Episódio 4 · Parcerias e inovação

O mercado cresce quando a empresa sai de si.

Rafael Davoli mostra como rede de contatos, parcerias e propósito ampliam a visão da empresa, a capacidade do time e o valor entregue ao mercado.

Rafael Davoli · Grupo Veibras 52 min
4

Convidado

Rafael Davoli

Sócio e diretor do Grupo Veibras, com atuação nos mercados automotivo e imobiliário.

Tese do episódio

Conexões bem construídas transformam limite individual em capacidade coletiva.

O quarto episódio mostra uma empresa que aprende para fora. Associações, parceiros, concorrentes, fornecedores, instituições sociais e clientes formam uma rede que produz informação, projetos e oportunidades.

Essa abertura exige gestão interna madura. Delegação, liderança pelo exemplo, atendimento rápido e portfólio equilibrado permitem que o empresário participe do ecossistema sem abandonar o resultado do dia a dia.

Em 15 momentos

Mapa da conversa

  1. 00:00Da cultura à distribuição de veículos e ao mercado imobiliário
  2. 05:45Associações como escola, radar e rede de oportunidades
  3. 10:05Pioneirismo e projetos que colocam a empresa em outro patamar
  4. 12:40Parcerias como resposta à falta de orçamento e alcance
  5. 14:10Pé na Estrada: concorrentes criando juntos uma experiência maior
  6. 17:10Da sobrevivência empresarial ao reconhecimento social
  7. 20:35Trabalho voluntário que abre portas para o negócio
  8. 21:45Propósito social que transforma o vínculo dos colaboradores
  9. 25:15Delegar começa pela identificação de talentos
  10. 29:55Times com novidade, solução e menos ego
  11. 33:20Aprender fora para melhorar por dentro
  12. 35:20Inteligência artificial e a velocidade do atendimento
  13. 38:35A jornada de compra migrou para a vitrine digital
  14. 42:30Diversificar negócios e preparar a próxima geração
  15. 45:10Ritmos diferentes, riscos diferentes e visão de longo prazo

Análise aprofundada

Sete movimentos para crescer em rede.

I

Rede de contatos é infraestrutura de inteligência

O que aparece na conversa

Rafael relata sua atuação em associações de concessionários, conselhos culturais e grupos empresariais. Nesses ambientes, conversa com áreas jurídicas, executivos de montadoras e empresários de portes, regiões e especialidades diferentes.

Leitura

A rede não aparece apenas como canal de indicação. Ela amplia o campo de visão da empresa. Informações sobre mercado, práticas operacionais, riscos e fornecedores chegam antes e com mais contexto. O empresário deixa de comparar seu negócio apenas consigo mesmo e passa a enxergar alternativas que sua rotina interna não produziria.

II

Parceria transforma limitação individual em escala coletiva

O que aparece na conversa

O evento Pé na Estrada reuniu concessionárias concorrentes, lançamentos, seminovos, experiências 4×4 e atrações para famílias. A ideia enfrentou resistência justamente porque colocava marcas rivais no mesmo espaço.

Leitura

O projeto revela uma mudança de unidade de análise: em vez de disputar apenas uma venda, os participantes criaram um mercado mais atraente. Cada empresa contribuiu com orçamento, público e comunicação; o consumidor recebeu uma experiência impossível de montar separadamente. Cooperação não elimina competição. Ela aumenta o valor do território onde todos competem.

III

Propósito ganha força quando entra na operação

O que aparece na conversa

Na campanha com o hospital de apoio a crianças com câncer, a venda de cotas de consórcio financia a doação de um veículo. Colaboradores e parceiros participam da entrega e veem concretamente o efeito do próprio trabalho.

Leitura

A ação social deixa de ser uma peça periférica de comunicação porque conecta venda, fornecedor, equipe e impacto. O colaborador percebe que sua meta produz algo além da comissão; a comunidade identifica uma empresa comprometida com o território. O retorno institucional existe, mas surge como consequência de uma entrega real e verificável.

IV

Delegação é um processo de evidências, não um salto de fé

O que aparece na conversa

Rafael descreve a busca por pessoas que respondem quando recebem mais responsabilidade. A liderança é construída por etapas: primeiro um projeto, depois uma meta, sempre acompanhando a entrega e oferecendo os recursos necessários.

Leitura

Delegar bem exige duas decisões. A primeira é escolher alguém cujo perfil combina com o desafio. A segunda é aceitar o investimento que permitirá à pessoa entregar, seja gente, ferramenta ou autoridade. O empresário conquista tempo quando cria líderes capazes de assumir resultados, não quando simplesmente distribui tarefas.

V

Times fortes reduzem ego e aumentam a taxa de solução

O que aparece na conversa

Ao avaliar pessoas, Rafael observa quem traz novidade, quem chega com alternativas em vez de apenas problemas e quem consegue construir com o grupo sem disputar autoria. Também afirma que o líder deve servir aos liderados.

Leitura

O foco em solução não significa esconder dificuldades. Significa apresentar o obstáculo junto com uma investigação: parceiros possíveis, custos, riscos e próximos passos. Quando o crédito pertence ao time, as ideias circulam com menos defesa. Liderar pelo exemplo é demonstrar a mesma curiosidade, abertura e responsabilidade que se espera da equipe.

VI

Inovação começa fora da zona de confirmação

O que aparece na conversa

Associações, congressos e viagens aparecem como fontes de aprendizado. Rafael conta que percorreu fornecedores até encontrar uma aplicação de inteligência artificial compatível com a realidade brasileira e com o desafio de atender rapidamente contatos digitais.

Leitura

Tecnologia útil nasce do encontro entre novidade e problema concreto. Não basta repetir a solução apresentada no palco, nem rejeitá-la porque veio de outro mercado. O trabalho estratégico é traduzir: entender o princípio, calcular risco, testar em escala controlada e adaptar à jornada real do cliente.

VII

Diversificação precisa respeitar o relógio de cada negócio

O que aparece na conversa

O grupo mantém a distribuição de veículos e desenvolve projetos imobiliários. Rafael contrapõe a velocidade diária do varejo automotivo ao ciclo longo de aprovações, construção e lançamento de um empreendimento.

Leitura

Diversificar não é multiplicar distrações. É construir fontes de resultado com exposições e horizontes diferentes. Para funcionar, cada frente precisa de liderança dedicada, capital compatível e expectativa de tempo realista. O negócio rápido sustenta o presente; o projeto longo prepara patrimônio e continuidade para as próximas gerações.

Princípios de expansão

Dez atitudes para ampliar alcance sem perder direção.

O episódio combina abertura externa e disciplina interna. A empresa precisa circular, aprender e cooperar, mas também escolher líderes, medir riscos e traduzir novidade em entrega.

01Participar antes de precisar
02Ouvir realidades diferentes
03Construir parcerias ganha-ganha
04Testar paradigmas do setor
05Conectar propósito e operação
06Delegar responsabilidade crescente
07Premiar solução, não ego
08Buscar conhecimento fora da empresa
09Adaptar tecnologia à jornada do cliente
10Diversificar sem perder foco

Teste de realidade

Cinco perguntas para a próxima oportunidade.

  1. 01De qual conversa, associação ou grupo estamos ausentes e que informação deixa de chegar por isso?
  2. 02Que experiência seria maior se dividíssemos investimento, público e comunicação com parceiros?
  3. 03Nosso projeto social está conectado à operação e permite que a equipe veja o impacto produzido?
  4. 04Quem já demonstrou capacidade para receber uma responsabilidade maior e de que recurso precisa?
  5. 05Qual novidade resolve um problema real do cliente e pode ser testada com risco controlado?
“Se você não mudar, o mercado vai mudar você de alguma maneira.”

Rafael Davoli, aos 50 minutos do episódio

Próximo passo

Quer aplicar isso na sua empresa?

No programa, você trabalha os comportamentos que fazem a empresa vender melhor, com ações práticas acompanhadas toda semana.

