gente ajuda moradores de rua. Então,

a gente começou com um projeto só de entregar comida na rua, então, a gente faz distribuição a cada quinzena de cem marmitas, que são produtos lá na minha loja, sendo que não é simplesmente uma sopa, é realmente, antigamente era sopa, por isso que chama assim, mas hoje é arroz, feijão, é proteína, é legume, é super rico, a gente entrega pão, água também. Além disso, o nosso diferencial é que a gente não faz só simplesmente a entrega da sopa, a gente tem a preocupação de conversar com os moradores de rua para que eles possam entender que existem caminhos, que tem que ter esperança para ele poder sair da rua, que existem abrigo, aqui em São José tem vários abrigos que eles podem receber abrigo, e mais do que isso, receber tratamento, porque 99% dos moradores de rua são dependentes, ou drogas ou álcool. Foi aí que a gente começou também o outro braço da sopa amiga, que ajuda o suporte a dois centros terapêuticos, a gente ajuda o centro terapêutico Vida Nova, que fica na estrada, do Cajuru, na Zona Leste,

e o Lar Cristão, que fica na estrada para Ingaratá, em Jacareí. Então, é um trabalho que a gente começou a sentir que levar só a comida, entregar na rua, era pouco. Então, como mudar essa situação? Então, investindo no tratamento dessas pessoas. Então, a gente encaminha essas pessoas para os centros terapêuticos, onde eles ficam de quatro a seis meses em tratamento, e aí, para a desintoxicação. desintoxicação, e essas duas entidades são evangélicas. E através da palavra, da Bíblia, da evangelização, eles têm a questão do resgate da fé, da ultima, sabe? Esse trabalho realmente de acreditar que a vida pode ser melhor, que eles estão realmente lá no fundo do poço. Então, isso é muito importante. E além disso, esse ano, eu gostaria de investir num terceiro ponto da Sopa Amiga, que vai ser o antes. Porque assim, a gente atua onde está a fome. Aí, a gente atua para curar essa pessoa.

E agora, eu gostaria de desenvolver o terceiro braço, que é a prevenção. Por quê? Como a gente pode prevenir essas pessoas a se tornarem moradores de rua? É trabalhando os jovens, é trabalhar as drogas. Não deixar as crianças irem para as drogas. Porque é esse o motivo das pessoas estarem nas ruas, da dependência química. É o mal do mundo, o mal do século. A dependência química das drogas. Nossa, parabéns. É um trabalho maravilhoso, né, Thaís? Caramba, é um dia bem ocupado e ocupado com muitas coisas diversas. É importante, né? É aquilo que você falou, né? É ter um contato de ética com todas as esferas, né? E esse aspecto social está muito ligado a tudo isso, né? Então, parabéns aí. E eu sei também que você faz um trabalho de empoderamento feminino, né? E de mentoria. Como é que é isso? Como é que funciona isso, Thaís? De onde vem essa ideia? Como é que você ajuda as mulheres a ficarem mais empoderadas para poder terem mais resultado? Então, Paulo,

assim, eu recebo muita mensagem e muita gente vem falar comigo. Falar, poxa, como que você dá conta? Você com três filhas, você com… tendo que cuidar de marido, que agora é ex-marido, mas enfim, né? De ter família, de ter filha, de cuidar de loja e ainda ter tempo de participar de eventos, participar de festival gastronômico, né? Aí que tá. Quando eu comecei a perceber que eu estava sendo inspiração para algumas mulheres, eu pensei, poxa, por que não criar uma mentoria disso? Porque, às vezes, a gente lidera pelo exemplo. Então, as mulheres que têm vontade, mas que não sabem muito bem o caminho de como se organizar, porque o difícil é só o começo. O difícil é você sair da marcha lenta e engatar, porque a primeira coisa que a maioria das mulheres tem dificuldade é como otimizar o tempo, como dar conta de ser mãe, esposa e empreendedora. Isso que é o mais difícil, que para homem, em geral, isso não é um empecilho,

né? São poucos os homens que realmente assumem ali a gestão da casa, a gestão dos filhos. São poucos, mas acaba sempre sobrando para a mulher. Então, uma primeira dica, né, que eu sempre dou para quem estiver escutando. Faça um quadro segunda a domingo, da hora que você acorda até a hora que você vai dormir, do que você tem que fazer em cada dia. Isso é essencial, senão você não dá conta mesmo, porque toda hora aparece um incêndio para apagar, toda hora. E aí, se você não tem na sua cabeça, puxa vida, não, peraí, terça-feira à tarde é dia de mexer com o financeiro. Então, eu vou sentar, não vou levantar das duas às quatro, eu vou matar esse problema, porque senão, sabe, é isso, se você não se organiza, você vai fazendo as coisas aleatoriamente, você vai deixar para trás um monte de coisa. Então, outra coisa que eu sempre falo é otimize as coisas, né, quando for cozinhar, já faz um monte

de coisa e congela. Ai, porque fresquinho é melhor. Gente, o ótimo é inimigo do bom, isso eu aprendi com meu pai há muito tempo atrás, o ótimo é inimigo do bom. Então, é óbvio que fazer um arroz fresquinho é melhor, é melhor, mas você tem tempo de fazer todo dia arroz? Não tem, porque o tempo que você está fazendo arroz, o tempo no almoço e na janta fresquinho, você deixou de fazer alguma coisa, e é isso. Então, são pequenas coisas que você vai ajustando na sua rotina. Por exemplo, uma coisa que eu aprendi num curso que eu fiz, quando você começa a trabalhar, primeira coisa, até antes de você chegar no trabalho, já abre o seu banco. Porque se você deixar para abrir, para ver como está a situação das suas contas e tal, lá no final da tarde, você dá aquela procrastinada e fala, amanhã eu resolvo. Enquanto que, quando você já abre o banco logo de manhã, você fala, meu Deus, deixa eu correr, deixa eu, hoje eu tenho que matar um leão, porque senão minha conta vai ficar vermelha, sabe? Você já acorda com aquele espírito de urgência. Você fala, nossa senhora, deixa eu mexer, não posso perder tempo, não posso ficar de bobeira

de ficar no Instagram, no shorts do YouTube ou perdendo tempo com bobeirada, sabe? Com o TikTok. Se você está vendo que a tua conta vai ficar vermelha se você não trouxer rendimento hoje. Então, esse senso aí é legal também, uma dica. Mas enfim, eu criei essa mentoria para as mulheres para dar essas várias dicas de como se organizar e como chegar no sucesso. Sendo que a primeira aula é o que é o sucesso, né, Paulo? Porque sucesso para mim é diferente do sucesso para o Paulo, que é diferente do sucesso para o Ricardo. E tudo bem. Com certeza. Só que o mais importante é a gente ter clareza. Para mim, eu sei o que é sucesso ou eu estou indo pela voz dos outros, pela cabeça dos outros, ou eu estou fazendo o que é assim, ah, eu acho que o sucesso é ter dinheiro no banco. Será que é só isso? É realmente botar a bola no chão, respirar, pensar, pensar e pensar. O que eu quero da minha vida? Ah, eu quero ser conhecida

como a melhor, sei lá o quê, do Brasil. Ok, mas saiba que isso vai ter um custo, vai ter um custo. Se eu, por exemplo, colocasse para mim mesmo, ah, eu vou ser a chefe de cozinha, mulher mais conhecida do Brasil, do Brasil. O que eu posso fazer? O que você demandaria de mim? Demandaria de eu não poder estar todos os dias à noite ajudando o meu filho a fazer a tarefa. Certamente. Você vai ter que abrir mão de alguma coisa. E aí tem que ver do que você quer abrir mão, né? A vida é feita de escolhas, né, Tais? É verdade. Foi aí que abri mão da pousada. Só para fechar a questão da pousada, que era o meu sonho, né? Quando eu me formei e tal, e fui conversando e fui fazendo coaching com uma amiga minha, eu fui percebendo que assim, para eu ter a pousada, eu teria que ter pelo menos sete milhões para investir. E aí eu pensei, caraca, né? Sete milhões é pra caramba, né? É um dinheiro enorme.