Próxima turma: 17 de novembro de 2026, na Vila Mariana, São Paulo. 8 vagas.

Transcrição

A conversa completa

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Bem-vindos ao quarto episódio do Empreendedorismo Raiz Podcast. Você já ouviu falar em comportamento empreendedor? Hoje, para falar sobre comportamento empreendedor e outros assuntos, vamos receber o Rafael Davoli, que é sócio e diretor do grupo Veibras, de São José dos Campos. Aproveite este momento para nos seguir nas redes sociais. Empreendedorismo Raiz Podcast. Comportamento, liderança, mercado, vendas, finanças. Um papo reto com quem faz e tem resultados. Empreendedorismo Raiz, o podcast onde a gente te entende. Com Paulo Pato Vila, Ricardo Pezati e seus convidados. Olá, empreendedor, olá, empreendedora. Começando aqui mais um Empreendedorismo Raiz, o podcast onde a gente te entende. Te entende quando você quer crescer, quando você quer ganhar mais dinheiro,

quer ser empreendedor com mais resultados. Dando continuidade na nossa empreitada, eu estou aqui junto com o meu amigo e parceiro, Ricardo Pezati. Nós vamos trazer o empresário da região de São José dos Campos, um empresário muito, muito bacana e raiz, que o Ricardo Pezati vai apresentar para a gente. Vamos lá, Pezati, quem que a gente vai trazer hoje aí? Olá, boa noite a todos. Bom dia também para alguns que vão estar escutando de dia. Hoje nós vamos conversar com o Rafael Davoli. O Rafael é amigo de longa data, a gente já fez bastante negócio juntos aí, quando trabalhava no corporativo da Ford Caminhões. Eu resolvi convidar o Rafael, por toda a história que ele tem, nessa parte de distribuição de veículos, a parte comercial, a parte de liderança, marketing, o homem é uma fera aí para a gente… Vai ser bem legal essa conversa, tenho certeza. Boa noite, Rafael. Pô, meus amigos, Ricardo Pezati, Paulo Pato Vila, é uma alegria poder participar do podcast de vocês,

caras aí que levam conhecimento e ajudam empresários do Brasil todo, né? Então eu acho que é uma corrente, né? Uma corrente que vai aumentando, vai juntando conhecimento, um ajuda o outro e todo mundo cresce, todo mundo enriquece, gera emprego, tudo que nós, todos nós queremos, né? Para o Brasil, para nós e tudo mais. Então, parabéns pela iniciativa, é uma alegria estar com vocês aqui hoje. Pô, que maravilha, hein, Rafael? E a ideia é essa mesmo, né, que você trouxe. Aliás, ô Rafael, se apresenta um pouco mais para quem está ouvindo a gente. Eu sei que você tem mais de uma atividade empreendedora, você já vem empreendendo faz tempo, é a raiz aí no empreendedorismo. Conta um pouquinho da sua história para a gente, Rafael. Eu sou formado em administração de empresa na AGV de São Paulo e já trabalhei com muitas coisas diferentes, assim, né? Eu sempre gostei muito de arte, inclusive Pezati também, né? Eu gosto muito de música. E eu comecei trabalhando no Ministério da Cultura em São Paulo

com todas as leis de incentivo federais, né? Lei Rouanet, lei do audiovisual. Então foi aí que eu entrei e comecei a dar cursos para que as empresas que hoje, depois de 20 anos investem pesado, né? Nessas leis e tem todos os programas, né? Foi aí que eu comecei a ter contato com essas empresas para ensiná-los a utilizar as leis e fazer a cultura uma ferramenta estratégica do marketing. Então isso foi lá atrás. Trabalhei com ONGs também de São Paulo, ONGs que ajudavam crianças de comunidades ali, do Morumbi ali, e estruturei toda a parte de leis de incentivo, né? Da época e tal. Depois que minha família atua no mercado de distribuição de automóvel, aí eu vim trabalhar nesse setor. Então passei pela concessionária de caminhões Ford por muitos 10 anos. Aí depois eu comecei a atuar na distribuição de veículos Chevrolet, já faz 10 anos também. Só que assim, e aí sempre atuando muito junto às associações de marca, né?

Foi uma grande escola que eu tive, né? Então participei da Abradif, que é a Associação de Veículos Ford, né? Veículos e Caminhões na época. Associação de Distribuidores de Veículos Ford, Abradif. É isso aí. Aí depois lançou, né? Abriu uma associação exclusiva para caminhões Ford, que era a Abrafor. Aí eu também atuei na Abrafor. Aliás, fui tesoureiro por dois anos da Abrafor. Aí depois, quando eu vim para Chevrolet, comecei a atuar na Abraq, que é a Associação de Distribuidores de Concessionários Chevrolet. Aí atuei em vários setores adentro. Hoje eu sou diretor regional do interior de São Paulo. Então eu atuo aqui representando a rede junto à marca GM. Então eu aprendo muito. Aprendi muito nas associações, porque tem concessionários diferentes tamanhos, de diferentes regiões, que atuam em diferentes segmentos da indústria, né? Tem gente que é forte em picape, tem gente que é forte em carros de entrada. Então a gente aprende muito com empresários muito diferentes. Então aprendi muito. Essa foi uma grande escola minha. E também finalizando aqui minha apresentação,

há uns sete anos atrás, o grupo nosso aqui, que é o grupo da Volley, a gente decidiu também, além do mercado automobilístico, é desenvolver o segmento imobiliário. Então a família, ao longo de 60 anos aí nesse mercado, foi adquirindo, né? Adquirindo imóveis e tal. Então a gente começou a trabalhar esses imóveis para lançar loteamento, lançar empreendimentos. Então estou eu e meu primo, que é meu sócio, atuando também nessa área aí, que é uma área que acho que ajuda a, vamos dizer assim, a compor a cesta de negócios, né? O mercado automobilístico vai ter uma variação para cima e para baixo, e a gente também atua no mercado imobiliário para poder compor aí a cesta, o portfólio de negócios da família aqui. Rafael, quando você me fala disso, já aparecem dois comportamentos, tá? No Empreendedores Raiz, a gente preza muito por falar dos comportamentos empreendedores, que é o que faz a diferença na vida dos empresários, né? Quem os tem acaba tendo um resultado maior. Então você já mostrou de cara um comportamento que… Alguns, né? Nessa sua fala.

Então um que eu queria destacar aqui para a gente conversar sobre ele é o de persuasão e rede de contato, que ao participar das associações, ao estar sempre envolvido com outros empresários, não ficar só lá no seu canto, dizendo, ah, já sei tudo, já conheço. Muito pelo contrário, você vai lá, busca… Esse é outro comportamento também, né? Que é busca de informação. Então você vai lá, busca e se relaciona com um monte de pessoas de diversas áreas, né? Então numa associação de distribuição de veículos, eu conheço bem, você vai se relacionar tanto com o jurídico, com o financeiro, com o marketing, comercial, com a área de desenvolvimento de pessoas. Então vai se relacionar com muitas pessoas. Me fala um pouco como que é esse relacionamento com todo esse monte de pessoas, inclusive os seus liderados, né? São várias empresas que vocês atuam e tem bastante gente que vocês lideram, né? Então fala um pouquinho sobre essa parte de relacionamento com pessoas,

rede de contatos, liderança. Como que você vê isso? Ah, eu acho que assim, eu atuo, assim, minha parte onde eu mais atuo hoje, hoje é o marketing, né? Marketing e vendas de financiamentos seguros na parte de automóvel, né? Então eu vejo que assim, que participar de uma associação de marca ou de uma associação comercial de uma cidade, ou… Eu também sou, acabei de esquecer, esqueci de falar. Eu sou conselheiro do Fundo Gestor de Cultura de São José dos Campos. Então eu tenho um fundo, né? Que é municipal e que decide o projeto. Então eu também faço parte. E aí você fala, mas pra que você faz parte de tanta coisa, né? Porque é justamente o que você falou, Pezati, a gente aprende muito. E eu aprendo muito com pessoas muito diferentes, né? Com visões muito diferentes, com posições de uma indústria completamente diferentes. Então eu vou escutar, como você disse, o jurídico da GM. Eu vou escutar o jurídico lá na época da Ford, né? Vou conversar com o CEO, né?