Dá para conseguir? Dá para conseguir. Temo de crédito, em banco, correr atrás disso. Só que, fora o investimento enorme. O que vai acontecer com a minha vida se eu tiver uma pousada de charme? Vai acontecer que eu não vou ter mais nenhum final de semana. Porque eu vou estar lá na minha pousada, né? Porque eu quero ter a pousada, mas por que que eu queria? Daí eu fui pensando, pensando, pensando. Por que que eu quero ter a pousada? Aí, conversando, conversando, matutando ali, aí eu entendi. Na verdade, não é que eu preciso ter uma pousada. O que eu gosto, Paula, é de estar num mundo globalizado. Eu adoro falar francês, eu adoro falar italiano, eu adoro falar espanhol, eu adoro falar inglês. E eu adoro conversar com estrangeiro. Isso é uma coisa minha, que eu gosto. Então eu tinha pensado na pousada, porque era a maneira de eu receber estrangeiras e poder fazer isso e ter isso na minha vida. Só que a carga disso era eu perder todos os finais de semana e não poder viajar mais. E tem que ter uns sete, oito milhões disponível

para isso acontecer. Eu falei, gente, não tem lógica nenhuma. Pega os sete milhões e vai viajar. Porque eu adoro viajar, né? Eu montei um restaurante bacana como o céu e o pessoal de fora vai lá e você conversa com eles também. Exatamente. E é isso que acontece hoje, ó Paulo. Eu falei, caramba, eu não preciso ter a pousada em si. Se eu fizer um restaurante legal, de um padrão legal, com atendimento e tal, e focado nesse público, automaticamente eu vou atrair também estrangeiros e automaticamente eu vou poder fazer coisas. Então uma coisa que eu faço lá que é inovador, eu faço café em francês, que é inclusive daqui a duas semanas e daqui a uma semana eu vou fazer o café em italiano. O que que é isso? Eu monto uma mesa bem bonita de café da tarde, bastante tute, bastante coisa gostosinha e aí eu, as pessoas que vão, tem que ter nível intermediário, pelo menos da língua que a gente fica conversando. Olha que gostoso.

Da língua. Olha aí. Entendeu? Por isso que é um aspecto fundamental quando a gente está colocando, estabelecendo uma meta é ter uma clareza do significado pessoal. Por que que eu quero isso? E é uma pergunta o porquê eu quero isso que não, assim, quanto mais eu aprofundar esse porquê, melhor pra mim mesmo. Se eu parar no primeiro porquê, tá, é meio superficial, mas se eu ficar lá, tá, mas por quê? Por quê? Por quê? Porque de repente eu chego nisso. Poxa, na verdade, não precisa ser uma pousada internacional aí de charme. Pode ser uma outra alternativa, porque o que eu realmente quero é estar em contato com pessoas que falam outros idiomas, é poder praticar isso, é poder estar atualizado com relação a isso. Quando eu entendo o porquê, aí eu arranjo os comos, né, eu vou pensar no que pode me realizar da melhor forma e fico pleno da mesma maneira, né? Então, isso daí já é uma outra dica bem importante aí pros empreendedores, né? Poxa, por que que eu tô querendo fazer isso? É o dinheiro pelo dinheiro, o que que eu vou fazer com esse dinheiro,

o que que realmente me satisfaz que vale a pena eu acordar mais cedo e dormir mais tarde e feliz, né? E outra, quando eu percebi que sete milhões era dinheiro pra caramba, caiu a ficha, né, com a ajuda dessa minha amiga coach, que é a Paola, eu não precisava ter uma pousada, eu não tenho, eu não preciso construir do zero uma pousada, eu posso arrendar, tem tanta gente que constrói pousada, gasta os tubos de dinheiro e aí depois cansa e quer passar pra alguém, eu falei, gente, por que que eu vou gastar, criar do zero, comprar terreno, fazer, construir, sendo que eu posso muito bem arrendar, matar essa vontade, né, e pronto. Um dos comportamentos que o empreendedor de sucesso tem é a persistência e junto com o comprometimento, a persistência é o foco no objetivo, não na tarefa. Então, se o objetivo é a pousada, não necessariamente você precisa ficar