De uma montadora. Vou conversar com o CEO de um grande grupo de concessionária do interior que tá crescendo absurdamente. Então assim, e nisso, nessas conversas, onde a gente discute o negócio, os melhores caminhos, a realidade do mercado atual, é maravilhoso, é muito rico, né? É muito rico, ou tudo que você escuta dessas pessoas, que às vezes o que você falou, quando você tá só no seu negócio, só com os seus sócios, só com os seus liderados, às vezes a visão é muito menor, a visão é muito mais limitada, porque não tem acesso a informações, não tem acesso a relatórios de regiões inteiras do Brasil, né? Então assim, então você amplia muito a visão. E aí fora que abre portas pra parcerias. Então eu, graças a esses relacionamentos todos, eu conheci pessoas e pude desenvolver projetos que eu jamais teria conseguido realizar se eu não tivesse acesso a essas pessoas. Então assim, é um ganha-ganha enorme, maravilhoso. E inclusive eu tenho um pouco desse perfil, né? De relacionamento,

de fazer parceria, de estabelecer amizades, de fazer negócio. Então assim, me alegra, alegra o meu dia a dia. Cara, sensacional, Rafael, porque assim, muitos empresários que eu tenho contato, que não tem essa pegada da persuasão, do desenvolvimento da rede de contatos, ele fica realmente isolado e você tá trazendo aí um mar de oportunidades que você tem tido, né? Em função de ter se colocado dentro dessas redes de contato. Então, pô, parabéns, cara. Acho que isso fica um grande de um alerta, né? Porque às vezes a pessoa fala, ah, mas eu tenho que fazer parte aí de uma associação de classe? Poxa, seria legal que fizesse, né? E todo negócio tem como você se juntar com os vizinhos, se juntar com o pessoal da rua, fazer parte de uma associação comercial, né? Dá pra fazer uma série de coisas onde você vai estar em contato com outras pessoas, né? Agora, eu percebi também, ó Rafael, dentro do que você tá trazendo, uma pegada bem forte aí, uma veia grande sua de pioneirismo, de iniciativa. Você começou falando

que você fez a GV e tal, foi, gosta de arte, etc. E aí pegou um ramo que você gosta, que é a arte, e foi entender como é que funciona na época, um bom tempo atrás, como é que funcionava essas redes de incentivo, né? A cultura, etc. E entendendo que as empresas têm uma fatia ali do orçamento que pode ser destinada pra cultura. e já começou lá atrás. Quer dizer, hoje que o pessoal tá aí muito em voga de falar de lei Rouanet, leis de incentivo, de pegar a parte fiscal e transformar uma parte dela aí pra algumas coisas assim, você já tava falando lá atrás, né? Inclusive até fazendo essa última associação, essa BRAC, né? Que você teve a iniciativa de montar com outras pessoas, né? Como é que tem sido esse pioneirismo aí na sua vida, Rafael? Conta um pouquinho mais disso. Eu sempre busquei fazer coisas um pouco fora da caixa, assim, né? Porque eu acho que isso às vezes é mais difícil no começo, né? Você conseguir pôr de pé, realizar as coisas, mas por outro lado, na hora que você acerta também,

você ganha muita força, né? Nos projetos, nas possibilidades, né? Então, assim, então é o que você falou. Lá atrás, eu enxerguei que empresas como Pão de Açúcar, Johnson & Johnson, Votorantim, já perceberam o valor, a importância de projetos culturais ou esportivos para o negócio. E aí, se você conta com uma lei de incentivo, melhor ainda, porque você parte do que você ia pagar pro governo, você aplica em prol da sociedade e em prol também do seu grupo econômico, né? Então, isso foi o que eu aprendi com eles lá atrás, né? Há 20 anos atrás. E, enfim, e aí eu acabei, depois que eu aprendi isso, eu falei, como é que eu faço para que o meu, o grupo que eu sou sócio, a gente possa também realizar coisas nesse sentido, né? Com lei de incentivo ou não, né? Então, esse foi sempre um questionamento, porque a gente sempre tá correndo pra faturar, né? Tem que correr o dia a dia pra bater a meta, pra entrar caixa, pra, né, pra que tudo aconteça

e a gente consiga crescer. Isso é a chave do dia a dia de um negócio, a gente sabe disso. Mas, então, mas assim, mas sem abrir mão desses projetos que colocam a empresa em outro patamar, né? Social, junto à comunidade, junto aos seus próprios colaboradores. Então, isso sempre foi um desafio na minha cabeça. Como é que a gente faz pra manter a empresa crescendo, faturando, e ao mesmo tempo desenvolver esses projetos, né? E foi por conta desse passado aí que eu sempre falei, não, é possível. Precisamos buscar maneiras de realizar isso aqui na empresa. E aí, eu fui começando a aprender como fazer isso. Então, assim, já fiz vários, alguns projetos desse formato, foi que a parceria é o melhor caminho. sozinho, muitas vezes, você não tem orçamento pra fazer, você não consegue acesso a veículos de comunicação. Então, se você se junta com vários parceiros, empresas, que estão ligados a um determinado tema, a coisa acontece. De maneira muito mais econômica pra todo mundo, e assim, do ponto de vista de comunicação, muito maior. Ganha muito mais força, porque se vários parceiros

falam do mesmo projeto, três, quatro projetos, empresas, ele ganha força. Então, eu vou dar um exemplo pra vocês aqui. esse ano vai ser a terceira edição, né? E que ele ganhou força, que agora, assim, no começo foi muito difícil colocar de pé, mas hoje ele já virou um, entrou pro calendário da cidade, né? Aliás, do Vale do Paraíba, que é um evento que a gente chama de Pé na Estrada. Então, o que que é isso? Aqui na região, a gente tem muitas praias, tem campo, tem as montanhas, tem muito, o pessoal pratica muita trilha, né? Seja de moto, seja de 4×4, tal, tem esse hábito. Então, a gente falou assim, meu, vamos juntar as concessionárias de veículos 4×4 da cidade e fazer o evento que um dia só o consumidor vai ter acesso a todas as marcas. Ele vai poder conhecer todos os lançamentos. Então, a marca X lançou um carro agora no mês de março. Esse carro vai estar lá. A outra marca vai fazer um lançamento no evento de um novo veículo. Vai acontecer lá. Então, o consumidor, ele consegue, no mesmo dia, conhecer todos os lançamentos

4×4. Ele consegue ter experiência com todos esses lançamentos, porque a gente monta lá no evento uma pista profissional 4×4 com pilotos que vêm de várias regiões do Brasil aí, pilotos profissionais que dão uma aula para o consumidor sobre aquele determinado veículo. O cliente pode pilotar o carro. Além disso, todas essas concessionárias levam seus veículos seminovos 4×4 nesse dia. Então, ou seja, pô, eu quero entrar no mundo 4×4, mas eu não tô com bala pra comprar um zero. Eu não tenho certeza se eu vou gostar. Tudo bem. Nesse dia, você vai ver vários veículos seminovos 4×4 muito mais acessíveis pra você pôr começar nesse mundo off-road. E, além disso, a gente cria um evento pra família, onde a gente tem atrações pras crianças, pra todas as idades. Então, a gente tem bandas de rock aí, vão chamar do Pezati a próxima vez aí pra tocar. E tem alimentação, fogo de chão, churrasco de fogo de chão e tal. Enfim, mas foi um evento, gente,