afincada naquele projeto que você fez lá inicial de terreno, construção, edificação, né, que vai custar sete milhões. O objetivo é a pousada, exatamente isso que você está dizendo. Então, simplificando, não dá de um jeito, de que jeito que dá. Não foi possível da forma que eu pensei inicialmente, ok, mas é possível de uma forma alternativa, né, porque, vamos aqui, pensar rapidinho, o fundamental de uma pousada é serviço. Claro, tem a edificação, né, mas tem uma frase que eu gosto muito, que eu sempre usei, que é assim, gaiola de ouro não faz o passarinho cantar, né, não é a gaiola de ouro que transforma o passarinho em cantor. A gaiola de ouro até é bonita, mas o que faz realmente o passarinho cantar é a capacidade dele cantar. Então, tudo que envolve serviços é muito importante

a qualidade do serviço antes até do que a gente pensar em edificações suntuosas, né, muitas vezes, charme não é suntuoso, charme é aquilo que bate. Pode ser até uma coisa raiz, como a gente está falando aqui, né, empreendedor raiz, uma coisa mais raiz, teoricamente mais simples até, e simplicidade não quer dizer má qualidade, simples, você pode ter algo simples com muita qualidade, com bastante charme, né, e se você tem um serviço de excelência, né, ah, o serviço com cinco línguas, com comida de primeira linha e com muita qualidade, com bastante sabor, com bastante criatividade, novidade, muita gente vai falar, nossa, eu fui lá, comi a melhor comida, fui muito bem atendido, o lugar é super charmoso, super legal, ah, mas tinha o que? Tinha porcelanato,

cara, não, era bacana, né, ah, era algodão egípcio de cinquenta mil linhas, não, cara, era muito bem limpo, muito gostoso, tudo confortável, né, e o conforto não necessariamente precisa ser extremamente caro, claro, você, você pode, você vai, vai elevando, né, então, ah, não, quero ser, vou com, meu, meu padrão meta é o fazano, seis, né, o riot de seis estrelas, não é isso, né, eu quero uma coisa bacana que, que seja uma experiência interessante, e essa experiência interessante, não necessariamente precisa ser a mais suntuosa, né, e tá valendo, né, e isso envolve cultura, isso envolve novidades, isso envolve um monte de coisas que não são só dinheiro, então, depois de tudo isso que a gente fala, a gente pensa, pô, não precisou talvez ser tão suntuoso,

e é possível fazer algo bem interessante, eu digo, com nem dez por cento de sete milhões. É isso que eu fiz com a minha restaurante. É, então, e hoje em dia as pessoas estão se dando conta de que, não é só acumular bens materiais, mas é acumular experiências, né, acumular coisas que, que sejam mais do que ter alguma coisa, então, quando você compra, quando você consegue acessar uma viagem, que você vai pra um lugar que você nunca foi, quando você tem acesso a um lugar vislumbrante, com um belo de um pôr do sol, quando você tem acesso a uma comida que você nunca comeu, com pessoas interessantes, um tema ligado a uma cultura que você nunca viu, tudo isso daí vai acumulando experiências, né, porque quando você tá lá na cama, né, nas vésperas ali do morro no morro, você não vai lembrar só de coisas que você comprou, mas eu acho que o que vem à mente mesmo é um belo trekking lá no,

na torre de Del Paine, né, o Pezati, você lembra uns visuais aí? É, semana passada tinha um amigo meu, cara próximo meu, o cara tava lá velejando, lá no Atlântico, lá na costa do Portugal, o cara tava lá, mandou umas fotos, tudo é bonitão, lá, pilotando… É, meu amigo, um veleiro, um belo de um Benetton, e aluguei, nem comprei o veleiro, tá vendo? Aluguei o veleiro, tava lá na região da Galícia, ali velejando, né, que coisa maravilhosa. É, ali, tem Finisterre ali, dando um veleiro ali, e que delícia, não precisa, ah não, preciso comprar um veleiro, não, cara, dá pra alugar, dá pra, né, agora, qual que é a meta? O que te faz feliz? É bem interessante a gente entender o que nos faz feliz, é, outra coisa que você, que ficou muito claro, Thaís, que eu gostei da sua fala, que assim, em nenhum momento aqui, agora a gente tá falando de, de benesses, né, de coisas, a gente vai lá e,

e desempenha, e faz, e se esforça, e consegue, e aí vai, desfrutar disso, fica, não, então a vida é só desfrute? Não, a vida, cara, tem trabalho pra caramba, é acordar 5 horas da manhã, muitas vezes, é, é, correr, é fazer lá, o que tem que fazer, cada um na, na sua especialidade, no que se propôs a trabalhar, mas precisa do tempo de celebração, precisa do tempo de fazer aquilo que se gosta, né, e na justa medida, tem um negócio que eu acho muito bonito, que é clássico, que é a tal da justa medida, a justa medida pra tudo, tem a justa medida pra trabalhar, e essa justa medida é flexível, tá, ela não é, ah não, então tem que trabalhar, sete dias por semana, não, ninguém aguenta sete dias por semana, a gente precisa ter um descanso, ah, então quanto descanso? Cinco dias por semana? Não, não, não tem mais descanso, né, então vamos, esse descanso, às vezes, vai ter, ah, vou ter um evento agora, vou trabalhar 20 dias direto,

ok, faz parte, eventualmente, eu já trabalhei muitas vezes na vida, vários dias sem descanso, mas depois teve lá um momento que eu tirei também alguns dias pra ir andar lá no meio da Patagônia, e o Patão tava junto, o Paulo, e ninguém tá lá me incomodando, eu tô lá tomando meu vinho lá na montanha, lá do lado glaciar, lá na Patagônia, um compensa o outro, e vida que segue, né, vai ter horas que você vai trabalhar muito, muito, e vai ter horas que você vai poder se desfrutar também, e ok, né, cada um sabe o que é necessário, dentro dos seus planos, tá alinhado com os seus planos, você planejou, né, é meio, ah, eu quero fazer a viagem, fazer viagem, é tão importante o planejamento, quanto lançar um novo produto na empresa, eu uso a mesma metodologia de planejamento, né, o Paulo conhece, ah, vamos, vamos, tá bom, bota a data, quanto que vai de recurso, de onde vai, como faz, blá blá blá, te monta um projetinho,

montou o projeto da viagem, tá pronto, ah, vai ter que sair um produto novo na empresa, tá bom, é igualzinho, quando vai lançar, quanto vai de recurso, como vai ser feito, como vai ser o lançamento, como que vai ser o processo de produção, como vai ser o piloto, blá blá blá blá blá, você faz um projeto do mesmo jeito, e os dois são legais, eu me divirto tanto lançando um novo produto, como muitas vezes fazendo uma aventura, em algum lugar do planeta, que entrou no planejamento. E isso, pegando um gancho, que você está trazendo, é um aspecto que eu acho muito importante da prática do comportamento empreendedor, porque eu posso praticar o comportamento empreendedor na minha vida pessoal, até para treinar, então assim, estabelecer novas metas para mim, estou já pensando em algumas coisas, depois vou lá e estabelecer metas para a empresa, que dizer respeito também, casam com essas metas que eu estou colocando para mim. Se eu estou fraco de buscar informações, eu quero praticar um pouco isso, posso fazer isso na minha vida pessoal, vou lá buscar informações de alguma coisa que eu acho bacana,

pratico esse comportamento, e levo para a empresa, ou pratico na empresa e já uso para alguma coisa pessoal, como você está trazendo, no caso de uma viagem. Então assim, se eu me pego no momento que eu estou me percebendo pouco organizado, eu vou lá, arrumo uma gaveta, depois arrumo outra gaveta, depois arrumo o meu armário, aí, opa, estou praticando a organização, já estou me preparando a minha cabeça, depois vou lá, arrumo meus arquivos no computador, e quando eu vou lá para a empresa, eu já estou com a musculatura já mais afiada para aquilo que não estava tão firme em mim. Isso é uma outra coisa bacana de trabalhar, é começar em casa mesmo, se for o caso, porque eu praticando para a minha vida, estou praticando para os negócios, praticando para os negócios eu posso levar para a minha vida, é comportamento. Exatamente. E a gente é um ser humano, e o ser humano tem que olhar esses vários aspectos, de material, de trabalho, profissional, familiar, emocional,