que foi muito difícil no começo, porque a primeira ideia foi assim, ah, mas você vai juntar seu concorrente pra estar num evento junto com você no mesmo dia? Pra que fazer isso? O seu consumidor vai ver o carro do consumidor. Tinha um paradigma, sabe? Não faz sentido num dia, num evento, você colocar vários concorrentes. Eu falei, gente, é o contrário. A hora que você colocar todos os concorrentes no mesmo dia, a força de marketing do evento vai aumentar vezes 10. O consumidor, você vai criar pro consumidor uma experiência que ele nunca teria, porque ele pode, ele vai numa concessionária, ele vai andar num carro, ele vai ver um seminovo. Nesse dia, ele vai ver 10 marcas com 100 seminovos, por exemplo, né? e uma experiência pra família, algo que não existe. Então, é um evento que demorou pra todo mundo acreditar, mas hoje já tá na terceira geração e eu já convido os amigos aqui que estão escutando o podcast. Dia 22 de junho vai ser a próxima edição aqui em São José dos Campos, que vocês, quem gosta desse mundo aí, não pode perder. Então, é um exemplo de um evento aí que ele só ficou de pé

graças às parcerias. Nossa, que maravilha, cara, sensacional. Eu adoro esse tipo de coisa, o Pezati também, já tá na agenda aqui. Vamos lá, dia 20. Agora, Rafa, uma coisa, a gente fala muito de empresa, mas a gente tem que falar de gente também, né? De ser humano. Aí, tudo que você tá me falando aqui me lembra muito uma coisa que a gente fala muito em desenvolvimento pessoal, que é a tal da pirâmide de Maslow, né? Muita gente já deve ter ouvido falar, assim, são as prioridades das pessoas e elas, você precisa primeiro atingir uma prioridade, dar conta daquela prioridade, pra passar pra próxima, né? Então, a primeira é fisiológica, que assim, é você ter comida, água, né? A gente precisa, pra ficar vivo, né? Preciso ter água, preciso ter comida, que senão morram. Aí depois vai pra um segundo grau, que é segurança, né? Então, a gente precisa ter comida, água, tudo de segurança, né? Saber que nosso corpo ali vai estar numa condição segura, né? Isso parece o básico,

mas vai subindo, né? Então, precisa também de amor, relacionamento, aí a gente, né? Então, tem lá casa, tem família, aí tem relacionamentos pessoais, e aí conseguiu isso. Então, você tem comida, tem casa, tem segurança, tem isso, tem família. Aí você já vai pra um item superior, que é o de estima, que é autoestima, confiança, conquista, respeito, né? Que o ser humano busca. E por último, lá em cima, o topo da pirâmide, que é a realização pessoal, né? Você ser reconhecido, ser estimado, ser reconhecido na sua sociedade, em relação aos fatos. Aí quando você foi me contando, eu lembrei dessa pirâmide a nível pessoal, a nível individual como humano, mas eu vejo essa pirâmide também para as empresas, né? Então, a gente tem lá a empresa que tem que pagar a conta, ter lucro, obviamente, a gente corre atrás do faturamento, bate as metas, bate isso, e trata bem na nossa equipe, vai criando equipe, vai fazendo isso, e vai gerando mais um relacionamento, um relacionamento bacana com a nossa equipe,

vira quase que uma família, aquela coisa que a gente gosta de, né? Você se sente feliz em estar trabalhando, participando do grupo, da empresa, da família, e você passa a ser estimado, ao ponto que o topo dela é ser reconhecido pela sociedade da cidade, né? Então, com tudo isso que você faz, já mostra que você está bem no topo ali da pirâmide, tendo o reconhecimento das empresas, do grupo da Volley, né? da Webrás, das empresas, dando esse reconhecimento na sociedade, vocês são reconhecidos na sociedade, são reconhecidos nas associações de marcas, são reconhecidos, eu lembro, desde a época que a gente já se relacionava lá na montadora, tem esse reconhecimento, e eu falo isso por quê? Para o empresário que está nos escutando, perceber que assim, isso é um caminho natural, talvez hoje ele esteja naquela posição de ficar vivo, né? Fisiologia mesmo, precisa de comida, água, né? para um ser humano continuar vivo, ele precisa estar aquecido,

hidratado e alimentado, se ele tiver essas três condições, e ter ar, né? Para respirar, se você tiver ar para respirar, se você tiver aquecido, se você tiver hidratado, se você tiver alimentado, você continua vivo, às vezes a empresa está nessa situação, só que para sair dessa situação e chegar na última, não tem que ser essa a meta, né? Porque senão a empresa ficar só nesse modo subsistência, ela fica muito vulnerável, então subir esses degraus, né? E ir subindo passo a passo esses degraus, e chegar lá em cima, acho que quando você me falou isso, eu lembrei muito dessa imagem, no grupo de vocês, que eu conheço bem. É, não, eu estou totalmente de acordo com o que você fala, é que assim, né? O cara que está, né? O empresário aí, que está na luta, né? Da sobrevivência, né? Muitas vezes ele não tem tempo, não tem cabeça para parar para desenvolver um projeto, porque dá trabalho, né? Vocês sabem que dá trabalho, um projeto desse tipo assim, seja esse ou seja outro, dá trabalho, dedicação, participar de uma associação de marca,

é voluntário, é um trabalho voluntário. Então você vai pegar partes da sua energia que você dedicaria à sua empresa e vai dedicar a uma associação. Aí tem gente que fala assim, pô, mas para que isso, né? Vem para cá vender, só que assim, só que muitas vezes, a informação que você obtém numa associação de marca, o relacionamento que você obtém numa associação de marca, ou com o reconhecimento, o resultado de um reconhecimento da sociedade, né? Através de, sei lá, de outras empresas ou de até a questão política, né? Políticos que vão reconhecer, enfim, o resultado do trabalho, e isso vai trazer benefícios, resultados para a sua empresa que muitas vezes, no dia a dia, na operação ali, você não obtém. Portas que vão se abrir que você não abre se não for por esse formato. Agora, é um caminho exato? Não é. Então assim, se a empresa, se o empresário, ele consegue girar também esse pratinho, né? Eu acho que vão abrir portas e janelas para a empresa dele que ele jamais podia imaginar que existiam.

Eu não tenho dúvida disso porque eu vejo isso acontecer. E eu falo assim, sobre reconhecimento, né? Você está falando de uma coisa que eu lembrei de uma outra aqui, que tem um outro projeto que a gente faz. Aqui na região tem um hospital GAC, hospital GAC, que é o Grupo de Apoio à Criança com Câncer, que é uma referência regional aqui que atende crianças e adolescentes com câncer, tem 71% de cura. Então assim, gente, é fantástico o trabalho que eles fazem. Só que vocês sabem que saúde é tudo absurdo, o preço, né? O médico, o equipamento, o remédio, tudo é absurdo. E o SUS paga 15, 20% dessa conta, né? Então esse é um hospital que sempre está demandando muito dos empresários. Gente, a gente precisa de ajuda para ficar aberto. Então a gente começou um projeto na pandemia ainda em que a gente faz uma campanha de venda de consórcio Chevrolet. Se eu atingir X cotas de consórcio em 90 dias, 120 dias, a Veibras, a concessionária, junto com o banco Chevrolet, a gente dá um carro zero para o hospital. Então desenvolvemos uma maneira de apoiar o hospital,

tá certo? Então assim, ninguém ganha com isso. A gente, quando a gente dá, ele te dá, dá toda a nossa comissão, o banco também, ninguém está ganhando dinheiro com isso. Mas gera um efeito que é exatamente o que você falou, Pezati. O efeito, por exemplo, nos colaboradores. Você não imagina a alegria, a felicidade, a emoção de todos os colaboradores da Veibras e do Banco Gêmeo de participar desse projeto. Porque tem um dia que a gente vai entregar o carro. A gente vai, a gente leva, todo mundo que ajudou no projeto, a gente leva lá no hospital. A hora que essas pessoas que ajudaram a vender cota de consórcio, ajudaram a divulgar, indicaram um amigo para comprar, sei lá, cada um fez a sua parte aí. E ele entra no hospital, vê as crianças que estão em tratamento lá e ele enxerga que a empresa que ele trabalha está dando um carro zero que vai salvar vidas. Eu vou falar uma coisa para vocês, a equipe, não é mais a mesma, muda completamente a relação que ele tinha da empresa no dia seguinte. Ele fala assim, olha, a minha empresa faz, eu faço. E eu fui no hospital,

eu vi as vidas que eu ajudei a salvar. Gente, isso muda completamente a relação. E é o que você falou, né? Na pirâmide de Maslow, quer dizer, pô, a empresa que eu faço, de que maneira ela ajuda a sociedade? Então, eu estou dando um exemplo que eu acho que linka com o que você falou, não só a empresa, mas também todos os colaboradores. E isso gera, por outro lado também, o resultado de que toda a sociedade fala, pô, olha aquela concessionária, ninguém faz isso aqui na cidade? É a única que faz isso aqui na cidade? Pô, eu vou comprar um carro com aqueles caras. Aqueles caras têm uma visão do social, de devolver para a comunidade. Só que essa visão demora, né? Porque muitas vezes você fala, pô, mas a gente não vai ganhar um real nesse projeto, você está louco, vai fazer isso para quê? Olha a energia que vai gastar, só que traz um resultado muito maior do que somente, vamos dizer, o lucro, vamos dizer assim. E que lá na frente vai trazer também, vai dar a sustentabilidade que a empresa precisa. Então, eu estou mais um exemplo de projetos que fora da caixa um pouco aí. Nossa, incrível, porque uma coisa que a gente escuta muito são empresários falando, poxa, eu tenho dificuldade

de engajar o meu colaborador, eu tenho dificuldade de buscar o comprometimento dele. E quando você fala dos projetos maravilhosos que eles desenvolveram e a forma como você trouxe, você estava falando, eu estava vendo aqui o funcionário chegando lá, vendo que ele participou, que ele faz parte. Então, assim, já fica, já ficou algumas coisas, né? Primeiro, a importância do empreendedorismo. A partir do momento que você está empreendendo, está fazendo o seu negócio crescer, está devolvendo um pouco para a sociedade, olha como todo mundo ganha porque o Rafael resolveu empreender, resolveu fazer as coisas acontecerem, resolveu trabalhar fazendo as coisas crescerem. Então, olha a importância do empreendedorismo, a importância das empresas ajudando as instituições sociais, né? E você falou uma coisa, Rafael, assim, que para você poder estar presente nessas associações, você tem que ter uma certa possibilidade de tempo, etc. Como é que você trabalha delegar coisas para os seus colaboradores? Delegar funções, delegar atividades?

Como é que você delega? Dá uma dica para os empreendedores que estão assistindo esse podcast, Rafael, de dicas de como fazer para delegar, trazer esse comprometimento para que os colaboradores façam o que é combinado de ser feito. Esse é o grande desafio, né? Porque não dá, não dá para você estar ausente da sua empresa um dia, dois dias, né? E aí começa a comprometer o resultado. Aí você está indo contra. Então, tem que delegar, tem que ter pessoas abaixo de você que estejam à altura daquelas metas, né? Então, assim, eu acho que a gente, eu estou em vários departamentos, áreas diferentes da empresa e a gente sempre busca encontrar aqueles talentos, aquelas pessoas que, se você der mais para a pessoa, der mais responsabilidade, ela vai responder. Por mais que às vezes você fale assim, mas será que vai dar conta? Será que não vai dar, né? Claro que se tiver um RH para te ajudar a avaliar, facilita a vida, né? O RH tem, você tem na equipe lá vários colaboradores, o RH fala assim, ó, esse é o cara. E na hora que você der mais responsabilidade, ele vai responder.

Claro que um RH ajuda bastante nessa análise, mas eu acho que é isso, porque assim, se você escolher certo essa pessoa, você vai delegando, vai delegando um projeto, vai delegando uma meta do mês, e aí você vai sentir, claro, se o cara, porque tem isso também, né? Às vezes o cara, uma pessoa está muito operacional, a hora que ela precisa ter uma liderança, ocupar uma liderança junto a outras pessoas que muitas vezes eram colegas de trabalho dele, né? Tem gente que não tem até um paradigma na cabeça, pô, mas eu vou mandar, né? Eu vou ter uma voz de comando sobre os meus colegas, eu às vezes tenho uma visão também que não consegue ser líder. Tem, a gente percebe isso, que isso acontece, mas faz parte, né gente? Isso faz parte de, você tem vários na equipe, um vai dar certo, um vai funcionar. Por isso que eu acho que o RH é muito importante nisso, nessa ajuda, nessa escolha. Mas, e aí a pessoa vai, vai alcançando, né? Você vai dando responsabilidade, pô, atingiu a meta, cresceu esse mês, cresceu mais um mês, quer dizer, você não precisa estar mais no dia a dia, todo dia olhando tudo,

porque essa pessoa sabe como é que faz, ela tem confiança que ela vai entregar a meta no mês, e aí você consegue, começa a se ausentar, porque você tem uma pessoa ali que atingiu o nível de liderança, eu acho que esse é o processo que não é rápido também, né? Não é rápido. E agora outra coisa também, se você tem uma pessoa que é líder, tem desafio, tem desafios lá no dia a dia, você tem que oferecer o que ela precisa, as demandas dela. Olha, eu tô precisando de mais um colaborador ali, com mais um braço, porque senão eu não consigo ocupar a liderança. Olha, eu tô precisando de mais um recurso, e aí você tem que fazer conta, né? É isso que é importante. Bom, eu vou investir mais, eu vou dar mais um colaborador, vai aumentar, vamos dizer, o custo da empresa, a despesa da empresa, né? Mas o que isso vai gerar? Ah, a venda vai aumentar 30%, 40%, eu vou conseguir me dedicar a outras coisas? Então, quer dizer, então, os benefícios de um investimento. Então, eu acho que tudo isso são análises que tem que ser feitas, a gente tem que sair da caixa, tem que, pra empresa crescer, expandir e alcançar novos áreas, aí novos pontos, né? E, Rafa,

quando você fala em RH, me parece outra coisa aqui, que às vezes assim, o pessoal, ah, mas a Veibras é uma empresa, a concessionária Chevrolet gigante, a minha empresinha, eu sou um coitado, eu sou um pequeno, eu tenho poucos funcionários. Pessoal, nem sempre precisa fazer tudo com um recurso próprio. Por exemplo, hoje você tem inúmeras empresas de RH que podem fazer uma avaliação, né? Então, por exemplo, você vai estar pensando em colocar alguém lá no financeiro, faz uma avaliaçãozinha, né? Tem hoje uma avaliação que é muito popular, que é a avaliação DISC, e mostra lá se a pessoa tem um perfil analítico suficiente pra dar conta de estar numa área financeira. Aí você vai botar um cara lá que é falador, né? A gente chama de influente, tá lá e é um ótimo comunicador pra ficar o dia inteiro olhando planilha, a chance de dar certo não é muito alta, né? E vice-versa, se você tem uma pessoa que é extremamente analítica, gosta de números e planilhas, você vai colocá-la como o vendedor, talvez não seja tão fácil.