espiritual, é o que, assim, você olha para o aspecto e fala, bom, vou cuidar disso aqui. E os comportamentos que nós falamos aqui, que são os comportamentos empreendedores, eles servem para todas, todas essas esferas, né, a gente vai lá e busca informação, planeja, estabelece meta, tem persistência, comprometimento, busca qualidade, tudo isso serve para o pessoal, e serve para o profissional também. Excelente. Thaís, quais são os próximos passos da Thaís Locamoto, o que a Thaís tem em vista, o que você quer fortalecer aí na sua vida profissional, pessoal, como é que, dá um recado para a turma, fala um pouquinho do seu restaurante, quem quiser conhecer o trabalho da chefe Thaís Locamoto, quem quiser conhecer um pouco mais do trabalho da Thaís Locamoto, que é mentora, que ajuda mulheres a terem mais resultado, fala um pouquinho desses próximos passos, Thaís. Bom, agora o foco é tocar uma reforma no meu restaurante,

eu quero acumular um caixa aí para que isso aconteça, eu vou, já tenho um projeto arquitetônico que eu contratei de uma arquiteta excelente, que é a Kelly Pérez, ela foi responsável pela cenografia da Record por muito tempo, fez a cozinha da Ana Riquemann, do Edu Guedes, então vai ser… Nós a conhecemos, muito simpática. Ah, vocês conheceram, é verdade, e aí o meu restaurante vai dar um upgrade fantástico em termos de ambiente, vai ficar muito lindo, sabe? A meta em termos operacionais, eu quero empoderar o máximo possível a minha equipe, para que eu possa ficar o menos possível lá, para que eles não dependam de mim, então otimizar os processos, organizar, deixar tudo bem redondo, para que eles não dependam da minha presença lá, para que o restaurante aconteça normalmente. Por quê? A minha meta para ano que vem é fazer um roteiro, França e Itália, na parte do interior da França e da Itália,

eu sinceronando, eu conduzindo cerca de um grupinho de 10 a 12 pessoas, por alguns lugares ali que eu acho gostosos, que eu acho importantes, para conhecer gastronomicamente. Então essa é a meta para que eu possa fazer isso ano que vem. Então por isso que eu quero fazer a reforma do restaurante, o Padre Chile é mais interessante, mais bonito, aumentar o faturamento, deixar a equipe redonda, para que eu possa fazer essas excursões, e que esse seja o meu meio de vida no futuro. Nossa, que belo meio de vida maravilhoso, hein? Você precisa de umas dicas de Portugal, ali da escola, acabei de vir de lá, e assim, é diferente ir num restaurante que o local, as pessoas locais vão, do que um restaurante que é muito turístico, assim, então é… É isso que eu quero, eu não quero levar as pessoas nada para lugares que batidos, turísticos, eu quero levar assim, olha, eu vou nesse restaurante, porque eu conheço o dono dele, já come essa comida,

porque depois a gente vai lá conhecer a fábrica de parmesão, que eles usaram, a gente vai lá naquela vinícola, que vocês tomaram aquele vinho, aquele dia naquele restaurante, para vocês conhecerem o processo produtivo deles, é isso que eu quero, é viagem de experiência, 100%. Já me candidato como cliente para ir, já. Urra, maravilha. Que maravilha. Jesus e… Tá bom. Bora. Conto com vocês. Thaís, que prazer enorme, você está inaugurando aqui nossa sala feminina, que vai ser muito bem recheada, porque as mulheres estão dando show no empreendedorismo, na vida, enfim, e parabéns, porque além de chefe, de empreendedora, também está fazendo um trabalho social muito bonito, tem essa preocupação aí com todo o entorno, então parabéns por tudo isso, pela persistência, e por essa busca constante aí de qualificação, de melhoria como empreendedora e como profissional,

então parabéns aí por tudo isso, acho que o que você trouxe enriqueceu demais, está trazendo muita, muita dica para quem está ouvindo a gente, e esse é o caminho, uma inspiração como uma fera como você aí, então obrigado de novo pela sua participação, Thaís. Eu agradeço, queridas, muito obrigada pela oportunidade. Você ouviu Empreendedorismo Raiz, o podcast onde a gente te entende, siga-nos agora nas redes sociais. Empreendedorismo Raiz Podcast.

Nota editorial: afirmações sobre saúde, leis, resultados, produtos, empresas e instituições são falas dos participantes. A análise organiza os argumentos da conversa; não constitui verificação independente desses dados.