Então, pensem nisso, não dá conta, vai fazer o movimento, conversa com alguém especializado, né? Tem muita gente aí no mercado hoje fazendo esse tipo de análise, né? Você pode pagar por um job ali, por trabalho, e com isso você consegue ter acesso a uma coisa que às vezes numa empresa grande como a Veibras já tem lá dentro do RH alguém que faz isso, mas se você não tem um RH dedicado, você pode ter um RH freelancer que te ajuda nisso aí. Bom, Rafael, eu queria aproveitar também o que o Pezati está trazendo, que você falou assim, ah, assim, um ponto importante é encontrar talento, tá certo que a RH me ajuda, mas e o seu olhar, Rafael, o que você leva em consideração quando você vai fazer entrevista, quando você vai olhar aquele colaborador ou um possível parceiro, como que é esse olhar? O que você presta atenção nisso, no seu colaborador ou no futuro parceiro? Eu vejo isso, inclusive na associação de marca,

a gente percebe nas discussões, a gente percebe quem que faz acontecer, quem que, porque hoje em dia tudo é assim, são grupos de trabalhos, times, então é fundamental a força do time, então quais são os caras que trazem novidade para resolver um problema ou um problema ou uma coisa que a gente faz há três anos do mesmo jeito, mas por que? Será que não dá para mudar? Será que não dá para melhorar? Será que não dá para… Então, quer dizer, alguém tem que pensar em novidade, alguém tem que estar antenado. Então, assim, o cara traz novidade para você? Uma pergunta que eu sempre me faço. Outra pergunta, o cara, ele traz o problema ou ele traz a solução para você? Por quê? Ah, precisamos fazer isso. Ah, mas isso aqui está difícil, aquilo lá faltou recurso. Ou o cara, não, não, pera aí, busquei uma parceria, eu fui lá, falei com o fornecedor, ele deu um desconto de 20%. Enfim, o cara aqui, no dia a dia de um time, ele traz o quê? Solução, focado em solução. Outra coisa muito importante que eu vejo em time,

diminuir a questão do ego. Quem que deu a ideia? Quem que… É o time. Vamos construir juntos para chegar no resultado do time. Porque às vezes a gente… Eu vejo muito isso, né? O cara quer falar, o cara fala 20 minutos, e aí você fala, gente do céu, mas e aí? E o problema? E a solução, né? E aí fica e fala, não, porque eu fui nos Estados Unidos. Não é isso que interessa. O que interessa é a gente achar caminhos do time para a gente desenrolar o negócio e fazer acontecer e bater a meta. Então, assim, eu vejo muito isso, assim, eu vejo, eu busco essas pessoas e busco me policiar também para que eu seja essa pessoa que sirva aos meus liderados. Eu preciso servir para esse cara. Esse cara está com uma dificuldade no time dele, ele está com um colaborador lá que não… Né? Enfim, como é que eu posso ajudar esse cara a desenrolar a vida dele e desenrolar para que ele entregue mais? Né? Então, assim, então eu acho que é isso. Eu acho que essas três coisas que eu citei aí que eu fico sempre de olho. Como a gente pode melhorar

a performance dos times, né? Nossa, excelente, cara. Excelente mesmo. E é uma ótima dica também, né? E são coisas que dá para serem vistas de fato, né? Alguém que traga novidades, alguém que traga soluções, né? E você falou uma coisa incrível, né? Eu ser esta pessoa, me policiar para eu ser esta pessoa, né? Porque se eu quero um time engajado, eu tenho que estar engajado. Se eu quero um time que resolve, eu preciso ser o cara que resolve, né? É o foco na solução, né? A gente chama isso aí, Rafa, de liderar pelo exemplo. Se você não for o exemplo para os seus liderados, não vira, né? Então, se… Ah, tem que ser inovador e você é contra a inovação? É da boca para fora, porque eu vi num livro que ser inovador é legal. Beleza? Mas você é inovador de fato? Outra vez que vem uma coisa, uma ideia nova, você… Ah, não, não vai dar certo, não funciona, não… Sempre foi feito assim, por que você vai mudar? Vai me tirar desse conforto que eu tenho aqui fazendo isso? Claro, né?

Não é só porque a ideia é nova que a gente vai fechar os olhos e vai sair pegando tudo que aparece. Tem a experiência, a gente checa. Tem um comportamento que a gente chama de correr riscos calculados. Qual que é o risco que eu corro, né? com essa nova ideia? É grande? É pequeno? Podemos testar a menor, né? Vou… Ah, vamos mudar isso. Dá para fazer um pilotinho ali controlado para a gente ver se dá certo, né? Não precisa sair mudando tudo de uma vez, mas não precisa fechar os olhos também. E… Tem outro comportamento que você falou, Rafa, que eu achei muito legal. A gente fala de qualidade e eficiência, que é de estar sempre melhorando, né? Você fala, dá para fazer mais rápido, dá para fazer mais barato, dá para fazer melhor. E eu vejo você buscando isso, você buscando isso nos seus negócios. Fala um pouquinho dessa busca incessante pela qualidade e eficiência que você sempre mostra. Onde eu busco, né? Essas informações, né? Como melhorar? Nas associações de marca, que eu escuto muita coisa.

O cara, pô, eu faço assim na minha empresa. Ela fala, é mesmo? Nossa, imaginei que era possível. Quer dizer, aí abre porta de você visitar o cara, né? Aprender um negócio novo. Outra coisa, faço muito questão de participar de congresso, né? No nosso caso aqui, né? De automotivo, tem o congresso Fenabravi, que acontece uma vez por ano. Tem um congresso nos Estados Unidos, lá dos concessionários americanos. Tem um congresso de varejo nos Estados Unidos. Então, assim, lógico, não vou quando dá. Às vezes não tem o recurso. Esse ano tá apertado o negócio. Esse ano não vou. O ano que tá melhorou, deu resultado, a gente vai, né? E aí, aprendi muito, principalmente se for num grupo de empresários. vocês aí que tem várias empresas que trabalham, que vocês dão treinamento. Você junta um grupo desse aí de empresários e vai numa feira, vai num congresso, é maravilhoso. Ainda mais com uma liderança de vocês, por exemplo. Porque a conversa vai ficar muito rica, muito rica. Então foi o que eu acabei, né? Eu tive a oportunidade junto à associação de marca, a gente foi no congresso nos Estados Unidos agora.

Só que, como é que foi? Foi com um facilitador do Brasil. Porque às vezes você escuta palestrante e o cara vai mudar a sua empresa, a sua vida vai mudar. É, a solução às vezes não é tão fácil assim. Só que quando você tá com um grupo de empresários que sabem como é que é a realidade, tem um facilitador que entende do negócio. Você vai num congresso desse e a discussão é riquíssima. Riquíssima. Você fala assim, meu, tudo bem. Essa solução que o consultor falou, que deu uma palestra lá, será que é aplicável pro nosso mercado, pra nossa realidade? Ah, esquece. É o que você falou. Esse risco aqui não vale a pena correr. Por exemplo, o que eu escutei muito agora, inteligência artificial. escutei muito falar disso aí. Como é que faz pra aplicar no nosso negócio? E aí eu rodei, olha, Pezati e Paulo, eu rodei uns 10 estandes de fornecedor. 10. Até eu encontrar um cara que falava assim, nossa, isso aqui é muito fácil. Fácil de a gente aplicar e vai dar um resultado maravilhoso pra gente. E ainda por sorte, é um cara que tá em 43 países. Porque a maioria lá só tá nos Estados Unidos.

Então, poxa, o cara tá no Brasil. Tem colabora executivo no Brasil. Então, quer dizer, achei uma solução lá. Mas por quê? Porque a gente foi até lá. Isso não ia, o cara não ia bater na porta da minha empresa assim, olha, tem uma solução aqui pra você. E fora isso, eu entendi como que a inteligência artificial pode ajudar. De que maneira as empresas estão aplicando isso. Então assim, resumindo, né? a gente tem que buscar. Tem que buscar com os amigos, com os parceiros, em congresso, porque aí você realmente, você transforma tudo aquilo que você faz. Você consegue, né? Hoje, por exemplo, uma coisa hoje, não sei como é que vocês enxergam isso, né? Mas, por exemplo, tempo de atendimento de contatos de internet. É o grande desafio. Pô, mandei um contato pra empresa lá no Instagram, no Google, no site dele. O cara me demora quanto tempo pra responder? Dois dias? Três dias? Uma semana pra responder atendimento robótico, frio. Quem vai querer esse atendimento? Quem vai querer comprar com uma empresa assim? Então, se uma inteligência artificial tá bem calibrada, ela pode fazer milagre, pode ajudar muito.

E você vai ter que contratar dez caras pra atender? Não. A inteligência artificial prepara esse lead, aquece esse lead, entende o que o cara quer e passa pro humano o seu atendimento, o seu atendimento, um lead muito mais qualificado. E eu vi isso. Eu vi essa ferramenta lá. Entendeu? Então, assim, então eu tô dando um exemplo, né? De como é que a gente vai buscar coisas e implanta e logicamente num custo que seja acessível também, né? Não adianta você fazer um negócio fora que seja estratosférico. Então, assim, um exemplo que eu acho que é o que eu tô, inclusive, trabalhando nisso agora pra implantar isso na empresa. Você chama muita atenção porque, assim, são mudanças de cenário que ocorrem muito rápido, né? Porque no passado você resolvia comprar um carro, você ia em várias concessionárias, via vários carros e aí você ia lá e fechava o negócio com uma. Hoje, a tomada de decisão é toda feita no mundo virtual. Você pesquisa sobre os carros, você pesquisa, você busca

várias informações ali no seu celular, no seu computador a respeito de reclamação, de preço, tamanho, o que vai, compara, blá, blá, blá. Faz várias pesquisas no ambiente virtual pra, no momento, ok, que você vai fechar, você já chega decidido e fala, eu quero comprar ali um Onix. E aí você chega já pronto pra fazer isso, né? Você já tomou essa decisão. O empresário precisa estar preparado pra isso. Ah, mas eu tô aqui, meu negócio é pequenininho. Pessoal, a tomada de decisão cada vez mais ela é feita no ambiente virtual. As vendas, eu não vejo ainda tão fácil eu sair clicando em casa e chegar um carro em casa. Pode ser até que um dia isso chegue, mas tem aquela história de antes de comprar vou querer sentar no carro, pegar no volante, né? Aquela parte de sinestésica. Mas, vamos dar um exemplo assim, vou comer algo, eu posso entrar num aplicativo, eu vou ter N coisas ali pra me entregar em casa, que é totalmente virtual,

eu vou comer algo que eu escolhi virtualmente. Então, estar preparado pra isso é fundamental pra todos os empresários. E eu vejo como que você tem visto isso de 10 anos pra cá, essa mudança, Rafael? É bem simples, 2017, quando eu fui nesse congresso lá, eles falavam assim, ó, no Brasil, naquela época, o cliente iria em quatro concessionárias pra tomar a decisão. Nos Estados Unidos, naquela época, ele já ia em duas. Quer dizer, ele já foi pesquisando na internet, e ele ia uma em outra e comprava. agora, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, é uma, ele vai em uma, ou 1.2, 1.5, vai, vamos falar assim, uma média estatística aí, né? Mas assim, o cara não vai ficar mais andando de loja em loja, acabou isso aí. Então assim, por quê? Porque hoje, na internet, os recursos estão muito grandes. Você simula o financiamento, você, ah, mas é um carro semi-novo, o carro semi-novo, ele é o único. Tudo bem, hoje tem, inclusive essa empresa, essa empresa que eu, lá, que tem que estar aqui oferecendo solução

nos Estados Unidos, o que ela faz? Ela oferece uma visão 360 do carro semi-novo no seu site. E não precisa mais ter um monte de estúdio, um monte de câmera, você põe o carro num lugarzinho ali, ele tira a foto pra você facinho, qualquer colaborador faz isso, e aí sobe pro seu site uma informação, uma foto extremamente qualificada, uma foto completa do carro, mesmo por um carro semi-novo, que ele é o único, né? Ele pode ter uma realzinha aqui, ele pode ter alguma coisinha ali, ele pode ter um caído indiferente, mas a internet enriqueceu de tal maneira a jornada de compra, que é o que você tá falando, apesar de que o cara não vai mais ir na sua loja. Então, por isso, você tem que estar com a sua vitrine virtual, né? A sua vitrine digital muito bem elaborada, com, né? E também a questão do atendimento do lead. Então, assim, só que, sove lead. Se você faz um marketing razoavelmente bom, vai chover lead. Vai vir via WhatsApp,

vai vir via Instagram, via Facebook, via Google. E aí? Como é que você vai dar conta pra atender, vai, 100 leads numa segunda-feira, chover um lead no final de semana. Você tem que atender 100 leads. Quantas pessoas vão ter que dar conta? Porque o atendimento tem que ser bom, tem que ser humano, tem que ser persuasivo, tem que falar coisas que o cliente quer, tem que ser rápido. Você vai contratar um batalhão de pessoas? Nem todas, né? Poucas empresas dão conta de ter um. Então, a inteligência artificial, ela dá conta, ela pode ajudar, né? A ajudar na jornada do cliente e o atendimento de qualificado. Então, assim, então, eu acho que isso é fundamental. Cada negócio vai ter a sua, vai ter, eu já vi muito isso da parte de móveis, Pezati. Móveis, imóveis, aquele cara famoso, eu esqueci o nome, um cara de marketing famoso, eu esqueci a empresa que ele trabalha. Eu vou lembrar que uma construtora, ele falou assim, gente, eu comecei a vender apartamento de 2, 3 milhões de reais na sexta-feira às 10 da noite. É a hora que o cara para, pesquisa, se eu tiver uma pessoa, um atendimento bom

nesse horário, eu vou vender. Enquanto todos os outros concorrentes falam assim, ah, eu não vou pôr funcionário pra trabalhar 10 da noite, meia-noite, sexta-feira, o cara não aceita trabalhar, vou ter que pagar o adicional noturno. O cara falou, não, é isso que o cliente quer, é isso que ele tá buscando. Ele não vai vir na minha imobiliária, na minha construtora, no estande de vendas, ele não tem tempo pra isso. Vai ser, e o cara fala, ele vendia apartamento de 2, 3 milhões, sexta-feira, 11 da noite. Então, mudou, né, Pezati? Mudou, a gente tem que se adaptar e entender o que o cliente tá precisando. Nossa, excelente. E essa visão, tem a pesquisa do Dr. David McClelland, da Universidade de Harvard, que montou lá no começo com os empreendedores, né, de sucesso, quais eram essas competências que eles têm em comum, ele viu que os empreendedores, eles têm um impulso pra melhorar, né? Então, essa abertura pro novo, esse impulso pra melhorar, pra continuar essa implementação, fundamental, né? E você tá trazendo, não é à toa que você é empreendedor raiz, né? Você tem aí essa pegada de iniciativa e de busca pelo novo,

de implementação e de não se conformar, que é nítida, né, Rafael? Não é à toa que o seu grupo tá crescendo, né? E onde que o Rafael quer chegar? Olha, eu acho assim, que é uma coisa que a gente se preocupa muito, os sócios, né, do grupo aí, é nessa questão de montar o portfólio de negócios, né? Não ficar com todos os ovos numa cesta só, né? Então, a gente tá buscando trabalhar, por exemplo, no mercado imobiliário, né? A gente tá aprendendo, né? Então, a gente já, minha família já, meu avô lá atrás fazia loteamento, mas daquele jeito, né? nos anos 60, 70, pegava a terra, parcelava a terra. Então, assim, sem muito conhecimento e a gente viu que isso é um… Hoje em dia, as leis mudaram completamente. Então, pra você fazer um negócio desse, um loteamento, um empreendimento, você tem que estar muito bem seguro na questão legal, financeira, né? Então, a gente tá se preparando o nosso grupo para dar esse salto, dar o salto imobiliário, né? Então, como é que a gente faz isso?

Um dos sócios, a gente se deslocou só pra tomar conta disso, só pra olhar isso, pra estudar isso, pra pesquisar isso, porque o cara que tá muitas vezes, né, cuidando ali do dia a dia, de uma operação de automóvel, não vai ter cabeça, não vai entender, não vai, né? Então, a gente se deslocou, falou, não, você vai ganhar um salário para desenvolver esse negócio, que é novo. É essa a ideia. A gente quer novos negócios, né, pra que a gente amplia o portfólio de negócios pras próximas gerações, pra nós e pras próximas gerações, assim. Então, estamos estudando, estamos aprendendo, não temos, já fizemos um loteamento em 2013 aqui, que foi um sucesso aqui na cidade, mas temos muito a aprender. Então, estamos trabalhando pra isso também, pra que isso aconteça. Tem uma variável aí, Rafa, que eu acho legal quando fala assim, dois ramos diferentes, como imóveis e distribuição de veículos, que é o tempo. Uma das coisas que faz o empresário ter sucesso é ele administrar bem o tempo dele, tanto do dia, como num projeto.

porque assim, a venda de automóveis, a gente sabe que é uma venda quente, né? Chega lá, a montadora tá sempre mandando lá a cegonha cheia de carro, toda semana chega uma cegonha lá com um monte de veículos, você tem o seu business plan, que tem o pessoal do regional que fica te faturando, aqueles caras, né, aqueles malditos que te enchem o saco, já te vi nesse papel, né, que ficam mandando lá os carros pras distribuidoras e tá virando, e tá sempre vendendo, vendendo, vendendo, vendendo. Aí o ramo imobiliário, principalmente nessa parte de incorporação, a gente sabe que é uma coisa bem mais lenta, né, é outro ritmo. Você vai pegar um terreno, vai fazer o estudo, vai fazer o projeto, vai… Então a gente tá falando aí coisas que muitas vezes passa de um, dois anos, né, três, quatro, né, então os volumes são relevantes, né, os volumes financeiros são relevantes, mas é outro tempo, outra velocidade, outro tipo de business,

né, você tá fazendo uma coisa ali que você pode comprar, por exemplo, eu conheço o pessoal que comprou aqui em São Paulo o Play Center, tá parado, não precisa fazer agora, não é um momento. Então, você pode deixar, né, você pode fazer a coisa mais lenta. E como me fala um pouco, como que é essa situação de meta, de lidar com tempos diferentes, que é uma coisa que muitas vezes as pessoas se embananam ali no negócio, às vezes você tá acostumado com a coisa de um dia e vai pra uma semana, pro mês, pro ano, como que é isso, projetos mais longos? Com certeza, é exatamente o que você falou aí, o tempo do mercado imobiliário é outro, né, inclusive um amigo meu que trabalha num grupo enorme aqui do Brasil, ele fala assim, fala assim, a gente lá é o seguinte, não contamos com o recurso da receita do mercado imobiliário, quando acontecer, maravilhoso, mas a gente não fica contando, ah, em 2026, vai entrar tanto, porque pode travar lá um órgão governamental,

projeto, sei lá, o mercado pode mudar, você tá com um projeto pra lançar em 2026, mudou o mercado, não é a hora de lançar, tem que esperar o ciclo da economia, né, voltar, e aí você vai lançar na hora certa, porque senão você vai, né, então assim, então, realmente, é diferente, é, mas também, eu acho assim, que podendo esperar, né, Pezati, podendo esperar e contando com essas mudanças que acontecem, o resultado pode ser muito interessante, né, o resultado é muito interessante, a gente sabe disso, né, até um amigo que, quando a Ford saiu, né, de caminhões no Brasil, ele recebeu uma indenização, aí ele falou, o que eu faço? Ele tinha os imóveis e tinha outros concessionários, será que eu pego esse valor, eu coloco um negócio de concessionária e abro uma outra concessionária, de uma outra marca e tal, ou aplico no mercado imobiliário, e, né, e aí ele fez conta, tá falando, não, eu vou ter um terreno aqui,

eu vou construir um prédio aqui, porque era um bairro muito bom, né, que ele tava, demandava, né, só que ele sabia que ele ia ver, quando ele vai ver de novo esse recurso, quatro anos, cinco anos, e não é pouca coisa, né, apesar disso, a gente sabe, pra construir um prédio, pra levantar um prédio, é um negócio, né, só que ele fez a conta dele, e ele tá, inclusive tá, tá pra lançar agora, já faz uns anos aí, tá pra lançar agora, ano que vem, esse prédio, então assim, então, mas, então ele fez a conta dele e achou que era mais negócio pra ele, pra família dele, é, ir pra esse lado do, do, do, colocar o recurso nesse projeto, né. Nossa, maravilha, hein, e, cara, é uma aula, hein, o Rafael, que você tá dando pra turma aqui, de, de como a gente pode, tá com essa visão no futuro, tá se preparando no presente, tá plantando pra poder recolher, né, e não, e aquilo do risco, né, não colocar tudo numa cesta só, e ir caçando as novas oportunidades, e, e crescer, e se melhorando constantemente, né, como pessoa e do grupo,

né, e melhorando a sociedade, né. Rafael, é, quer deixar uma mensagem pro pessoal, quer deixar um contato, é, é, que mensagem final você daria pro empreendedor que tá querendo aumentar o resultado dele, o que que você pode trazer a mais, ou, que dica final você gostaria de deixar pra ele? Olha, eu acho que, assim, esses treinamentos que vocês oferecem, é uma coisa muito importante, né, porque ajuda, é uma visão de fora, que traz, que desenrola, que às vezes, traz uma visão que às vezes a gente não consegue ter, então, treinamento próprio da liderança, dos seus liderados, do seu time, eu acho uma coisa fundamental, traz ar novo pra empresa, pro negócio, eu acho que esse é um ponto fundamental. Outro ponto é inovação, saber, pra entender pra onde o mundo tá indo, porque, por mais que você, se você não mudar, o mercado vai mudar você, de alguma maneira, né, então, assim, então, mas, sempre tem uma situação de marca, sempre tem uma situação comercial, sempre tem, sempre tem caras aí que são visionários,

que tão olhando na pronta, então, tem que participar, tem que ir atrás, tem que ouvir palestras, né, eu acho que isso é muito bom. Outra coisa também que eu, que eu gosto muito, me ajuda muito demais, é parcerias, isso, eu tô no mercado de automóvel, eu faço parceria com o cara do supermercado, faço parceria com o cara do, do Rá, da rádio, faço parceria com o cara do, como no caso, é do hospital, né, de câncer, eu acho que a gente está aberto a parcerias, e pensar projetos que beneficiem a todos, gente, isso é, é uma, é uma mão na roda enorme, no marketing, seja institucional, seja até varejo, você pode fazer um varejo também, é o que a gente, nesse caso do, do, do, do apoio hospital com câncer, a gente tá, eu tô vendendo consórcio, é cota de consórcio, Chevrolet no projeto, e tô beneficiando, tô entregando um carro zero, então, é possível também fazer varejo, né, numa parceria dessa, então, eu acho que, enfim, buscar parceria, gente, isso aí, sempre tem gente querendo, sempre tem gente querendo, então, eu acho que isso também é uma coisa que pode,

ah, ajudar demais, e tô à disposição aí dos amigos, trocar ideia, ideias novas, parcerias também, por que não, meu, meu Instagram é, arroba da Vole Rafael, pode me seguir lá, mandar uma mensagem, tô à disposição, fazer negócio, precisa comprar um Chevrolet também, né, gente, tô à disposição aí, ó, vai ter muitos lançamentos esse ano aí, ó, tá bom? muito obrigado pela oportunidade, amigos, e sucesso pra vocês e todos que estão escutando a gente aí. Que prazer, cara, obrigado, que satisfação, Rafael, muito obrigado pelo prazer, pela satisfação que você tá aqui. Você ouviu Empreendedorismo Raiz, o podcast onde a gente te entende. Siga-nos agora nas redes sociais. Empreendedorismo Raiz Podcast. Empreendedorismo Raiz Podcast.

Nota editorial: afirmações sobre saúde, leis, resultados, produtos, empresas e instituições são falas dos participantes. A análise organiza os argumentos da conversa; não constitui verificação independente desses dados.